Fala Werneck

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Hoje venho trazer para vocês a sinopse da minha nova leitura, que recebi em parceria com a Faro Editorial!

 

A garota anônima – Greer Hendricks e Sarah Pekkanen

Quando Jessica Farris se inscreve para um estudo conduzido por um grupo de psicologia, ela pensa que tudo o que precisa fazer é responder a algumas perguntas, receber seu dinheiro e ir embora. Mas à medida que as perguntas ficam mais invasivas, Jess começa a sentir como se soubessem o que ela está pensando… e, pior, o que está escondendo.

Conforme a paranoia de Jess aumenta, fica claro que ela não pode mais confiar no que é real em sua vida e o que são experimentos manipulados pelo grupo de pesquisa. Agora, presa em uma teia de incertezas, Jess rapidamente aprende que algumas obsessões podem ser mortais.

 

Esse parece ser um daqueles thrillers envolventes, que a gente não consegue largar. Me acompanhem pelos stories do Instagram também, que eu vou contando por lá como está o andamento das minhas leituras. 😉

 

Ah, e como comentei no outro dia nos stories, acessei o QR Code que veio com o card e fiz o teste de personalidade. Segue o meu resultado:

 

Pacifista, Preservacionista

Como a própria palavra já diz, é um sujeito que busca a paz, a resolução dos conflitos, das discórdias e das discordâncias. A sua grande tendência é a de buscar e criar a união entre as pessoas.

 

Vou deixar aqui o link, se você quiser fazer também. E aproveite para me contar depois o seu resultado. 🙂

http://www.faroeditorial.com.br/quiz/garota-anonima.html

 

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Edição Independente.

Páginas: 326.

 

Aproveite a vida

 

Girassol é uma jovem que vive de forma simples com a tia; perdeu a mãe, que morreu no parto e também não tem pai.

Ela trabalha em um hotel e, apesar das dificuldades, tenta encontrar coisas boas no dia a dia; dessa maneira, também tenta iluminar a vida da tia, que é uma mulher triste e amargurada por tudo que sofreu com as grandes perdas familiares.

 

Mas a vida delas muda quando um dia a Girassol vai levar o café da manhã para um hóspede simpático, o Joseph, que se transforma em um amigo.

Essa amizade transformará a vida da jovem, porque ela descobrirá que a palavra família pode ter um significado mais amplo, conhecerá o amor e entenderá que a amizade não se restringe aos limites da idade.

Uma leitura envolvente e emocionante.

 

O livro mostra como diferentes oportunidades surgem e é preciso estar receptivo a essas mudanças para que novos rumos apareçam.

A vida pode ter fases muito tristes e desanimadoras, mas é preciso seguir tentando e buscando momentos bons.

É preciso entender que as pessoas são diferentes e que algumas famílias são mais complicadas do que outras.

 

Infelizmente, as pessoas podem se tornar cruéis e manipuladoras, isso pode destruir relações; e alguns pedidos de perdão podem não ter tempo de ser feitos.

A vida pode ser interrompida antes do que se espera, ninguém sabe a sua hora.

Por isso é preciso aproveitar a vida, as companhias, os momentos.

Tornar cada dia único e importante de alguma forma.

 

Dizer o que sente, mostrar o quanto ama, porque as lembranças que ficam e podem acalentar o coração das pessoas.

‘Meu último desejo’ é especial, porque mostra que nunca é tarde para tentar, para acreditar e mudar.

 

Famílias nem sempre são de sangue, mas podem permanecer para sempre.

Sua vida pode marcar a existência de muitas outras pessoas, então brilhe e ilumine da melhor forma que puder.

Seja uma flor do sol.

 

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meuultimodesejo

 

Comecei a leitura já me encantando com a Girassol.

Uma jovem forte, que tenta ser grata por tudo que tem na vida, ainda que esteja cercada por dificuldades e tristezas.

 

Ela foi criada pela tia, a mãe morreu no seu nascimento, dizendo por último o nome da menina. Por isso já fico pensando se o título é por causa da mãe, ou de algo que ainda virá pela frente na leitura. Talvez envolvendo o Joseph?

 

Girassol trabalha em um hotel e vê seus dias começarem a mudar quando leva um café da manhã no quarto do Joseph, um senhor de idade simpático, que tem a companhia do seu assistente Arthur, mas ainda assim parece bem solitário.

Um clima começa a surgir entre a jovem e o assistente, só que por serem tão diferentes, os atritos são constantes.

 

É bonito ver a amizade que está surgindo entre Joseph e Girassol, as diferenças de idade e financeira não impedem que eles tenham conversas sinceras e ela consiga refletir sobre tanta coisa em sua vida; algumas que ela sequer tinha percebido sobre si mesma e o convívio com a tia.

 

Estou gostando muito da história!

A escrita da autora é intensa e apaixonante.

 

Quero ver se as coisas com a tia vão mudar, porque depois desse almoço com o Joseph a mulher pareceu começar a se abrir e lembrar que a vida não é feita apenas de tristezas.

 

E será que a interação da Girassol com o Arthur irá mudar? Já que os gestos falam mais que mil palavras, um abraço pode refletir muitos sentimentos.

Vamos ver como a história irá se desenvolver…

 

Vocês conhecem “Meu último desejo”? O que acharam da história?

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Edição independente.

Páginas: 73.

 

O que te define?

 

“Boca tímida, mão nervosa” é um livro de poemas que te fará pensar sobre o que te define, o que importa e pelo que você luta.

 

Na sequência de poemas que representam diversos interesses amorosos, o livro mostra como o amor pode surgir com diferentes aparências e em diversificadas situações.

Os poemas que criticam os políticos do país, a corrupção e os problemas, nos fazem pensar sobre o que podemos fazer para mudar as coisas que prejudicam tantas pessoas.

Os textos mais criativos são as releituras do “Pai Nosso”, que além de criticar e expor incongruências, rogam por transformações.

 

Um livro curto, de leitura fácil, que te fará pensar sobre a importância do amor e da sensibilidade.

 

É preciso refletir sobre as diferenças que existem entre as pessoas e lembrar que isso não deve nos afastar.

E se algo no mundo que você vive é injusto e ruim, o que pode fazer para mudar isso?

Pense, reflita, tente.

 

Não é preciso viver em extremos para fazer a diferença.

E, sim, ainda há futuro para a humanidade.

bocatimidamaonervosa

 

A poesia é tão incrível que permite diversas interpretações, múltiplos sentidos.

Há livros de poemas que viramos as páginas sem nem perceber, de tanto que aquela escrita flui e conversa com o leitor.

“Boca tímida, mão nervosa” é assim; com simplicidade, o autor fala sobre sentimentos, sonhos, possibilidades e também questionamentos.

 

Comecei a leitura e quando percebi já estava em 25% do livro.

O poema que fala dos corruptos é muito criativo, porque faz uma referência que todo mundo conhece e, ao mesmo tempo, reflete o sentimento de todos os brasileiros indignados com a corrupção no país.

O outro, que fala sobre os sentimentos que envolvem as crenças e a fé de cada um, também é reflexivo:

 

“Fervoroso não posso ser

Ateu, também não

Ainda tenho alma e coração”

 

Existem temas complicados, alguns que são tabus, e, até onde li, o autor consegue falar desses assuntos com simplicidade e sutileza.

A boca pode ser tímida, mas a mão é forte quando expressa o que importa através das palavras escritas.

 

Já quero continuar a leitura!

Vocês gostam de poesia?

Qual foi o último livro que leram do gênero ?

 

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yamesh

 

Melhores Trechos

 

” — Vocês são compelidos a dar e receber carinho. Não só vocês, mas os animais, as plantas e todos os seres vivos.  — Tocou o próprio rosto iluminado e continuou:  — Eu não tenho essa forma, apenas apareci como se representa a minha energia pra você.  — Voltou a flutuar à minha volta.  — Se a representação do afeto para você fosse um gato ou um cachorro, assim eu estaria.”

 

“Parte de mim queria correr dali e nunca mais parar, outra estava pronta, esperando o instante em que a sua habilidade seria testada. O restante apenas observava.”

 

Você ganha forças, coragem e confiança a cada experiência em que enfrenta o medo.

 

“Falar de Yamesh, um mundo fantástico, era mais gratificante do que ficar remoendo os últimos acontecimentos da minha vida real.”

 

“Yamesh não é plano astral. Aquele mundo é real. A nossa existência lá é um complemento de nossa existência aqui, e as influências que temos lá refletem aqui.”

 

“E esse foi o momento em que aprendi que o destino não chega sem a cumplicidade da vontade e do instinto.”

 

“Nenhum indivíduo pode ser mais poderoso que um conjunto de mentes fortes e unidas em prol de uma causa.”

 

“Onde há duas ou mais pessoas focadas na mesma vontade, essa força pode derrubar gigantes.”

 

“Entenda que é um caminho árduo e que não existem atalhos para o que vale a pena. É necessário dedicação e persistência. Não é porque você tem uma facilidade, que vai ser mais tranquilo e que não precisa se dedicar.  — E essa última frase serve pra tudo na vida.”

 

“E, quando a cumplicidade e a sinceridade envolvem o entusiasmo de dois seres tão diferentes e tão iguais, um novo universo se cria e o velho se expande.”

 

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Edição: Independente.

Páginas: 446.

 

Tudo está conectado

 

Universos paralelos, múltiplas dimensões, “Yamesh” irá te envolver e fazer criar diversas teorias sobre o que o Austin está vivenciando.

 

Austin é um jovem que ainda não encontrou seu lugar no mundo, segue os dias trabalhando e experimentando sensações inexplicáveis em momentos específicos.

Até que ele conhece Shay, uma mulher misteriosa e envolvente, que irá desencadear uma mudança incrível na sua vida.

E assim Austin conhece Yamesh, um lugar diferente de qualquer um que ele já tenha visto. Um lugar no qual ele é uma pessoa diferente, com habilidades úteis e desafios enormes diante dele.

 

Um livro que te faz pensar em possibilidades curiosas: seria possível viver em outras dimensões, ainda vivendo e sentindo a passagem do tempo na Terra? Seria possível viver em outros planetas?

O que aconteceria se viajássemos no tempo e pudéssemos encontrar um “eu” mais imaturo e inocente?

Uma história que “brinca” com as concepções de tempo, distância e matéria.

 

Yamesh é um mundo diferente onde as energias se mostram muito mais presentes e a oportunidade de construir um mundo melhor e mais justo é real.

E quando o leitor começa a acreditar que está compreendendo Yamesh, novos lugares e pessoas surgem e as possibilidades se expandem.

 

Uma obra que reúne elementos distópicos e fantásticos, que nos faz refletir sobre as forças energéticas que nos envolvem e a força de vontade que podemos aprender a desenvolver, algo capaz de salvar mundos.

 

Iremos descobrir o que está acontecendo junto com o Austin, e a medida que ele vai se conhecendo melhor, começamos a torcer por ele e temer o que pode acontecer se ele não estiver pronto para encarar o que lhe espera.

Mas ele encara, tenta, cai, aprende um pouco mais e segue tentando.

 

Ninguém sabe para onde a vida pode seguir e, talvez, lugares especiais estejam esperando; é preciso acreditar, viver e sentir.

Afinal, os mundos e o universo podem ser muito maiores do que imaginamos.

🙂

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Talvez esta seja uma história de faroeste, talvez fale de ganância e disputa.

 

As primeiras páginas do livro ambientam a vida de uma das famílias mais importantes de Monte Dourado; os Kellers são conhecidos, respeitados e, para o xerife, muito suspeitos.

Eles vivem um cotidiano de contrabandos, prisões e solturas por falta de provas. Até que um dia a situação muda, o xerife consegue informações mais precisas e a vida da família se transforma.

 

Ao serem expulsos da cidade, eles seguem em busca de uma nova morada e o caminho dos jovens da família irá cruzar com o dos índios, especificamente, com o de uma índia.

E na beira do rio, então, Myles descobre uma pepita de ouro. Algo que já sei que irá mudar a vida de todos que vivem em Monte Dourado.

A cidade foi nomeada em homenagem ao Monte, e ele “delimita” vidas tão distintas; porque de um lado do monte está a cidade e do outro a tribo indígena.

 

A amostra do livro, que a editora me enviou, termina cedo demais, na minha opinião. Rs

Por isso, após conhecer um pouquinho da obra, já posso criar as minhas teorias, né?

Depois a gente vê se eu estou certa, hehe.

 

Mas até o ponto que li, acho que o Myles irá se envolver com a índia que ele viu na beira do rio (e aí já teremos um ponto de conflito); além disso, o garimpo irá gerar problemas, porque o ser humano é muito ganancioso e as diferenças culturais podem ser intransponíveis diante de pessoas intransigentes.

 

Quero muito ler e descobrir como a trama irá se desenvolver! E conhecer melhor o Monte Dourado.

E vocês, gostam de histórias assim? Ficaram curiosos também?

Apostam nas minhas teorias? Rsrs

novidades

 

O ano está começando, novas parcerias literárias estão sendo feitas, outras renovadas, e alguns projetos estão sendo estruturados.

 

Estou elaborando três novos projetos, o primeiro será anunciado no final de janeiro, para começar em fevereiro. 🙂

 

Agora em janeiro também retornarei às leituras do projeto “Cada dia um conto” com o livro “Carrossel Sombrio e outras histórias”; irei comentar pelos stories do Instagram, então me acompanhem por lá também.

 

Além dos projetos, estou fazendo parcerias com autores independentes, irei listar alguns dos livros que comentarei com vocês nos próximos meses. E se você for um autor e quiser que eu fale sobre os seus livros também, entre em contato por DM ou envie um e-mail para fala.werneck@gmail.com

 

  • Sob a Luz de Mil Estrelas – Sabrina Dias

 

  • Cisne Ferido – Francine Cândido

 

  • Boca tímida, mão nervosa – Robson Chaves

 

  • Caçadores de Tempestade – Igraínne Marques

 

  • Melina e as borboletas noturnas – Andreia Marques

 

  • Um jeito de recomeçar – Filipe Salomão

 

  • Por toda a vida – Fabiana Botinha

 

  • A ameaça esquecida – Fábio Hingst

 

  • Após o sim – Benadade Aguiar

 

  • Para você todas as minhas frases de amor – Gilmara Machado

 

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Boa noite, Igraínne!

 

Conte-nos um pouco sobre você.

Resposta: Eu nasci no verão de 1993, no Rio de Janeiro. Por causa disso, minha infância inteira eu praticamente passei na praia, o que me fez amar o verão. Mas minha outra paixão, além do sol, é claro, eram os livros. Minha mãe é professora e, para ela, sempre foi muito natural incluir a leitura no nosso dia a dia. Para completar, minha família inteira é do magistério, o que implica em fazer carreata para a Bienal do Livro do Rio com a famosa “malinha”, rsrs. Não à toa, acabei me formando em Letras pela Uerj e depois fiz uma segunda graduação: Jornalismo, agora na UFRJ. Atualmente trabalho na própria universidade e em uma empresa tradicional de jornalismo.

 

Poderia falar sobre os livros que já publicou?

Resposta: O primeiro livro que publiquei foi “Joana e Maurício”, em versão física. Depois que ele esgotou, resolvi investir na era dos e-books, porque é uma plataforma que facilita o contato com os leitores, por ser online. Eu sempre escrevi, desde que me lembro, então, mesmo que “JM” tenha sido o primeiro a ser publicado, ele não foi o primeiro a ser escrito. Eu sempre tive uma forte tendência para a fantasia, então costumo dizer que o romance de Joana e do Maurício foi uma exceção. Eu escrevi “Caçadores de Tempestade” antes de JM, por exemplo, mas ele precisou ser reescrito diversas vezes. É uma fantasia urbana e eu provavelmente seria capaz de reescrevê-lo novamente, tamanha a minha exigência. Depois dele, entrei na história de “Unicórnios: a outra dimensão”, um infanto-juvenil que une a voz de seis autoras brasileiras diferentes. E, por último, escrevi “Entre a Cruz e a Espada”, uma novela inspirada na Esmeralda, personagem de “O Corcunda de Notre Dame”. Esse livro em específico é menor que os demais e faz parte da antologia Femme Fatale, um projeto idealizado pela minha agência, a Increasy, com o objetivo de recontar a história de grandes heroínas da literatura sob uma ótica mais girl power. Por incrível que pareça, essa última também não é uma fantasia, mas um suspense.

 

Em sua opinião, o mercado editorial brasileiro atua e reage diferente com a publicação de livros físicos e digitais?

Resposta: Acho que sim, mas não de uma maneira preconceituosa, pelo menos não inicialmente. Enxergo o mercado literário, hoje, como um ambiente democrático. Todo mundo pode escrever e publicar a própria história. Não só isso: se fizer bem e investir em algum marketing, pode até tirar um dinheiro. Mas isso é no campo digital. Já no campo físico, a coisa caminha para outro lado, de modo que a editora tradicional é mais distante, mais difícil de alcançar, embora não impossível. Costumo dizer que começar com um Wattpad ou um e-book, por exemplo, é uma espécie de degrau para o tão sonhado espaço de destaque na livraria de shopping: se fizer sucesso em uma mídia, pode ser que você consiga chamar a atenção de uma editora tradicional e, assim, seja possível tornar seu livro físico. O ambiente digital não precisa ser um plano B; muito pelo contrário: pode e deve ser visto como uma porta de entrada. É nele, aliás, que os autores conseguem mais facilmente receber o feedback de leitores.

 

Qual será o futuro dos escritores brasileiros?

Resposta: Acredito que, atualmente, diante da crise econômica, existe um espaço maior para o escritor brasileiro do que para o estrangeiro: é mais barato publicar gente do próprio Brasil. Por outro lado, talvez por causa de uma cultura que acaba menosprezando o que nós mesmos produzimos, muitas vezes vender nacional é mais difícil que vender estrangeiro, o que se torna uma via de mão dupla. A longo prazo, eu acredito que o autor brasileiro ganhe, sim, cada vez mais espaço, mas não como uma forma de competir com o escritor já consagrado lá de fora, mas como alguém capaz de ser tratado de igual para igual. Eu tento pensar positivo.

 

Como será o leitor brasileiro do futuro?

Resposta: O leitor novo, aquele que costuma surgir para alavancar o mercado literário, em geral advém de ondas de grandes sucessos. Isso tem muito a ver com novas gerações, com leitores jovens que continuam lendo conforme a vida vai passando. Acho que o leitor deve seguir esse fluxo, embora o advento de dispositivos de leituras, como o Kindle, o Kobo, ainda não seja uma realidade para muitos brasileiros. O livro físico já é considerado caro, em especial em tempos de crise, então, por mais que a gente note um avanço da leitura digital lá fora, acho que esse caminho será mais demorado por aqui. Deve demorar mais, mas ainda acredito que, em algum futuro, teremos mais possibilidades e mais leitores. Mas depende do tempo, do fim da pandemia e da crise, da educação, de uma série de fatores que podemos apenas supor, não garantir. Eu tento pensar sempre positivo, embora com o pé atrás. Ahhaha.

 

Para você, existe literatura boa e ruim?

Resposta: Eu não diria boa ou ruim. Acho que existem livros direcionados a públicos-alvo específicos, de modo que, se eu leio um livro de programação de sistemas, por exemplo, posso vir a achar chato/difícil/ pouco didático. Isso não significa que o livro seja ruim, apenas que não foi feito para me atingir, porque não faço parte do “escopo” daquele público. Precisamos, sim, tomar cuidado com gramática, pontuação, sintaxe, mas existem casos em que erros de inadequação do português não são exatamente “erros”, mas sim inadequações. Erro absoluto é casa com Z, por exemplo. Dentro de um livro, tudo que foge do erro absoluto pode ser chamado de licença poética, por exemplo. Existe, sim, a literatura pela qual eu me atraio mais, mas também existe a literatura pela qual eu não me interesso, pelo menos por enquanto. Nem por isso ela precisa ser ruim. Existem vários fatores que implicam na qualificação de um livro como bom, excelente ou ruim. A maior parte deles, com exceção de casa com Z, são julgamentos que partem de juízos de valor. Eu aprendi muito sobre isso não apenas com o feedback que recebo dos leitores, mas também com a percepção de que um livro não precisa, necessariamente, sequer ser o meu tipo de “bom livro”. Ele só precisa ser vendável, essa é a verdade. Se ele for comercial, acredito que seja o chamado “bom”.

 

Agora, vamos comentar alguns gostos mais pessoais. Qual seu gênero literário preferido? E qual é o que menos gosta?

Resposta: Eu realmente gosto de fantasia, como eu disse. Entendo que a maior parte disso se deve ao fato de que minha geração foi marcada por Harry Potter, mas percebo agora que prefiro que a fantasia tenha algum tipo de romance. O gênero que menos gosto é o terror. Não por achá-lo fraco, inferior ou nada do tipo, mas porque eu sofro de uma coisa chamada medo. Li alguns quando era mais jovem e tive problemas para dormir depois, de tão bem escritos. Depois disso, entendi que não eram para mim, ahahaha.

 

Qual é o seu autor favorito?

Resposta: Eu tenho muitos autores favoritos. Eu gosto muito da Lispector, mas acho que é por causa da minha formação. Eu admiro o David Nicholls, por ser capaz de criar romances críveis, e gosto, olha só, dos Irmãos Grimm. É uma resposta boba, mas a genialidade dos contos é algo que as pessoas subestimam demais, acho. Costumam lembrar mais da Disney quando falamos de contos de fadas, o que sequer é um demérito, uma vez que prova que as histórias se eternizaram, mas acho que o interesse pelos contos originais poderia ser o mesmo. Às vezes fico triste por não acontecer, ahaha. Entre os novos nomes da literatura nacional, admiro muito Lola Salgado e Clara Savelli. 😊

 

Você prefere livros físicos ou digitais?

Resposta: Por uma questão de espaço e dinâmica de leitura, atualmente tenho preferido os digitais. Mas, por outro lado, fico lamentando bastante por isso implicar em uma ausência de autógrafos. Não dá para assinar o Kindle, hahaha. Talvez essa minha preferência mude em algum momento (eu mudo com frequência ahaha).

 

Qual a sua leitura atual?

Resposta: FINALMENTE estou dando uma chance para “Corte de Espinhos e Rosas”. Acabei de passar da página 100, então estou com algumas expectativas. Eu tento ao máximo acompanhar os grandes sucessos literários de fantasia, então esse é o da vez.

 

Qual é o seu maior hábito de escrita?

Resposta: Eu tenho um problema com formatação, ahahaha. Em geral, não consigo escrever em qualquer outra fonte que não seja a Times New Roman, de preferência no tamanho 12. E ah, prefiro que seja espaçamento simples. Recentemente eu passei a escrever sempre no drive, por uma questão de facilidade na hora de salvar, também – inclusive, indico fortemente.

 

Já está planejando seu próximo livro? Pode nos contar um pouco sobre o projeto? 

Resposta: Eu acabei de terminar um livro em parceria com a Francine Cândido, outro suspense no estilo girl power, mas com algum realismo mágico no meio. É uma história só, com duas protagonistas, que se alternam na narração. O livro deve sair em formato físico no ano que vem. Além desse, que já está pronto, pretendo terminar um projeto pessoal meu sobre viagem no tempo (mas no estilo de fantasia, não de ficção científica). Acabei parando esse por causa do livro com a Fran e por causa do meu TCC de jornalismo, que vou defender ainda em dezembro desse ano. Quando essa entrevista sair, já terei defendido, aliás, ahahaha. Espero ter me saído bem (risos nervosos).

 

Atualmente, qual é o seu sonho?

Resposta: É viver de escrita. Infelizmente, no Brasil, isso não é uma realidade para quase ninguém. Esse sempre foi meu sonho, aliás, porque eu escrevo desde que me entendo por gente. Lembro de, quando criança, me empoleirar nas estantes das livrarias e virar a orelha da quarta capa dos livros nacionais – para tentar descobrir no que os autores se formaram. Eu queria me formar naquilo também, fosse o que fosse, porque entendia que aquelas profissões me permitiriam chegar às estantes exatamente como eles. Hoje eu percebo que a coisa não é bem assim, que a maior parte dos escritores que colocavam (e colocam) a formação nas orelhas dos livros são, na verdade, profissionais daquelas profissões, atuam naquilo, sendo a literatura uma segunda ocupação. Eu queria poder viver só de literatura, queria mesmo. Não sei se um dia eu consigo, mas se eu conseguir chegar a uma editora, já estou mais do que feliz. Um passo de cada vez, né? Ahaha.

 

E para finalizar, indique-me um livro.

Resposta: O meu queridinho da vez é um sobre tempo também, um de fantasia que descobri durante minhas pesquisas para o meu próprio livro: “Everless”, publicado pela Morro Branco com o título original. É jovem adulto, mas tem uma construção tão perfeita que sou incapaz de colocar um defeito. Eu gostaria inclusive de ter escrito essa genialidade, ahahahahhaa. Leiam, por favor, as pessoas não deram a devida atenção quando ele foi lançado.

 

Muito obrigada pela conversa!

Vou anotar e procurar todas as suas indicações. 🙂

E já estou curiosa com o livro que você escreveu com a Francine, gosto muito da escrita de vocês duas!

Estarei torcendo para que você realize o seu sonho e depois quero saber sobre o TCC, hein?!

Espero ler em breve outros livros seus!

🙂