Fala Werneck

@fala.werneck_resenhasefor

 

Editora Global

181 páginas

 

Como está o seu olhar?

 

Loyola é um grande escritor, que nos faz refletir sobre algo particular com cada texto que cria.

 

“Se for pra chorar que seja de alegria” é um livro de crônicas que nos lembra do valor da vida, do empenho que precisamos e do olhar sensível e interessado que sempre devemos ter, porque o mundo tem muito a nos oferecer e as oportunidades são infinitas se nos permitirmos.

 

Quando ele comenta sobre sonhos, mostra que cada um tem o seu e merece lutar por ele, independente do que digam ou de “fórmulas” que possam querer ditar como isso deve acontecer.

 

Ele fala de literatura de uma maneira tão empolgada, que os leitores apaixonados pelo mundo dos livros logo conseguem se identificar.

 

Loyola cria crônicas que nos mostram São Paulo de uma forma boêmia, suave e também, em algumas partes, agitada (como toda capital).

 

É interessante refletir sobre um outro lado da censura, na Ditadura terrível que o país viveu, que são os censores. Pessoas que nem sempre gostavam desse trabalho e encontravam formas de mostrar isso, mesmo que sutilmente…

 

Quando ele fala dos “recursos” que os jornalistas usavam e até “brincadeiras” com as palavras, que eram uma forma de protestar contra essa amarra diante dos textos, o autor nos lembra que mesmo nos momentos mais sombrios, nas épocas repletas de escolhas duvidosas e atos cruéis de muitos, ainda existia (sempre existiria) a vontade de lutar pela liberdade, pelo respeito, para que as diferentes vozes fossem ouvidas.

 

E isso é algo que ainda representa uma luta, porque mesmo hoje, com todo o alcance, a liberdade e as possibilidades, ainda querem calar muitas vozes.

 

Só que a vontade de viver bem, sentir e se libertar sempre será maior.

 

Ler este livro de crônicas desperta aquela vontade de expandir os horizontes, conhecer novos lugares, arriscar outras possibilidades na vida, se permitir verdadeiramente sentir os momentos mais simples e singelos.

 

Isso que forma o livro da nossa vida.

 

Existe muita força, muito amor e muita luz neste mundo para que o choro seja de alegria.

 

Loyola nos lembra disso.

 

Nunca é tarde para tentar, para mudar, para fazer.

 

Depende da gente e de como decidimos encarar as coisas.

 

Uma ótima leitura!

 

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@fala.werneck_trechosmestres

 

Melhores Trechos

 

“– O que um homem pode inventar, outro pode descobrir – falou Holmes.”

 

“Veremos, na verdade, que os engenhosos são sempre fantasiosos e os realmente imaginativos nunca deixam de ser analíticos.”

 

“– A mente é a senhora de todas as coisas. Quando a ciência reconhecer plenamente esse fato, um grande avanço será feito.”

 

“De todas as faculdades que insistem em nossa imortalidade, qual delas fala a verdade com mais eloquência do que a memória?”

 

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@fala.werneck_confrariaresenha1

 

Editora Bem Cultural

102 páginas

 

A leveza da poesia

 

Antologias poéticas são ótimas oportunidades de conhecer novos autores.

 

Nesta, iremos conhecer mais de 40 poetas.

Cada um com seu olhar, seu jeito, mas todos tendo em comum a simplicidade na escrita e o amor pela poesia.

 

Poemas que falam de amor, de novas oportunidades, de afeto, de beleza.

 

Palavras que despertam várias emoções, geram reflexões e nos fazem pensar sobre a vida, sobre o que nos inspira e como precisamos manter o nosso olhar curioso e gentil diante da nossa existência.

 

“O que pode ser mais infinito do que palavras se despindo…?”

 

Um verso belo e tão múltiplo, porque pode ser lido de forma singela, suave, mas também intensa e até ousada.

Porque desnudar a alma exige coragem e isso os poetas têm de sobra, concordam?

 

“dos que vivem o hoje tão intenso que o amanhã é apenas um resultado natural”

 

Agora um outro poeta, com esse verso, nos lembra da importância de viver o presente, de sentir e se entregar com o coração.

 

Muitos falam do amor, que pode surgir de várias maneiras e precisa ser cultivado na nossa alma porque… 

“Enquanto ainda se crê no amor

O coração não envelhece…”

 

Que a gente consiga continuar acreditando sempre… no amor romântico, no amor fraternal, no amor maior e no amor-próprio.

 

É o que existe de mais forte, intenso e que transcende.

 

Poesia é uma declaração de amor e esta antologia é a representação física de um projeto singelo e admirável.

 

Mais uma vez, fica o convite: vamos ler poesia?

 

@fala.werneck_odiario

 

Faro Editorial

224 páginas

 

A escrita como terapia

 

“O diário de Anne Frank” é um livro conhecido por muitos, mas que nem todos conseguem ler.

 

A escrita da Anne é bonita e envolvente, mas a situação que ela viveu foi muito difícil…

 

A angústia e o sofrimento que cercaram este período da História do mundo foram terríveis demais, o que torna a leitura pesada por sabermos o que aconteceu com eles, como esse período no Anexo Secreto terminou.

 

Para quem gosta de livros sobre a Segunda Guerra Mundial, que querem entender um pouco do que aconteceu e as situações pelas quais muitas pessoas passaram, conheça este livro e leia o relato pessoal da Anne, uma adolescente que se escondeu com a família enquanto a perseguição aos judeus foi aumentando.

 

Anne era uma menina cheia de sonhos, queria ser jornalista, escritora e, mesmo em muitos dias difíceis no esconderijo, tentava manter a esperança. 

 

A escrita a ajudou como uma espécie de terapia, ali com o papel ela sentia que podia falar tudo que se passava dentro dela.

 

Ela e a família se esconderam com mais uma família e, conforme descreve o dia a dia deles, a gente percebe as dificuldades e os desafios para tentar conviver com tantas diferenças e também preocupação com o que o futuro poderia trazer…

 

Foram anos confinados, temendo fazer barulho e assim serem descobertos. 

 

A leitura nos mostra o amadurecimento dessa menina, que anseia por tantas coisas e se sente tão solitária.

 

Podemos nos relacionar com alguns dos sentimentos que ela viveu, ainda que seja complicado compreender a sensação de temer pela própria vida (e das pessoas que ama) por causa de uma guerra tão cruel e ideologias sórdidas.

 

Além de temer pela família, sofria pelo perigo que eles representavam para as pessoas que os protegiam. Porque se um dia fossem pegos, todos seriam punidos.

 

Um livro que toca profundamente o leitor e nos lembra o quanto podemos aprender uns com os outros.

 

A importância do afeto, do respeito, da atenção… e como é essencial manter o seu olhar gentil diante da vida.

 

Mesmo com toda a dor, a luz de cada um pode amenizar as tempestades do mundo e fortalecer a busca por igualdade, acolhimento e amor.

 

Um relato importante, em uma edição que está muito bonita e delicada.

 

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@fala.werneck_agar

 

Pitangus Editorial

387 páginas

 

O que define uma família?

 

Neste livro iremos conhecer mais um jogador do time do Frade: Rico, o goleiro reserva.

 

A série “Craques do Amor” é divertida e, conforme acompanhamos mais de perto um personagem específico, também descobrimos como está seguindo a vida dos outros.

 

Rico é o goleiro reserva, o mais novo do time e que luta muito por uma chance de se tornar titular.

 

A sua fama de pegador o precede, mas vamos percebendo que tudo isso é mais teatro do que outra coisa.

 

Não demora para começarmos a torcer por esse jovem que está começando a conhecer a vida e aproveitar as oportunidades, ainda que tenha tantas preocupações sérias.

 

Beatriz é uma mulher determinada, que decide encarar o desafio de um trabalho em uma nova cidade com empenho e muita dedicação; mostrando assim o seu potencial profissional e descobrindo que esse novo trabalho pode ser menos “chato” do que ela imaginava.

 

Rico tem um pai muito complicado, que sempre diminui os filhos e tem um preconceito terrível com o caçula, então o goleiro (que é o irmão mais velho) precisa fazer de tudo para mostrar ao irmão o que realmente significa ter momentos em família e se sentir acolhido.

 

Mais uma história dessa série que nos faz torcer pelos personagens, para que eles consigam construir uma vida com significado, e também torcemos por esse time fictício que conquista os leitores.

 

Além do mais, é interessante destacar como cada história aborda temas essenciais para a vida e que podem representar desafios no cotidiano de qualquer pessoa.

 

Afinal de contas, ser pai é muito mais do que participar na concepção de um filho e oferecer suporte financeiro. É estar presente, é cuidar, acolher, torcer… é amar.

 

Aos poucos o Rico vai aprendendo isso e aceitando que, infelizmente, o seu pai não merece ser chamado assim.

 

E essa aceitação o liberta, fazendo com que consiga buscar a felicidade que tanto merece.

 

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@fala.werneck_mansao1

 

Edição Independente

458 páginas

 

Mulher e mãe

 

O livro nos apresenta a história da Cecília, uma mulher forte, dedicada à filha e uma mãezona também para as amigas.

 

A vida dela é repleta de desafios, por ter um trabalho “incomum” dançando em um clube para homens.

 

Mesmo trabalhando nesse ambiente, ela nunca fez nada além de dançar.

 

Só que quando descobre que a filha está muito doente e o tratamento será caro, ela decide leiloar uma noite sua no clube, com o objetivo de conseguir o dinheiro que precisa.

 

Os capítulos alternam a narrativa entre dois personagem: a Cecília e o Eros.

 

Eros é o neto do dono da Mansão Olimpo, clube onde a Cecília e as amigas trabalham.

 

Quando o Aquiles morre, a mansão fica para o neto, que não sabe o que fazer com essa herança. Além de ter que lidar com um conflito terrível que sempre teve com o seu abominável pai.

 

Eros decide então conhecer melhor o clube e os funcionários de forma anônima, sem que saibam quem ele realmente é. 

 

Logo se encanta com a Cecília, se apresenta como outra pessoa e a confusão começa por causa das mentiras que vão crescendo cada vez mais.

 

A leitura flui e vamos acompanhando a dançarina tentando lidar com o medo de perder a filha para uma doença tão terrível e as emoções de começar a se envolver com um homem misterioso como o Lucas.

 

Para ela, é muito complicado compreender esses sentimentos opostos dentro de si e não se julgar por sentir coisas boas e até relaxar em uma época tão sombria de sua vida.

 

Carolina, Joana, Fernanda e Cecília são amigas que se conheceram quando começaram a trabalhar na Mansão e criaram um vínculo de amizade muito forte.

 

Elas se preocupam e cuidam umas das outras. Percebemos que cada uma enfrenta suas próprias questões e a leitura da vida da Cecília nos deixa curiosos para descobrir mais sobre a vida das outras também.

 

O livro é envolvente e tem cenas para os variados gostos: romance, drama, ação, comédia…

 

A escrita da autora está ainda melhor e é uma leitura tão cativante quanto a do livro “Meu Destino”.

 

Você vira as páginas pela curiosidade de descobrir se a Julia, filha da Cecília, vai se recuperar; como o romance irá se desenvolver e quando ela irá descobrir que Lucas não é o nome verdadeiro do homem que está conquistando o seu coração.

 

O amor será mais forte?

 

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@fala.werneck_fitaverde

 

Editora Global

40 páginas

 

Atemporalidade de um clássico

 

“Fita verde no cabelo” é a releitura de um dos maiores clássicos infantis: “Chapeuzinho Vermelho”.

 

A narrativa criada por Guimarães Rosa tem uma musicalidade bonita, capaz de cativar adultos e crianças.

 

Nesta história, conhecemos uma menina sonhadora, alegre e que, mesmo sem a ameaça de um lobo mau, precisa enfrentar um momento aterrorizante (que faz parte da vida de todos nós).

 

Um livro curtinho, com ilustrações adoráveis, que vai entreter e gerar boas (e importantes) conversas sobre a vida.

 

Lembrando de como são valorosos os momentos que passamos com as pessoas que amamos.

 

Precisamos aproveitar, sonhar, verdadeiramente sentir e também nos fortalecer, porque sempre surgirão desafios diante dos quais precisaremos enfrentar os nossos medos.

 

Nós teremos que lidar sozinhos com muitos desses medos e assim nos tornaremos mais fortes. Faz parte da jornada da vida.

 

Você já leu algo do Guimarães Rosa?

 

Gosta da releitura de clássicos?

 

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@fala.werneck_aguer

 

Hoje eu quero falar sobre a nova fantasia nacional lançada pela editora Alarde.

 

“O Escuro – A Guerra das Gemas” vai contar a história de um mundo que vivia em caos até ser reorganizado por forças poderosas que assumiram a forma física graças a seis gemas de poder.

 

Essas essências representavam o ar, o fogo, a água, a terra, a luz e o escuro.

 

As seis joias foram conectadas para acabar com o caos e criar um novo mundo. 

 

Só que Trúr, o Escuro, traiu os outros e roubou essa gema mestra, causando uma guerra que teve fim quando Irin, sua irmã gêmea, o derrotou.

 

No entanto, depois de ver o perigo dessa joia unificada poderosa, os irmãos resolveram romper a conexão, deixando cada joia de poder para um herdeiro no mundo, e reassumindo o seu estado de essência.

 

Tudo isso faz parte de um passado distante, que permanece presente através de lendas, canções e profecias.

 

Mas o mundo dos elfos está ficando agitado, alguns começam a sentir que presenças maléficas estão se aproximando…

 

Será que o perigo está voltando?

 

Höra e Menöo são dois elfos da floresta que passaram algum tempo com os elfos que vivem perto do mar, treinando e aprendendo muito. Agora chegou o momento de voltarem para casa e levarem encomendas misteriosas.

 

Nesses primeiros capítulos a gente começa a conhecer o mundo dos elfos e entender um pouco como é a personalidade desses jovens guerreiros.

 

Höra parece ter um destino desafiador pela frente, mas conta com muitos que estão dispostos a ajudá-lo.

 

Será que ele ficará diretamente envolvido com a guerra que parece estar surgindo?

 

O Escuro irá voltar em busca de poder, será que os irmãos assumirão mais uma vez as suas formas físicas?

 

Quero continuar a leitura para conhecer a terra dos elfos da floresta e descobrir mais sobre os irmãos que são as essências do mundo.

 

Agora me contem, vocês já leram alguma fantasia nacional este ano?

 

 

@fala.werneck_aniversario

 

Hoje é dia de comemorar mais um ano falando de livros na internet!

 

Tenho aprendido muito, conhecido pessoas especiais e lido livros espetaculares nesses 7 anos…

 

Olhando para trás, parece que o tempo passou rápido, mas foram longos anos. Repletos de momentos empolgantes e com dúvidas também.

 

Dias cheios de conversas literárias e outros bem silenciosos.

 

Lembro como se fosse hoje do primeiro autor que entrou em contato para uma parceria, da primeira editora que me escolheu como parceira também.

 

Tantas pessoas que acreditaram em mim e no meu olhar.

 

Tantas pessoas que pararam para ler o que eu escrevia e o que dizia em vídeos simples.

 

Tenho muito a agradecer neste dia reflexivo, principalmente a vocês, que me incentivam e inspiram também.

 

Desde o aniversário do projeto literário no ano passado, eu publiquei dois contos, conheci a Bienal de São Paulo… E agora faço parte de uma revista literária: a Ramificando Palavras, que teve a sua primeira edição lançada ontem!

 

Além disso, sou a revisora em uma editora nova que está chegando agora no mercado literário: a Ramificando Editorial.

 

Sigam a editora, leiam a revista e depois me contem qual texto foi o favorito de vocês. (Sei que a escolha será difícil, rs.)

 

Espero que a gente continue falando de livros por muito tempo, porque essa é uma das minhas maiores paixões.

 

Tenham uma ótima semana e se cuidem! 

 

@fala.werneck_resenhasol

 

Editora Bem Cultural

192 páginas

 

A vida que importa é manual

 

Crônicas são retratos do cotidiano com o qual todos nós conseguimos nos identificar.

 

A escrita da Catarina tem uma beleza especial pelo seu toque poético, que deixa leve qualquer tópico sério da vida.

 

A crônica sobre o fusca é uma das mais emocionantes, é um lindo texto que nos lembra da importância de encontrar o nosso próprio ritmo, respeitá-lo e também valorizá-lo.

 

Não existe fórmula para ter uma boa vida, cada um encontrará a sua de acordo com o que lhe toca o coração.

 

Só que algumas “dicas” são úteis para todos: aproveitar cada dia, realmente sentir e viver os momentos com as pessoas amadas, demonstrar amor.

 

A luz que oferecemos sempre irá nos iluminar também… Por mais simples que seja, ela importa.

 

Catarina nos fala de paciência, de encanto, de autodescoberta e de verdadeiramente sentir.

 

Sentir os amores e as dores, as conquistas e as decepções, a empolgação e também a frustração. Porque tudo isso nos constrói.

 

E o que falar da escrita do Eduardo?

 

É como reencontrar um bom amigo, com quem sempre a conversa é empolgante, mesmo que não se vejam há muito tempo… Vocês sabem qual amigo, certo?

 

Aquele que tem tantas histórias pra contar, que nos envolvemos e nem notamos os minutos passarem.

 

As crônicas são bonitas em sua simplicidade, por vezes nos fazendo refletir sobre questões que nunca verdadeiramente consideramos, ou pontos que precisamos de um puxão de orelha para lembrar de trabalhar dentro de nós mesmos.

 

O Eduardo fala de sonhos, de como é fundamental continuar acreditando e lutando.

 

Mesmo com os desafios diários, mesmo com a passagem do tempo (que cobra o seu preço)…

 

Viver é magnífico e os autores nos mostram com suas palavras uma forma de brindar a isso.

 

A leitura deste livro fará o leitor sorrir, talvez derramar algumas lágrimas, se empolgar, querer montar uma lista de coisas divertidas para fazer e começar o movimento para que elas aconteçam.

 

E, independente de qualquer percalço, seja você e aprecie a beleza de verdadeiramente mostrar a sua essência.

 

É o que mais vale nesta vida.