Fala Werneck

todas as flores que nao te enviei

 

Trechos

 

“Não há necessidade

de vingança,

as pessoas

ruins de coração

sempre se autodestroem.”

 

“Quando a vida

se tornar cansativa,

espero que

os teus sonhos

pesem mais do que

as tuas desculpas.”

 

“Está tão na moda

‘aprender a soltar’

que agora quase ninguém

se preocupa em

segurar bem firme

o que realmente

faz bem.”

 

“Dizem que o trem das

oportunidades

passa apenas uma vez.

O que não te contam é

que você pode correr

para pegá-lo em outra

estação.”

 

“Gosto de pessoas

que sabem ser sol

quando a vida

está nublada.”

 

“Atrás de cada mulher

forte e independente

existe uma menina

que aprendeu

a se recuperar e nunca

depender de ninguém.”

 

“Existem pessoas

tão iluminadas

que chegam

parecendo o sol

e acabam, aos poucos,

com toda a sombra

que existe dentro

da gente.”

 

“Quando você passa a observar que os valores opostos são complementares e que precisará passar por uma noite escura para ver um belo amanhecer, tudo fica mais simples e leve.”

 

entrementes

 

Livros são incríveis, alguns nos surpreendem pela elaboração de seus mundos e personagens; outros, nos impactam pela capacidade de construir algo belo com personagens simples do nosso próprio mundo. Os primeiros contos que li neste livro são assim, belos na simplicidade da vida.

Fiquei surpresa com a capacidade do autor de fazer descrições que nos permitem praticamente visualizar tudo que está acontecendo nas histórias.

 

A vida, por mais simples e comum que possa ser, é incrivelmente singular.

Conseguimos sentir a solidão e o desamparo da senhora que perdeu seu marido, seu companheiro de vida; nada mais transparente quanto a esta solidão do que a cadeira de balanço dele vazia ao lado da dela. Cadeiras que tinham uma sincronia, representando amor; mas a vida, cruel em sua realidade, quebras isso; a morte, por outro lado, iguala novamente o balanço.

É possível sentir a desolação do pai que precisou vender suas terras, na narrativa contada pelo filho. As injustiças fazem parte do cotidiano de muitas pessoas, nas fazendas o desgaste é mais pesado porque o sol é inclemente, sugando a força e a vontade dos trabalhadores, dia após dia.

Já ‘O aviso da morte’ fala mais do que isso, propriamente. Falar de morte é difícil e, quando se trata de alguém íntimo, doloroso. Às vezes a morte pode “avisar” que está chegando, outras vezes ela surge num piscar de olhos; mas nunca pode ser definida pelos outros. Ela pode causar tristeza, indiferença, alívio e muitos outros sentimentos. No entanto, o conto também comenta sobre as diferenças linguísticas que existem no nosso país; cada região possui particularidades no modo de se expressar, por isso equívocos podem acontecer e confundir alguns. Nossa língua é vasta e bonita, suas regionalidades são surpreendentes e até alguns hábitos das pessoas nas cidades interioranas nos surpreendem até hoje.

 

O Brasil é imenso em suas variantes linguísticas e culturais. E num meio literário que enfatiza a perfeição, o sucesso e o máximo das conquistas “possíveis”; um livro que trata do cotidiano simples e aborda a vida de pessoas que passam dificuldades  em meio ao trabalho braçal e à luta diária pelo bem da família; representa uma obra diferenciada.

 

Li três contos até agora e já pude refletir sobre tantas coisas…

pequenosegredo

 

Trechos

 

“Naquele momento, pensei nos sentimentos que vivemos, sobre os quais lemos ou que testemunhamos, como o nascimento de um filho, a morte de um ente querido, mas o que eu estava presenciando era uma coisa completamente nova para mim: o sublime ato de amor de um pai dando sua filha para adoção.”

 

“Não deixava de ser uma ironia ver aquelas prateleiras tão simetricamente arrumadas quando sua própria vida era um amontoado de escombros.”

 

“O silêncio, a sensação de liberdade e o balé do sol, descendo devagar no horizonte, tornam cada entardecer diferente do anterior.”

 

“Abraços são amor, abrace alguém.”

 

nascido do crime

 

Primeira frase da página 100: “Para os adultos, eu era um destruidor e estava fora de controle, mas, como criança, não pensava dessa forma.”

 

Do que se trata o livro: O autor, Trevor Noah, um comediante da atualidade, conta sua história; mostrando a África do Sul na qual ele viveu com a mãe. Ele nasceu durante o apartheid, passou por muitas situações difíceis, por ter pais de cores diferentes, em uma época na qual esse tipo de relacionamento era proibido. Com humor, ele fala sobre essas desigualdades, como era a sua vida e como a sua mãe sempre foi uma mulher extraordinária.

 

O que está achando até agora?  

Uma leitura completamente envolvente, através da leve escrita do autor acompanhamos um momento muito complicado da história da África. Além disso, ele nos faz refletir sobre o objetivo das desigualdades e como podemos ajudar a perpetuar ou banir esse tipo de situação e construção de mundo. Deve ter sido extremamente doloroso para a mãe viver preocupada com o filho, com medo de que algo acontecesse com ele por algo que não era culpa da criança. Este é o tipo de livro que nos envolve completamente.

 

O que está achando do personagem principal?

O Trevor é uma pessoa carismática e que busca olhar para as desigualdades procurando entendê-las e contá-las de uma maneira mais leve. É impressionante, porque estamos diante de uma história real; sabemos parte do que ele já conquistou e a sua relevância como comediante da atualidade; e acompanhar essa história que narra uma trajetória de luta, esperança e força, é admirável! É possível sonhar e lutar pelo sonho, para que ele se torne realidade. O Trevos nos mostra isso.

 

Melhor quote até agora: “Ela era determinada diante do perigo. Isso sempre me impressionou. Não importava que a guerra acontecesse bem na nossa porta. Ela tinha coisas a fazer, lugares para ir.”

 

Vai continuar lendo?

Absolutamente, quero continuar acompanhando a jornada desse garotinho com sua mãe e ver como o fim do apartheid realmente transcorrerá nesse lugar. É triste pensarmos em quanta injustiça e sofrimento esse regime gerou, e como ele conseguiu manipular e dominar as pessoas. Existem muitas pessoas cruéis e interesseiras. Mas também existe muita gente que luta, se esforça, e tenta criar um mundo melhor, mesmo que seja “apenas” o mundo do seu próprio filho, faz toda a diferença.

 

Última frase da página 100: “Assim foi toda a minha infância.”

 

 

odivorciodosmeussonhos

 

Trechos

 

“Pensando bem, todo o espectro da experiência humana passava por sua loja diariamente, solicitando seu talento.”

 

“Sabia que o verdadeiro amor a estava esperando, em algum lugar. Caso contrário, por que haveria tantas canções sobre ele? Tantos filmes românticos? Tanta literatura, arte e poesia dedicada àquele sentimento avassalador?”

 

“-Eu também te amo – respondeu ela com tanto ardor e tanto sentimento que ele pensou: isso é tão bom. Se eu tenho isso, o resto não tem tanta importância.”

 

“Tinha medo do sofrimento. Do confronto, da dor, do fracasso. Palavras que não constavam no dicionário de um idealista.”

 

“Não sabia por que imaginara que tudo fosse ser mais complicado. No fim das contas, o difícil era mesmo tomar a decisão.”

 

“-Aí está o meu ônibus! – disse ele. Imagine só, ficar entusiasmado por causa de um ônibus. Pois dali em diante seria assim: as pequenas alegrias da vida.”

 

“Era apenas uma questão de expandir a sua mente e eliminar o medo. Nunca se dera conta antes do quão intimidadas as pessoas ficavam com poesia.”

 

 

gratidaoleitorarecord

 

A minha vida de leitora começou cedo, eu gostava da biblioteca da escola e dos mundos que podia conhecer naqueles livros.

 

Uma das primeiras séries de livros que me envolveu completamente foi ‘O diário da princesa’. Eu esperava ansiosamente pelo lançamento dos livros e quando comprava, devorava-os em poucos dias.

Amava acompanhar a vida da Mia, as mudanças pelas quais ela passava e tudo que aprendia.

 

Então, obrigada Editora Record por trazer para o Brasil uma série tão importante para a minha vida. Uma série que fala sobre família, amizade e a descoberta de si mesmo. A Mia vivencia situações boas e ruins enquanto aprende o significado da amizade verdadeira e os perigos da fama (mesmo que ela não tenha pedido isso).

 

A medida que o tempo foi passando, muitos outros livros da Editora Record ganharam o meu coração.

Gosto muito da linha editorial de vocês, especialmente os que são lançados pela Galera Record.

Histórias que envolvem, emocionam, retratam assuntos leves (e outros nem tanto).

Uma editora admirável pela conexão que cria com os jovens e pelos projetos diferentes e inovadores.

 

Espero que vocês continuem lançando muitos livros interessantes e dando oportunidade para novos autores.

A literatura brasileira deve ser valorizada, apreciada; e vocês auxiliam esse processo.

Parabéns pelo cuidado com as obras e pela ótima equipe engajada com a literatura.

E, mais uma vez, obrigada!

 

De uma leitora apaixonada,

Flávia Werneck

juntosparasempre

 

Trechos

 

“- Não sei, Trent! Às vezes, as pessoas não planejam tudo, as coisas simplesmente acontecem, tá?”

 

“Ser abraçada daquele jeito fazia com que eu me sentisse segura, quentinha e amada.”

 

“Mesmo assim, às vezes eu ainda queria que ela tivesse o mesmo cheiro que tinha quando era bebê, quando eu cheirava sua cabeça, absorvendo-a.”

 

“Percebi que CJ precisava de meu consolo mais do que da minha proteção.”

 

“Concluí que algumas pessoas amavam tanto seus cachorros que davam a outras pessoas nomes de cachorros.”

 

“E a vida consegue se tornar tão caótica a ponto de não notarmos a rapidez com que o tempo passa.”

 

“Queria muito que ela sentisse a felicidade que eu sentia sempre que nos tocávamos, mas as pessoas são criaturas mais complexas do que os cães.”

 

“Tem gente que simplesmente não gosta de ter cachorros por perto. É triste pensar que há pessoas assim.”

 

“Ela me ensinou que era bom amar mais do que apenas meu menino Ethan, abrindo meus olhos ao fato de que eu havia amado outras pessoas em minhas vidas, que amar seres humanos era meu maior propósito.”

 

odivorciodosmeussonhos

 

Primeira frase da página 100: “-Será que não tem um King Edward mais adiante? Ou um Horse and Hound? – indagou Emma, olhando apreensiva à sua volta.”

 

Do que se trata o livro: Jackie é uma dona de floricultura empolgada com o amor, e fica surpresa quando seu namorado a pede em casamento; porque aí a confusão começa: ela não tinha contado para ele, o Dan, que ainda é casada com o Henry, um jornalista londrino. Ao começar a se envolver com os preparativos do casamento e a papelada do divórcio, os sentimentos dela ficam um pouco confusos, e ela fica pensando sobre Henry cada vez mais…

 

O que está achando até agora? 

O livro apresenta uma cultura um pouco diferente, por se tratar da Inglaterra; então algumas referências se perdem; mas a história é boa e não dá para adivinhar o rumo que a personagem tomará afinal.

 

O que está achando da personagem principal?

Jackie é uma mulher impulsiva, que se empolga muito rapidamente, mas perde o interesse quase com a mesma facilidade. E apesar do casamento que não deu certo, ela acredita no amor.

 

Melhor quote até agora: “Pensando bem, todo o espectro da experiência humana passava por sua loja diariamente, solicitando seu talento.”

 

Vai continuar lendo?

Quero saber o que vai acontecer nesse triângulo amoroso, porque parece que o Henry ainda não esqueceu a Jackie, e ela também não parece ter superado esse casamento, propriamente dizendo. E o Dan, coitado, está preso no meio dessa confusão, querendo fazer seu relacionamento dar certo. Além deles, também há a situação da Emma e do Lech, esse atrito constante entre eles, pode ser mais interesse oculto do que raiva mesmo. Como será que eles vão se resolver?

 

Última frase da página 100: “Certamente haviam competido para ver quem conseguia acumular mais gel no cabelo.”

 

assetemortesdeevelynhardcastle

 

Trechos

 

“A essa distância, a vida de Sebastian Bell parece uma vida fácil de perder e difícil de lamentar.”

 

“Como uma criança, fecho os olhos na esperança de que, ao abri-los novamente, a ordem natural terá uma reviravolta, o impossível se tornando plausível apenas pelo desejo.”

 

“Será que somos fragmentos da mesma alma, responsáveis pelos pecados uns dos outros, ou pessoas completamente diferentes, cópias apagadas de um original perdido há muito tempo?”

 

“- A vida nem sempre nos deixa escolher como vamos vivê-la – ele diz com ar severo. – Agora, vamos lá, temos que comparecer a um assassinato.”

 

“- Nós nunca somos tão verdadeiros como no instante em que achamos que não estão nos observando, você não entende isso?”

 

“Com informação de menos, você é cego. Com informação de mais, você é cegado.”

 

“São tantas recordações e segredos, tantos fardos. Cada vida é tão pesada. Não sei nem como alguém consegue carregar uma só.”

 

tbrdefevereiro

 

Já fiz minha escolha de leituras para fevereiro, confiram as sinopses:

 

Mortos não contam segredos – Karen M. McManus

Por trás das cercas brancas e dos gramados perfeitos da pacata cidadezinha de Echo Ridge, há segredos de natureza obscura. Ellery conhece as histórias a respeito da cidade natal de sua mãe e sabe que ali garotas desaparecidas não voltam para casa. Cinco anos atrás, a rainha do baile foi assassinada e o culpado jamais foi preso. Sua tia também foi uma das vítimas quando ainda era adolescente, mas a mãe pouco fala sobre isso, preferindo mascarar o luto com bebidas e remédios.

Quando o vício culmina em uma internação na clínica de reabilitação, Ellery e seu irmão gêmeo, Ezra, se mudam para a casa da avó em Echo Ridge e passam a testemunhar em primeira mão a sinistra fama da cidade.

 

Duas mulheres da Galileia – Mary Rourke

Joana, esposa de Cuza, procurador-chefe do tetrarca Herodes, leva uma vida de luxo na cidade de Séforis, centro político da Galileia. No entanto, nem mesmo os melhores médicos conseguem curá-la da tuberculose que a aflige desde a infância.

Quando Joana vê Jesus de Nazaré cercado por uma multidão que exalta seu mais recente milagre, começa a pensar que ele talvez possa salvar sua vida. Maria, mãe de Jesus, é sua prima distante, mas elas estão afastadas desde que a família de Joana abandonou a lei judaica para seguir os costumes romanos. No intuito de pedir à prima que a ponha em contato com seu filho, Joana toma a estrada empoeirada rumo à Nazaré.

Na busca por encontrar a cura para seu corpo, ela acaba encontrando também iluminação para sua alma por meio da amizade com Maria e da conversão a seguidora de Jesus.

 

Uma escada para o céu – John Boyne

Maurice Swift e um homem bonito, charmoso e sedento por sucesso. A única coisa que lhe falta é talento, mas ele não deixará que esse mero detalhe atrapalhe seu caminho. Afinal, um aspirante a escritor pode encontrar inspiração em qualquer lugar – mesmo que tenha que se apropriar das histórias dos outros. Trabalhando como garçom num hotel de Berlim Ocidental em 1988, Maurice se vê diante da oportunidade ideal: um encontro fortuito com o famoso autor Erich Ackermann. Ele logo cai nas graças do consagrado (mas desesperadamente solitário) romancista e descobre um terrível segredo sobre suas atividades durante a guerra – o material perfeito para um primeiro romance.

Depois de alcançar a fama literária, Maurice sabe que nada o fará desistir de manter essa sensação de poder. Passando pela costa Amalfitana, por Manhattan e por Londres, o pseudoescritor seguirá cultivando sua capacidade de iludir e manipular, usurpando pessoas talentosas e vulneráveis na sua cínica escalada para o topo. Porém, quanto mais alto o voo, maior é a queda…

 

Para cima e não para o norte – Patrícia Portela

“Para cima e não para o norte” baseia-se na história verídica de um Homem Plano e do seu percurso pessoal para se tridimensionar.

O Homem Plato é um super-herói, que se descobre com apenas duas dimensões e se desafia a conquistar uma terceira, passando por várias noções de perspectivas.

 

Escola de contos eróticos para viúvas – Balli Kaur Jaswal

Filha de imigrantes indianos, Nikki passou a maior parte de seus vinte e tantos anos distanciando-se da tradicional comunidade sikh, preferindo uma vida mais independente e, em outras palavras, ocidental. Quando a morte de seu pai deixa a família financeiramente desestruturada, Nikki se habilita a dar aulas de escrita criativa em um centro comunitário no coração da comunidade punjabi em Londres.

Logo no primeiro dia de trabalho, Nikki descobre que, na verdade, as viúvas sikh que aparecem para o curso estão esperando aprender alfabetização básica em inglês, e não a arte de escrever contos. Nikki está prestes a desistir da tarefa quando um livro erótico cai no colo das alnas e causa um furor na sala de aula. A jovem professora percebe que, por baixo de seus sáris brancos, elas têm uma riqueza de fantasias e memórias. Ansiosa por libertar essas mulheres, Nikki as ensina a escrever suas histórias não contadas, desencadeando um processo criativo inesperado – e perigoso.