Fala Werneck

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Stella continua tentando descobrir o que fazer da vida; ao tentar se candidatar para uma vaga de gerência na cafeteria, descobre que nunca se formou no ensino médio. E ao confrontar o pai, nota como que para ele, ela nunca deixará de ser “sua garotinha” e que não há problema algum nisso.

 

Os pais se importam com os filhos, muito, e farão tudo que estiver ao seu alcance para que “seus pequenos” não sofram na vida.

 

Mas a vida é árdua, momentos sofridos aparecem, porém os dias ensolarados também estarão presentes. Você precisa acreditar, tentar, fazer diferente.

Seja gentil, atencioso, carinhoso. A vida vale o esforço.

 

Às vezes você pode não entender ainda qual é o seu “grande sonho”, mas mesmo assim busque perceber as coisas que importam na sua vida.

Talvez essas coisas não rendam nem um centavo, mas elas são importantes para você e isso que importa.

 

Acompanhando o drama do Wes por ter que voltar para um trabalho que odiava para que eles tenham dinheiro para se sustentar, Stella reconhece que sente gratidão e que aquele gesto permite que ela faça coisas importantes como visitar a Sadie e fazer companhia a outras pessoas no hospital.

Dando suporte e força.

 

Às vezes vivemos momentos impossíveis e duvidamos que isso vá melhorar, mas se tivermos pessoas que lutam por nós e acreditam, nós conseguimos voltar a acreditar na solução, na melhora, na superação.

 

Seja essa presença na vida de alguém.

Seja esperança.

 

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Muitas pessoas poderiam achar quase impossível voltar, por vontade própria, ao hospital onde se ficou doente por tantos anos; mas Stella é diferente e decide trabalhar como voluntária lá.

 

Ela conhece uma menina, Sadie, que tem o mesmo tipo de câncer que ela teve. E ao ver que a menina não tem quem lute por ela, decide ajudar.

 

Stella tenta falar com a pessoa que a colocou no estudo clínico que salvou sua vida, e acaba descobrindo que o doador anônimo que investia, parou de investir. Com a ajuda de uma enfermeira e do novo médico, ela consegue descobrir quem é o doador e decide falar com ele. A conversa não sai como ela previa, mas isso a ajuda a entender várias coisas…

 

Através de toda essa busca, ela vai percebendo como essas “batalhas” são difíceis e penosas, além de entender que por mais que alguns médicos possam parecer distantes de seus pacientes, a realidade pode ser mais triste e o afastamento ser apenas uma forma de lidar com uma dor que parece eterna.

 

Para as pessoas que trabalham com vidas é fundamental criar certo distanciamento, isso não significa não ter empatia, mas manter uma “formalidade” necessária para não se envolver tanto e sofrer muito se a “batalha” for perdida no final.

 

Nós devemos nos preocupar com os outros, ajudar no que pudermos… Mas compreender também que existem coisas além do nosso controle, e sofrer em demasia não vai mudar isso. É preciso reconhecer esses dois tipos de momentos e aprender a lidar com eles, porque são constantes na vida.

 

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Stella continua achando difícil lidar com os problemas da família, e agora surge um novo problema: Wes pode ser deportado!

 

Enquanto tenta lidar com os conflitos entre os pais e a venda da casa deles, ela percebe como um mesmo lugar gera emoções tão diferentes nas pessoas… A casa representa para ela um lugar de alegrias, diversão, momentos bons em família; mas para a mãe o lugar significa sofrimento, onde a filha adoeceu e onde seu casamento acabou. Ao compreender isso, ela consegue respeitar os sentimentos da mãe.

 

A situação entre ela e o Wes é bem confusa, porque na verdade eles mal se conhecem; se casaram um mês depois de se conhecerem e depois do casamento continuavam vivendo um relacionamento dentro de uma bolha por causa da doença dela; assim a gente vê como é ruim quando as pessoas mentem, omitem coisas, por acreditarem saber “o que o outro quer ouvir”, e isso é algo prejudicial para todos, um relacionamento assim não progride e se fortalece; é preciso companheirismo, afinidade, mas também muita honestidade para mostrar seus lados bons e ruins, dando a oportunidade da outra pessoa constatar se vale a pena tentar, se tudo isso é o suficiente.

 

Famílias, relacionamentos, são todos complicados. Mas valem a pena.

 

O que precisamos é apoiar uns aos outros e assim construir algo melhor.

 

 

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Em maio assisti a terceira temporada de The Originals e a primeira de Big Little Lies, e são duas séries sobre as quais eu preciso falar!

 

Fazia um tempo que eu não assistia The Originals, apesar de gostar e de sempre me fazer lembrar de The Vampire Diaries (uma das minhas séries favoritas).

Nessa temporada estaremos diante de um Klaus cruelmente humano e uma família que transpõe todos os limites para preservar a vida das pessoas as quais se unem nesse laço eterno de sangue. Ocorre uma aparição rápida do Stefan, que me deu aquela vontade de assistir todas as temporadas de TVD novamente.

 

A CW divulgou agora em maio imagens promocionais de Legacies, uma série que é um spin-off de The Vampire Diaries e The Originals! Mal posso esperar! Mas como a série se passa depois do final de The Originals, preciso assistir logo as temporadas seguintes!

 

Já uma outra série, que apesar de não ter procurado muito sobre a narrativa antes e nem ter lido, foi Big Little Lies; e que série! Fiquei impressionada, envolvida, assisti todos os episódios em menos de uma semana!

A série mostra três mulheres, mães, que se tornam amigas; seus filhos estão começando o ensino fundamental e estudam juntos.

Madeline e Celeste parecem ter vidas perfeitas, Jane é a mãe solteira nova na cidade. A medida que os episódios vão passando, você vai percebendo que essa perfeição é só uma fachada, todas têm teto de vidro.

Jane sofreu algo trágico; a “mãe perfeita” Madeline, não é tão perfeita assim; e o relacionamento “dos sonhos” da Celeste e do marido de “sonho” não tem praticamente nada.

Outras mulheres, também mães, vão surgindo e tendo seu espaço na série, todas possuem seus próprios problemas e questionamentos. Mas na hora que a situação se torna absurdamente crítica, elas se unem.

A série é marcante e envolvente por ser tão realista e tratar de temas sérios, graves, de uma maneira que considerei sensível. Achei uma boa escolha mostrarem as cenas fortes através de flashes, junto com imagens de ondas revoltas e praia, demonstrando uma sincronia de sentimentos.

Quando estava assistindo ao 5° episódio, comecei a desconfiar do final; desde o 1° episódio você fica procurando pistas sobre o assassinato, sem saber quem matou e quem morreu. No 6° a minha suposição para quem tinha morrido era mais convicta ainda e o 7° confirmou isso! Apesar de ficar surpresa ao ver como a morte aconteceu e quem matou.

E quando acabei de assistir, o primeiro pensamento que me ocorreu foi “Preciso ler esse livro!”.

Mais um para a minha wishlist…

 

E vocês? Conhecem essas duas séries? Gostaram?

Quem aí também está esperando por Legacies?

Cada livro/filme/série é um universo em si mesmo. E deve ser valorizado como tal.

Numa era ‘netflix’ onde é possível maratonar filmes e séries a qualquer momento, nossos olhos se tornam desatentos e muitas vezes assistem distraídos um conteúdo que foi construído através de um trabalho demorado, dedicado e dispendioso.

Precisamos voltar a valorizar mais o entretenimento e lhe dar seu devido valor. Voltar a olhar com olhos curiosos, atentos e dedicados; como fazíamos há alguns anos, quando precisávamos esperar meses, às vezes até um ano inteiro, ou mais tempo ainda, para ler um livro, assistir um filme.

Precisamos voltar a valorizar as obras que são criadas.

Apreciar as atuações, as histórias, as narrativas criativas, às vezes repetitivas, mas que exigiram trabalho, exigiram atenção. E a atenção é o mínimo que nós também devemos dar em troca.

Se continuarmos desatentos e distraídos, nós mesmos seremos prejudicados; porque estaremos perdendo a oportunidade de apreciar obras únicas, singulares. Estaremos perdendo momentos, perdendo experiências. Cada livro que se lê, cada filme e série que se assiste, é uma porta para o infinito que pode ser aberta. Um infinito de análises, interpretações, sentimentos, ideias, possibilidades.

Quem se lembra do tempo em que a gente lia de novo, assistia de novo…? Isso não é perda de tempo, é apreciar os detalhes.

Reflita mais.

Analise mais.

Se envolva mais.

E se permita sentir cada obra.

Seja ela boa ou ruim, é questão de opinião. E toda opinião deve ser respeitada.

Permita-se.

Valorize.

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O seriado começa com a Stella falando sobre a sua doença (um câncer terminal) e como a família sempre se manteve unida para lhe proporcionar o melhor que a vida podia oferecer; ela saía muito com a irmã pra balada, o irmão lhe ajudava a superar medos como pular de paraquedas, os pais sempre estiveram presentes tentando realizar suas vontades e sonhos. A vida era boa apesar dos problemas de saúde.

 

Com o diagnóstico da doença, brotou nela o desejo de viver ao máximo, cada dia. E depois de aproveitar muitas coisas com a família, ela percebeu que ainda faltava alguma coisa: um amor verdadeiro. Então ela decide ir para Paris buscar isso, conhece o Wes e o amor acontece.

 

Eles se casam depois de alguns meses, afinal ela não tem tempo a perder; e vivem cada dia como se fosse o último.

Até que um dia ao ir à consulta médica, a doutora dá a incrível notícia de que ela está curada! Na mesma noite ela dá a notícia à família e seu mundo vira de cabeça para baixo.

 

Ela assim descobre que a família é cheia de problemas, mas que eles sempre esconderam tudo dela para não piorar sua situação; a situação muda drasticamente: os pais se separam, a mãe assume sua bissexualidade; a irmã admite sofrer num emprego de advogada, sendo que seu verdadeiro sonho era ser escritora; ela percebe que seu irmão é tão imaturo e indeciso que não faz nada da vida; e pra completar, descobre que o seu marido mentiu sobre vários gostos e preferências para fazê-la feliz.

 

Que situação, hein?!

 

Assim, Stella se encontra em uma situação complicada onde terá que digerir todas essas mudanças e também lidar com o medo de não saber o que o futuro lhe aguarda; decidir o que fazer com a vida que tem pela frente.

 

A Stella parece uma jovem bem imatura, que não sabe lidar com responsabilidades e escolhas. Tomara que ela consiga amadurecer e construir um bom relacionamento, verdadeiro, com o seu marido. E também com a sua família, que parece precisar dela para encaixar todos esses pedaços que foram partidos com esses anos de luta contra o câncer.

 

Acredito que agora ela vai começar a perceber o quanto todos seus familiares e seu marido abriram mão para lhe mostrar apenas o melhor do mundo e da vida. Mas que agora é o momento para ela estar presente pra todos eles, tentando ajudar da melhor maneira possível; além de ter que assimilar que parte de tudo que ela viveu foi uma ‘fachada’ para que ela não sofresse pelos outros, diante de tudo que ela já precisava passar ao estar numa situação impossível que é a luta contra o câncer.

 

 

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Maio é um mês especial porque o blog estará completando dois anos no dia 02!

 

Estou muito empolgada com algumas ideias e espero trazer muitos conteúdos novos e interessantes, levando os leitores a refletir sobre o universo dos livros, dos filmes e das séries; como também enfatizar a importância de se discutir os problemas da nossa sociedade, do nosso país, e o que podemos fazer para ajudar.

 

É fundamental que as pessoas percebam que os livros são um instrumento importante nessa reflexão diária da vida. Os livros nos ajudam, nos esclarecem, nos fazem ter empatia e vivenciar experiências e possibilidades que talvez nunca viríamos a conhecer de uma outra maneira; por isso, vamos ler mais, debater mais, e valorizar cada obra que chega às nossas mãos. Que sejamos mais abertos a conhecer os diferentes gêneros literários e que o preconceito literário se transforme em algo ‘do passado’.

 

Leia hoje, leia mais, leia sempre!

 

Além de explicar a importância desse mês para o blog, quero comentar uma coisa boa que aconteceu hoje: recebi os ingressos do filme Severina que ganhei no sorteio do Instagram da Editora Rocco! E dar uma noticia: em maio vai ter post todo dia!

 

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Aguardem!

 

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Life Sentence é a nova série da CW que vou começar a assistir.

Stella é uma jovem diagnosticada com câncer terminal, que decide lutar para viver bem cada um dos dias que lhe resta, aproveitando ao máximo cada momento.

Porém, tudo muda drasticamente quando ela recebe a notícia que está curada.

O seriado americano parece interessante com a “promessa” de discutir dificuldades da vida, os sentimentos de uma pessoa com uma doença terminal e todos que a cercam.

Como também mostrar um paralelo com os desafios e as dificuldades, dúvidas e medos que surgem quando um horizonte de possibilidades, de vida, está a sua frente.

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Luke Cage é uma nova série original da Netflix em parceria com a Marvel, que irá trazer com detalhes a trajetória de um personagem que nos foi apresentado em Jessica Jones.

Luke é um homem com pele indestrutível que luta contra seus demônios interiores enquanto tenta combater o crime no bairro em que vive em Nova York.

Quando ele apareceu em Jessica Jones acredito que muitos, como eu, ficaram querendo saber mais sobre esse homem, que mesmo com uma força absurda demonstrava sensibilidade em lidar com as pessoas em dificuldade, além de serem impressionante as cenas onde ele demonstrava um pouco de sua força.

Pelos trailers, a série tem potencial para ser marcante, com lutas intensas e em contrapartida, também apresentar momentos reflexivos, introspectivos.

É muito interessante assistir essas séries “dedicadas” a personagens diferenciados, e a Netflix tem feito grandes produções, como nas duas temporadas do Demolidor e na primeira da Jessica Jones.

Por isso tudo, quero muito assistir Luke Cage, ainda mais por já gostar da atuação do Mike Colter desde sua participação na série The Good Wife.

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Todas as imagens pertencem à Netflix,