Fala Werneck

@fala.werneck_resenhaasmaes

 

Editora: Intrínseca.

Páginas: 254.

 

Escolhas

 

A vida é feita de escolhas, algumas mudam a sua existência, outras te perseguem.

 

Viver é tomar decisões e arcar com as consequências delas…

 

Nadia é uma jovem que escolheu fazer algo que mudou a sua vida de uma forma irreversível.

 

O que aconteceu com a mãe transformou a maneira como a jovem sempre encarou a vida, e ela começou a se culpar; achando que talvez, se ela não existisse, a vida da mãe poderia ser diferente e até melhor.

 

Assim, ela começa a viver tentando suprir o que acreditava que a mãe buscaria; mas vamos acompanhando alguém que não consegue se sentir em casa em lugar nenhum e que também não encontra paz de espírito.

 

A tristeza pela mãe e o vazio pelo que fez e pelo que deixou de fazer tornam a vida dela uma sequência de momentos que parecem não evoluir e as dúvidas do que poderia ter sido são as mais dolorosas.

 

Desta forma, a vida dela se conecta a outras duas que passarão os anos se afetando e relacionando.

 

No último ano do ensino médio, Nadia se torna amiga da Aubrey, elas são muito diferentes, mas têm algo muito importante em comum: guardam segredos trágicos.

 

Aubrey também passou por situações traumáticas vivendo com a mãe. E isso afetou a vida dela de formas que ninguém compreende.

 

As jovens constroem um vínculo afetivo que as fortalece, só que mesmo assim não conseguem contar sobre as sombras que marcam suas existências.

 

“As mães” é uma leitura sobre maternidade, família e caminhos perdidos.

 

Às vezes as pessoas só precisam de amor, mas elas já estão tão magoadas e machucadas que não conseguem se abrir o suficiente para que o amor se fortaleça.

 

Muitas vezes a imaturidade prejudica a vida, em outros casos as pessoas acham mais fácil negar que algo aconteceu.

 

Só que ignorar não vai ajudar ninguém.

 

Coisas inesperadas acontecem, situações confusas e momentos assustadores; no entanto, se não tentarmos lidar com os lados obscuros da vida, nunca conseguiremos seguir em frente.

 

A dor faz parte da vida, mas ela pode ser superada.

 

O livro nos mostra as confusões que as pessoas fazem e o quanto o medo e a solidão podem afastar boas convivências.

 

Você pensa nas suas escolhas?

 

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@fala.werneck_confrariaresenha

 

Editora: Bem Cultural.

Páginas: 141.

 

Conversa cativante

 

A antologia reúne 41 poetas, de diferentes regiões do país, que possuem em comum o amor pela escrita e o afeto pela poesia.

 

Poemas que foram criados durante uma época assustadora e sombria: o início desta pandemia que ainda estamos enfrentando.

 

Cada poeta mostra sua voz e evidencia algo através da sua escrita.

 

Alguns falam sobre o amor romântico, que pode florescer ou minguar.

 

Outros falam do amor pela natureza, pelo nosso mundo que está precisando de muito cuidado e atenção.

 

O amor-próprio também tem o seu espaço, e as palavras nos lembram de como ele necessita de valorização.

 

Alguns poemas falam de resistência e das vozes que querem calar, mas merecem ser ouvidas e finalmente reconhecidas.

 

Poemas que nos falam sobre a delicadeza dos sentimentos e a serenidade que podemos construir para a nossa existência.

 

Escrever poesia é colocar para o mundo o que transborda dentro de si e assim acalentar outros corações.

 

Cada leitor dará destaque a um trecho diferente, se identificará mais com um poema do que com outro.

 

A poesia é sempre uma escrita com sensação de reticências, instigando o leitor a ir além, sentir mais, refletir de novo.

 

Porque como bem disse uma das poetas, nós somos passado, presente e futuro, mostrando a cada dia o que nossos ancestrais construíram e também moldando o futuro que permanecerá por algum tempo.

 

Esta é a quarta antologia e que muitas outras sejam feitas para que os leitores conheçam essa pluralidade de escrita e lembrem que o momento de falar para construir um mundo melhor é o agora.

 

Com respeito e sensibilidade.

 

Dedicação e persistência.

 

A cada dia.

💜

@fala.werneck_dooutrolado

 

Editora: Ler Editorial.

Páginas: 285.

 

Você sabe escolher?

 

Thiago Vilard criou uma história digna de roteiro de série ou novela, uma trama envolvente e surpreendente, porque ainda que alguns indícios pudessem fazer o leitor supor certas coisas, os pontos principais só são revelados no final e impressionam.

 

Acompanhando a vida de algumas pessoas, percebemos o peso das escolhas e as suas consequências.

 

Laura é uma mulher rica, que tomará um caminho sem volta. Transformando assim a vida de outras famílias também.

 

E fica a questão: será que algumas escolhas tortuosas podem ser justificadas?

 

Será que corações bons podem se corromper?

 

Qualquer um pode errar, decidir algo em uma fração de segundo e ser assombrado por isso pelo resto da vida.

 

Algumas pessoas que aparecem pelo caminho podem ser inocentes ou mais perigosas do que se poderia imaginar.

 

A narrativa acompanha anos da vida do jovem Matheus, que cresceu em um orfanato, mas sente que existem segredos ocultos importantes por trás de tudo que envolve a sua vida enquanto era um bebê.

 

Ele tenta se adaptar, lidar com a realidade diante de si e tem esperanças de descobrir a verdade um dia.

 

Em paralelo, há um personagem perigoso, terrível, cruel, um verdadeiro psicopata, que consegue praticar muitos crimes e criar planos maquiavélicos com um parceiro oculto.

 

A vida desses três está mais conectada do que poderíamos imaginar.

 

E ainda que o amor exista na vida do Matheus, ele precisará fazer escolhas fundamentais.

 

A maldade, que fica impune em certos casos, representa uma realidade cruel. No mundo em que vivemos, quantas pessoas saem incólumes e tantos outros, inocentes, são condenados injustamente?

 

No entanto, mesmo diante de tantas tragédias, existem sentimentos que conseguem ultrapassar todas as barreiras.

 

Será que existe limite para a força do amor?

 

“Do outro lado da fronteira” surpreende pelo que diferencia a história de outros romances contemporâneos que conhecemos, apresentando elementos tão assustadoramente reais e fortes.

 

E nos faz pensar: até onde uma pessoa pode ir para ajudar outra?

 

Quais são os perigos envolvendo escolhas impulsivas?

 

Afinal de contas, as pessoas conseguem compreender o que está do outro lado da fronteira?

 

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@fala.werneck_resenhaumaherdeira

 

Editora: Viseu.

Páginas: 257.

 

Você não faz ideia…

 

Famílias podem ser muito complicadas, Elizabeth sabe bem disso…

 

Seu pai, o conde Weatherford, é um homem cruel e extremamente violento.

 

Mas ainda que sofresse muito, a jovem se tornou determinada, amorosa e sonhadora; mesmo tendo que conviver com o luto pela morte da mãe quando era criança, ela cresceu com a força de vontade para construir uma vida melhor para si mesma, longe de tudo aquilo que sempre trouxe dor e sofrimento.

 

Marcus, o duque Hawthorne, também convive com o luto pela morte do irmão e da sua família formada recentemente. Ainda que triste pela fatalidade, Marcus está decidido a encontrar uma esposa e construir um bom relacionamento.

 

Os dois se conhecem em um baile, enquanto Elizabeth só pensa em fugir dessa sociedade que parece falsa e indiferente, Marcus se sente atraído pela personalidade forte dela.

 

E assim, uma amizade nasce.

 

Os dois começam a se aproximar cada vez mais e é adorável ler sobre esse amor singelo que irá surpreender os dois. Além de ser engraçado ver a Lizzie tentando afastar esse duque engajado.

 

Eles precisam enfrentar muitas situações difíceis e aprender a aceitar o tempo de cada um.

 

A jovem tem um brilho próprio, mas é muito marcada por tudo que já passou.

 

Marcus, aos poucos, vai entendendo melhor a Lizzie e percebe que faria qualquer coisa para vê-la feliz.

 

Uma prova terrível aguarda os dois, que precisam encarar verdades inconvenientes e escolher o que querem para o futuro.

 

Um romance de época encantador, que logo conquista o leitor e mostra como podemos estar equivocados nos julgamentos das palavras e ações dos outros, porque não fazemos ideia do que aquela pessoa precisou enfrentar para estar de pé hoje.

 

O amor é lindo, especial e pode nos ajudar muito a amadurecer, sentir e acalentar outros corações também.

 

Porque o amor cura e renova.

 

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@fala.werneck_resenhamarco

 

Editora: Faro Editorial.

Páginas: 223.

 

A vida é uma batalha

 

Durante a maior parte da sua vida, Marco Antônio foi um general imponente, admirado e reconhecido como um grande senhor de guerra; experiente, firme e com decisões bélicas que prometiam sucesso.

 

No entanto, seus vícios pessoais e escolhas políticas fizeram com que ele seguisse um caminho perigoso e sem volta.

 

O livro é focado nas batalhas, nos discursos públicos e na evidência de como o vinho estava dominando a sua vida e começando a turvar suas decisões.

 

A trajetória de um homem que passou a ser visto publicamente de general grandioso a quase um escravo de uma rainha do Egito, a famosa Cleópatra.

 

Ainda que o livro misture ficção e realidade, começamos a conhecer a personalidade dos romanos durante os combates e suas estratégias.

 

E é curioso ler que eles eram silenciosos, não usavam gritos de guerra para avançar e lutar.

 

Marco Antônio demonstra aceitar as divindades egípcias e os seus rituais com muito mais simplicidade e até se veste como eles durante as cerimônias.

 

O que acabou ajudando a abalar a sua imagem em Roma.

 

Quem leu “Augusto” sabe como os romanos achavam estranhas e bárbaras essas crenças egípcias.

 

Por parte do livro ter sido narrado pelo secretário de Marco Antônio, notamos o quanto ele fala de Octaviano (Augusto) e o culpa pela queda do patrão.

 

Mas constatamos que enquanto Augusto construía sua imagem e seu controle sobre o Império, Marco Antônio se tornava uma sombra do homem que tinha sido e chegou ao ponto no qual não havia mais retorno, seu caminho estaria ligado ao da rainha até a morte dos dois.

 

Mais uma vez, a leitura nos mostra que mesmo que possamos achar que era tudo imponente e suntuoso, pela distância histórica, a vida era muito mais confusa e sofrida do que imaginamos.

 

São sempre humanos, com suas dúvidas, escolhas, traições e percursos tortuosos.

 

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@fala.werneck_kindred

 

Editora: Morro Branco.

Páginas: 424.

 

A adaptação é assustadora

 

Histórias com viagem no tempo são fascinantes.

 

Só que é muito angustiante ler uma como Kindred, na qual acompanhamos Dana, uma mulher negra que acaba sendo transportada para o século XIX, uma época extremamente cruel e perigosa para alguém como ela.

 

Dana não entende porque está passando por isso e teme pela própria vida.

 

Imaginar uma época tão tenebrosa e realmente estar imersa nela são situações completamente diferentes.

 

A medida que as viagens continuam e ela vai entendendo a sua “missão”, tenta agir da melhor forma que consegue para não atrair atenção indesejada e conseguir voltar para casa o mais rápido possível.

 

Vivendo no século XIX e presenciando as barbáries da escravidão, Dana vai acompanhando também o crescimento de uma criança que se torna tão indiferente quanto o pai.

 

A história nos revolta por lermos sobre tanta injustiça, quer era “normal” na época.

 

E é assustador constatar que o ser humano se adapta e aceita, mesmo as situações mais inimagináveis, porque as pessoas, infelizmente, se acostumam.

 

Por não encontrarem saída para a situação, por medo de retaliação, por temer pela própria família…

 

Por mais triste que seja, o ser humano aceita os maus tratos, as injustiças, a tortura.

 

A leitura também mostra como o meio, a sociedade, perpetua os comportamentos condicionados através das crianças; como a brincadeira das crianças escravas e as ações do Rufus, filho do fazendeiro dono de escravos.

 

Mudar a forma como as pessoas encaram a sociedade é difícil, às vezes impossível; por isso, em alguns casos o melhor que se pode fazer é tentar lidar com isso e encontrar momentos de paz.

 

A vida pode ser muito complicada e os desafios enormes, mas precisamos acreditar que é possível fazer algo, mudar, mesmo que de forma pequena, essa existência compartilhada.

 

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@fala.werneck_oultimoinimigoIIresenha

 

Editora: Intrépida.

Páginas: 223.

 

O sentido de tudo

 

Toda guerra causa muita destruição, ceifando vidas e dizimando sonhos.

 

A Segunda Guerra Mundial mobilizou muitos e impediu que milhões retornassem para casa e vivessem.

 

Nesta segunda parte da obra, continuamos acompanhando o relato dos pilotos, que estavam cada vez mais esgotados pelos combates.

 

Batalhas que pareciam eternas, mas aconteciam em minutos; dias em que muitos voavam com seus aviões e poucos voltavam.

 

Félix e Dávalos continuam narrando o passado oculto deles e Gunter também revela o que acontecia do outro lado.

 

Mesmo os defensores mais ferrenhos estavam se tornando duvidosos.

 

E assim a guerra começava a mostrar qual lado precisaria se entregar.

 

Mas, ainda que as batalhas fossem sucessivas, de vez em quando os pilotos conseguiam uma folga, para descansar, visitar a cidade, fazer amizades e até despertar emoções em corações sensíveis e apaixonados.

 

O amor consegue surgir mesmo em momentos difíceis, não é mesmo?

 

Só que às vezes ele é interrompido…

 

No entanto, desafiando tudo e todos, ele persiste, se fortalece e eterniza.

 

A vida pode ser muito curiosa, porque os caminhos se conectam de formas que não poderíamos prever.

 

A conversa continua, mentiras são expostas e uma amizade, que estava sendo construída, rui sob o peso da decepção.

 

A raiva faz com que o sentimento de antagonismo aflore e as palavras fortes conseguem ferir e mostrar a mágoa, mesmo depois de tanto tempo…

 

No entanto, corações determinados não desistem e quando a verdade finalmente é revelada, percebemos o valor das promessas e a força do amor.

 

A vida surpreende e até encanta, porque nos mostra o quanto podemos sentir se nos permitirmos.

 

A dor da perda pode nunca ir embora, mas a vida segue e encontramos outros motivos para sorrir.

 

E quando reconhecemos a presença do amor, tudo faz sentido.

 

Porque a vida não acaba.

 

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@fala.werneck_derepenteresenha

 

Edição Independente.

Páginas: 261.

 

O amor muda tudo

 

Amanda e Gustavo são duas pessoas com personalidades bem diferentes, mas igualmente adoráveis.

 

Ela é uma mulher determinada, segura e que procura diversão, desapego e leveza na sua vida pessoal; já passou por relacionamentos amorosos complicados, que fizeram com que ela duvidasse de um amor companheiro para a sua vida.

 

Ele, por outro lado, acredita no amor, é romântico e busca construir um relacionamento equilibrado e afetuoso, só falta a companheira especial.

 

Eles se conhecem em uma festa, que vão por causa dos respectivos primos.

 

A química é grande, eles se entregam e a Amanda o surpreende depois ao ir embora sem nem querer deixar o seu telefone.

 

Mas, como toda escolha gera consequências, algum tempo depois a Amanda descobre que a vida dela estará conectada de forma permanente a do Gustavo.

 

Ela está grávida e tudo irá mudar.

 

A escrita da autora nos envolve e logo queremos descobrir mais sobre os personagens principais e como eles vão lidar com as mudanças.

 

Amanda se sente sobrecarregada emocionalmente e isso faz com que ela não lide muito bem com algumas situações e acabe tendo atitudes das quais se arrepende depois.

 

O Gustavo é tão entregue e romântico, enquanto ela se mantém desconfiada.

 

Complicações acontecem, mágoas são criadas, mas a vida segue, sempre mostrando o que é mais importante e pelo que se deve lutar.

 

Ter um filho é algo transformador e especial, porque a percepção das pessoas muda e também as prioridades.

 

As crianças se tornam a luz da vida de suas famílias acolhedoras e então tudo faz sentido.

 

Porque é preciso tentar, acreditar, se manter forte e perceber as oportunidades quando elas surgem.

 

As pessoas são diferentes, a vida pode se tornar bem distinta do que imaginamos, mas a surpresa pode ser boa, especial, e nos tornar alguém melhor.

 

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Edição Independente.

Páginas: 70.

 

Você já aprendeu a se amar?

 

Patrícia é uma mulher determinada, que sempre amou seu próprio corpo, sua vida e também a sua família.

 

Mas quando precisa encarar uma batalha intensa contra um câncer, ela busca forças com as pessoas que ama para reaprender a se amar e se aceitar depois de tantas mudanças.

 

Ela venceu essa luta. No entanto, logo precisa encarar um novo abalo emocional por causa do marido.

 

Patrícia busca, mais uma vez, forças internas para se manter firme e impedir que a filha sofra com esse baque familiar.

 

Em meio ao turbilhão, a mulher é apresentada a um grupo de apoio para pessoas que superaram o câncer, um lugar onde vai encontrar empatia e acolhimento.

 

E também conhece o Noah, um homem que começa a mostrar para ela a importância de um ombro amigo e de tentar seguir em frente.

 

A escrita da autora está adorável, como sempre, e você nem percebe as páginas passando… Logo começa a torcer pela Patrícia, querer dar uns tapas no Daniel e um abraço no Noah.

 

Uma história curta, com uma grande mensagem.

 

É importante lembrar que não precisamos enfrentar sozinhos os problemas da vida, podemos contar com a ajuda daqueles que nos amam e assim, aos poucos, conseguir ultrapassar todas essas barreiras.

 

Também é essencial entender a importância de conversar com alguém, abrir o coração e deixar que as emoções transbordem; isso pode nos ajudar muito, além de aliviar o peso emocional de tantos pensamentos turbulentos.

 

Aproveite essa história e também se encante com a força do amor.

 

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@fala.werneck_resenhaocidadao

 

Editora: Qualis.

Páginas: 265.

 

Quem você realmente é?

 

A nossa sociedade está entorpecida pela indiferença, pelo preconceito e discriminação.

 

“O cidadão de bem” irá falar sobre o perigo desse comportamento tóxico e como é difícil modificá-lo.

 

Através de uma narrativa muito bem construída, iremos acompanhar a vida de duas famílias que possuem visões de mundo opostas.

 

Enquanto Roberto é um médico de sucesso que preza pela sua imagem e da sua “família tradicional”, diariamente ensinando aos filhos que o mundo deve se curvar às suas vontades; Rafael é um jornalista que está bloqueado na escrita do seu livro, arrependido por ter causado a própria separação da mulher e das filhas e tem a esperança de reconstruir o relacionamento com a filha mais velha.

 

Famílias que mostram como as pessoas são diferentes e o quanto os comportamentos podem corromper os corações.

 

O alerta sobre a forma como você se posiciona na internet é vital, hoje em dia as pessoas perderam parte do senso e do respeito por estarem “falando com uma tela”. Mas as nossas palavras são poderosas, elas precisam ser medidas e consideradas, independente da maneira que forem transmitidas.

 

Rafael tem uma página que faz referência ao que o mundo precisa valorizar e discute questões graves, que precisam de muita atenção, como o uso de armas.

 

A arma será outro personagem importante para a história, fazendo aflorar o lado cruel das pessoas e o pensamento de “justificativa/justiça” imediata.

 

Muitos personagens, em momentos de limite, ficam tentados pelo uso da arma.

 

Só que o tiro que aconteceu foi ainda mais cruel e assustador do que poderíamos imaginar.

 

Roberto tem a sua “família perfeita”, mas não cultiva o amor, a atenção e a compreensão, o que representará um caminho sem volta.

 

É triste ver como a família vai tratar o filho e as barbáries que serão ditas.

 

Rafael, por outro lado, irá perceber de forma drástica que a luta pelos valores de igualdade e respeito é diária, e muitas vezes interna.

 

É nos momentos extremos que as ideologias são testadas e os corações postos à prova.

 

Não é fácil, não é simples.

 

No entanto, é uma luta fundamental.

 

E como bem mostra o autor durante a narrativa, as armas que as pessoas precisam não são as que matam, mas as que constroem conhecimento, empatia e amor.

 

Que tenhamos força e determinação para lutar pelos livros e pelo bem, a cada dia, diante de cada pensamento turbulento.

 

O mundo merece uma base mais equilibrada e nós devemos construí-la.

 

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