Fala Werneck

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Trechos

 

” Nunca sonhou em ser poeta, apenas deixou que acontecesse quando viu que havia perdido o amor de sua vida.”

 

” A vida é apenas um rito de passagem, uns vêm e passam despercebidos, outros fazem estardalhaço e garantem um lugar na posteridade.”

 

” É inaceitável. Mas quem disse que o ser humano liga para o que é certo ou errado? A ideia principal é: não é errado se te convém. Idiotas!”

 

” Isso fazia dele um guarda-chuva para os que o cercavam, pois sabiam que ele estaria ali em qualquer tempestade, mas o que os amigos ou qualquer outra pessoa que o rodeasse não sabiam era que ele, o protetor, estava desprotegido.”

 

“UM NOVO ANO CHEGOU. Uma nova era batendo em nossas portas sem esperar que a deixássemos entrar, apenas batendo para alertar que não temos controle sobre nada nessa breve passagem por esse planeta repleto de poeira estelar que se junta e forma essa matéria da qual vivemos dia após dia. Nós somos poeira estelar.”

 

“NÃO SABER O QUE QUER SER é literalmente uma droga que corrói o ser humano sem piedade até vê-lo definhar sem esperanças e sem nenhuma perspectiva de melhora.”

 

“Vincent estava ocupado demais para ser tempestade.

Preferiu então ser guarda-chuva.”

 

“Ele ainda não havia encontrado forças para escrever uma poesia sequer sobre ela, até que em uma tarde fria de outono, o vento soprou as palavras em seu ouvido e deu um pouco de paz àquele coração tão hostilizado nos últimos tempos.”

 

“Julga o homem as leis dos homens,

E o céu, quem é seu,

Por aqui a terra come

Quem não a obedeceu.”

 

“Eu um dia achei que ganharia essa guerra, mas percebi que em qualquer guerra não há um vencedor, há apenas aqueles que perdem coisas de diferente importância.”

 

“Quem vive de razão é uma pessoa fria, quem vive de emoção é inconsequente, mas, no fundo, quase ninguém sabe realmente o que é viver de fato, e os poucos que sabem, não contam. Vivem.”

 

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Duvide sempre

 

Pensar na Segunda Guerra Mundial e em assuntos que envolvem o nazismo é refletir sobre o extremismo e a intolerância.

A humanidade já passou por muitas épocas tenebrosas, nas quais aflorava o pior lado do ser humano; o lado egoísta, preconceituoso, arrogante e cruel.

Mas esse livro não é sobre isso (ainda que seja um pouco).

 

Ascensão do IV Reich é uma ficção que considera diversas conspirações que envolvem a Alemanha, a Argentina e o Brasil. O livro é a continuação de Conspiração Nazi, e acompanhamos as reviravoltas na vida do Leandro por causa do livro que ele estava escrevendo.

Um novo desenrolar da importância do senso crítico e do perigo das manipulações.

 

Leandro é um escritor que começa a ser manipulado por intermédio de ameaças e começa a publicar histórias e teorias que não condizem com os seus pensamentos e os seus estudos.

Um livro que fala sobre o poder, que na mão de pessoas perigosas, representa um risco iminente, um “IV Reich”, uma “Nova Alemanha”, retomando conceitos retrógrados, preconceituosos e limitados.

 

Será possível que pessoas com ideias tão assustadoras possam encontrar ouvidos e mãos bem dispostas?

Em um mundo agitado e individualista, como o que vivemos, é necessário questionar ideias que soam limitadas, é preciso analisar com sabedoria propostas que parecem restritivas; para que o ódio e a intolerância não se tornem a palavra de ordem; para que os livros tenham mais valor do que as armas.

 

Porque os livros, as ideias, possuem um poder que pode transformar mentes, criar movimentos, gerar mudanças e transformações.

Que a palavra (escrita ou falada) seja usada com sabedoria para auxiliar e conduzir o mundo a dias melhores, um mundo mais acolhedor e tolerante.

 

As diferenças fazem parte do ser humano e devem ser acolhidas como mais um “quadradinho” que compõe essa imensa colcha de retalhos que é a humanidade.

Duvide, questione, empenhe-se mais na descoberta das informações, e assim você também estará construindo um mundo mais consciente, respeitoso e crítico.

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Amizade e coragem

 

Bino e Beto são dois grandes amigos que decidem enfrentar o bicho folclórico Quibungo.

Um monstro com fama de devorador implacável, mas os meninos não temem e se unem para recuperar o berimbau.

 

Uma história infantil que retrata a nossa cultura e também mostra o poder e a força da amizade.

Quando temos amigos leais, que estão conosco para qualquer situação, podemos superar o medo e encarar as dificuldades.

Juntos conseguiremos ganhar a luta e ultrapassar as barreiras que surgem na vida.

 

As crianças que lerem, irão gostar da narrativa repleta de rimas, conhecerão um pouco mais o folclore brasileiro e terão inspiração para construir amizades sinceras e duradouras. Aprendendo a valorizar os gostos e as escolhas de cada um, estando presentes nos momentos importantes.

E, também, enfrentando qualquer “Quibungo” que possa aparecer na vida, porque conforme crescemos, constatamos que monstros realmente existem, mas na forma de problemas e desafios aterrorizantes. No entanto, se tivermos coragem e pessoas que nos apoiem, conseguiremos superar todas essas questões.

 

Juntos somos mais fortes, unidos conseguiremos ir mais longe, assim como Beto e Bino fizeram.

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Quibungo é mais uma história do nosso folclore brasileiro contada pela escritora Andreia Marques.

A história começa com dois amigos: Bino e Beto, que são muito próximos e adoram capoeira.

 

Quase toda noite, lá estavam os dois jogando capoeira com o mestre Ciço, treinando golpes e rasteiras.

Até que em uma dessas noites, o mestre chegou muito triste porque o berimbau tinha desaparecido.

 

E então, a aventura dessas crianças vai começar, porque acreditam que quem pegou o berimbau foi o Quibungo, e decidem investigar.

O que será que irão descobrir?

Será o berimbau recuperado?

 

Mais uma história infantil repleta de rimas e com uma escrita que envolve as crianças, deixando-as curiosas pelas próximas páginas.

ainda nao te disse nada

 

Trechos

 

“- Esperar a resposta… A ansiedade de olhar a caixa de correio… Receber… Rasgar o envelope… Desdobrar a folha… Saborear as letras… As curvas… A pontuação… Imaginar o momento em que seu confidente escreveu cada linha, se estava chovendo, se era dia, noite ou se alguma música estava tocando.”

 

“- A verdade mora dentro de quem deseja acreditar. É como uma construção erguida no peito pela própria pessoa. Nem sempre é crível para quem vê de fora, mas quem a construiu consegue viver ali, na paz.”

 

“Mais do que simples correspondente, eu me tornava, a partir dali, guardiã da maior responsabilidade que um ser humano pode assumir em relação a outro na vida: o respeito.”

 

“- Quando o ser humano consegue traduzir em canções o formato de sua alma, só pode sair algo como ao que assistimos hoje.”

 

Eu te amo no nível das necessidades serenas, seja ao sol ou luz de velas.

 

A minha memória pode não ser das mais confiáveis, mas há coisas impossíveis de esquecer.

 

Fica forte, sê amada, quero que saibas que ainda não te disse nada. Pede-me a paz, dou-te o mundo.

 

“Só eu sei a hora das coisas que dizem respeito a mim, e não vou fazer nada só porque alguém quer.”

 

Minha vida já foi transformada por ti, o resto não importa mais.

 

“O lugar onde foram concebidas muitas criações pelas quais eu tinha me encantado, agora também era meu lugar de criar.”

 

“Todo o romantismo que sempre procurei, encontrei nas palavras de alguém que escrevia com a alma.

Amor à primeira leitura.”

 

 

 

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Viver é sentir

 

A vida é repleta de sensações e emoções; o poeta, bem cedo na vida, já vivencia a tragédia e o desamparo.

O significado do guarda-chuva é singelo, e ver a percepção dele de não ter um é triste.

 

O jovem então vai aprendendo como a vida pode te danificar e ameaçar. Mas também existem os momentos de alegria e serenidade. Nenhuma vida tem apenas um dos lados.

Ele segue temendo o amor, mas o coração mostra que não pode ser domado facilmente.

E quando o poeta tem ações agressivas e cruéis para proteger algum injustiçado, o leitor se questiona até que ponto é possível absolvê-lo da crueldade.

 

O bem exige dedicação e constância.

O mal pode ser atrativo, expressivo e se mostrar justificável. Mas algumas ações não têm argumento, existem atos que podem te marcar por décadas ou pelo resto da vida.

Um poeta que sempre duvidou de sua arte. Difícil imaginar, certo? No entanto, ele não tinha um guarda-chuva, o que torna a dúvida compreensível.

 

Cada um de nós precisa de um guarda-chuva para nos proteger das tempestades da vida.

Talvez, alguns sejam temporários, mas sempre precisamos de um. Nem que seja preciso criá-lo.

 

O livro narra com certa delicadeza diversas tragédias e intempéries humanas, o processo de descoberta da arte pelo poeta ocorre em meio às turbulências da vida, às ações realizadas sem muita reflexão, às outras que representam boas soluções e também àquelas que foram feitas no ardor da raiva, decepção e ódio.

 

Ele tem atitudes bruscas e até exageradas tentando ajudar pessoas, como a Pâmela e a Gisela.

Já com o Palhaço foi aquela conexão instantânea que se danifica pelo egoísmo humano.

 

No fim das contas, o ser humano é capaz de construir algo incrível e destruir algo memorável, tudo depende das escolhas.

A voz presente na mente do poeta acompanha cada um de nós. Em alguns momentos ela deve ser ouvida, em outros ignorada, mas não podemos deixá-la adormecer eternamente, porque as consequências serão trágicas e a tempestade pode ser mais forte do que qualquer abrigo.

 

Que possamos aprender a lidar com as tempestades e abrir o nosso próprio guarda-chuva. Porque todos nós merecemos alguma proteção.

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Sentimentos inesperados

 

Ainda não te disse nada é uma leitura emocionante e envolvente.

 

As cartas são lindas e a maneira improvável como o sentimento da Marina vai crescendo é tocante.

A reviravolta que acontece é inesperada, mas reflexiva. Porque leva o leitor a questionar o significado do amor e se realmente existem barreiras para um amor puro e verdadeiro.

A maneira como as coisas se encaixam na vida da personagem principal, como certas coisas não acontecem conforme as expectativas dela e outras se realizam de forma mais surpreendente ainda, nos mostra que a vida não vem com um roteiro, algumas coisas estão muito além do nosso controle, e não existe questionamento quanto a isso.

 

Esse livro expressa mais do que o amor, expressa esperança e fé na capacidade das pessoas de criar e construir algo com paixão e dedicação. Seja algo “antiquado” como escrever cartas, ou mesmo bombar um perfil no Instagram.

A Marina vive em dois mundos: o inesperado das cartas e o das aparências do Instagram. E todos nós sucumbimos (em parte) ao mundo digital, um mundo “perfeito”, repleto de sorrisos e filtros.

 

Precisamos valorizar e perceber toda a beleza que a vida nos oferece através do contato honesto e simples com as pessoas; sentimentos lindos podem ser construídos, não apenas do amor romântico, mas do amor entre amigos.

 

A vida nos traz muitas dificuldades, tristezas, mas ela também é linda e inesquecível; que possamos valorizar os nossos sentimentos e os das outras pessoas com o carinho e a atenção que dedicamos à escrita de uma carta, onde escrevemos com atenção à nossa letra e às nossas palavras, porque nelas está um pouco da nossa alma.

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O livro já começa com uma linda carta de amor, que foi escrita por Júlia, uma mulher que trabalha alegrando e consolando os dias de muitos com cartas (que não foram escritas pelo nome que assina).

Um trabalho diferente, emotivo, singelo.

 

A outra personagem é a Marina, uma jovem apaixonada por moda, que abre mão do negócio da família no interior para tentar realizar seu sonho na capital.

 

A vida delas se conecta por acaso.

Onde será que as cartas as levarão?

 

Nós fazemos muitos planos na vida, e alguns não acontecem nem remotamente parecidos com o que esperávamos. Mas a vida é assim, repleta de incertezas e de novas oportunidades.

 

Será que Marina conseguirá realizar seu sonho? Será que ela tem consciência de tudo que já conquistou?

E Júlia? Será que ela tem algum problema? Será ela também uma pessoa solitária, como todas aquelas para as quais ela escreve cartas?

 

Tanta coisa para descobrir, e o Maurício ainda não disse quase nada.

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Setembro promete leituras incríveis e diferentes!

Fazia tempo que eu não lia sobre o Egito antigo, então vamos compensar isso! 🙂

Segue a lista com as sinopses.

 

Ainda não te disse nada – Mauricio Gomyde

“É possível amar alguém que você nunca viu?

Apaixonar-se apenas por suas palavras?

E se ele tiver uma vida absolutamente diferente da sua?

Pois é, isso aconteceu comigo, ao abrir uma carta que não tinha sido endereçada a mim.

A curiosidade por saber mais sobre o remetente, e conhecer a história de amor que ele vivera com sua ‘amada eterna’, foi muito mais forte do que a certeza de estar fazendo algo errado.

Ao responder à carta, só não imaginava que aquela decisão seria o maior acerto da minha vida…”

 

A viúva – Fiona Barton

A esposa

Ela levava uma vida maravilhosa e comum. Boa casa, bom marido. Ele era mais do que ela sempre quis: um príncipe encantado. Mas então tudo mudou.

O marido

Os jornais inventaram um novo nome para ele: MONSTRO. Um homem suspeito de um crime inimaginável. Os anos foram passando sem que nenhuma prova seja encontrada, e a vida do casal segue constantemente estampada nas primeiras páginas.

A viúva

Agora ele está morto e ela se vê sozinha pela primeira vez, livre para contar sua versão dos fatos.

E ela vai falar tudo o que sabe.

 

Tutancâmon – Nick Drake

Com apenas 18 anos, o jovem rei Tutancâmon está disposto a pôr um fim na instabilidade política vivida pelo Egito. Ao lado da esposa, a rainha Ankhesenamon, ele é o herdeiro de um império que deveria estar no auge de seu poder e glória, mas que sofre constantemente com guerras e conspirações internas.

O plano de reafirmar a autoridade de sua dinastia, porém, parece estar seriamente ameaçado quando “presentes” bizarros começam a aparecer no palácio real. Para piorar a crise, vários corpos brutalmente mutilados são encontrados nos arredores da cidade de Tebas.

Para investigar esses estranhos eventos, o experiente detetive Rai Rahotep é convocado pela rainha. Mas quando as conexões entre esses crimes o levam a descobrir segredos no obscuro coração do poder, as vidas de Rahotep e de todos que ele ama estarão mais do que nunca em risco.

 

Caça ao homem – A vingança dos deuses – Christian Jacq

O escriba Kel acordou assustado e correu até a janela do quarto. Pela posição do sol, a manhã já estava bem avançada. Ele, um brilhante jovem, considerado superdotado em inteligência e com uma bela carreira pela frente, acreditou que seria castigado por seu indesculpável atraso. Mas ao chegar apressadamente ao local, uma visão de horror o paralisou: seus companheiros de trabalho tinham virado cadáveres.

 

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Trechos

 

“O peso das considerações mais sensatas, menos volúveis, de minutos em minutos retornava e me atingia com força redobrada. Mas eu já estava muito longe para pensar em voltar.”

 

“O mundo estava turvo demais para pensar em me afastar do único sopro de existência que me mantinha desperto.”

 

“Mas essas palavras antecipavam uma expectativa de meses, entrevista nas fraturas cotidianas que se descortinavam a partir daquelas pequeninas ações.”

 

“O Deus que nos representa pode representar a bactéria de um outro corpo que O carregue, e assim por diante, numa crescente interminável.”

 

“As linhas de pequenas frases eram preenchidas com vagar e cansaço, todas elas esgotando-se em si mesmas, impossibilitando brechas.”

 

“Divergência alguma teria significado para o jovem naquele instante que conservaria em sua memória como um parágrafo a partir do qual sua vida, toda ela, seria tracejada.”

 

“Logo esse tipo de agora, logo dessa forma tão punitiva, tão sem retorno, que o faz prestar suas contas diante de um tribunal interno que o condena por desperdiçar sua vida.”