Fala Werneck

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Primeira frase da página 100: “Finally we reached the dark wooden front door, criss-crossed with black iron, which brought to my mind a dungeon.”

 

Do que se trata o livro: É sobre uma jornalista que está tentando construir uma carreira e, por acaso, descobre a carta de uma jovem do passado, chamada Yvy, que foi mandada para uma casa de freiras que acolhia jovens grávidas que não eram casadas. Sam, a jornalista, decide investigar essa jovem e esse lugar.

 

O que está achando até agora?

O livro se torna angustiante nos capítulos narrados pela Yvy, porque é uma jovem que está passando por um momento complicado e não tem a quem recorrer. Já com Sam a situação é menos delicada, é uma mulher “do nosso tempo” tentando construir sua carreira e cuidar da família.

 

O que está achando da personagem principal?

Sam é determinada, inteligente e demonstra empatia com os sentimentos das pessoas. É uma mulher que precisa lidar com situações desvantajosas, mas ainda assim, tenta dar o seu melhor.

 

Melhor quote até agora: “It is dangerous to compare yourself to others, Kitty. We can only truly know what is going on in our own lives.”

 

Vai continuar lendo?

Definitivamente! Quero descobrir o que aconteceu com Yvy, seu bebê; qual o envolvimento do avô da Sam com as cartas, e se ela conseguirá com isso uma matéria jornalística que lhe dê destaque.

 

Última frase da página 100: “It was all too much to take in in such a short time, but what struck me again was the deafening silence.”

 

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Trechos

 

“O tempo fica suspenso, mas ainda corre acelerado, espalhando imagens na forma de palavras arrancadas desse triste desfile.”

 

“O livro certo pode servir como uma espécie de docente, dando o tom ou até alterando o rumo de uma viagem.”

 

“Quase sempre a alquimia que dá origem a um poema ou a uma obra de ficção fica escondida na própria obra, se não incrustada nas serpenteantes cordilheiras da mente.”

 

“Rodopiando vertiginosamente, ela viveu o luxo melancólico da alegria solitária.”

 

“Naquele momento era o lendário pássaro de fogo que se ergue das sombras de um noturno delicado, uma bênção e uma maldição para quem a capturasse.”

 

“Há pilhas de cadernos que delatam anos de esforços abortados, euforia esvaziada, passos incansáveis pelo chão.”

 

“Este é o poder decisivo de uma obra singular: o chamado à ação.”

 

“Por que escrevemos? Irrompe um coro.

Porque não podemos somente viver.”

 

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Sentimentos inesperados

 

Ainda não te disse nada é uma leitura emocionante e envolvente.

 

As cartas são lindas e a maneira improvável como o sentimento da Marina vai crescendo é tocante.

A reviravolta que acontece é inesperada, mas reflexiva. Porque leva o leitor a questionar o significado do amor e se realmente existem barreiras para um amor puro e verdadeiro.

A maneira como as coisas se encaixam na vida da personagem principal, como certas coisas não acontecem conforme as expectativas dela e outras se realizam de forma mais surpreendente ainda, nos mostra que a vida não vem com um roteiro, algumas coisas estão muito além do nosso controle, e não existe questionamento quanto a isso.

 

Esse livro expressa mais do que o amor, expressa esperança e fé na capacidade das pessoas de criar e construir algo com paixão e dedicação. Seja algo “antiquado” como escrever cartas, ou mesmo bombar um perfil no Instagram.

A Marina vive em dois mundos: o inesperado das cartas e o das aparências do Instagram. E todos nós sucumbimos (em parte) ao mundo digital, um mundo “perfeito”, repleto de sorrisos e filtros.

 

Precisamos valorizar e perceber toda a beleza que a vida nos oferece através do contato honesto e simples com as pessoas; sentimentos lindos podem ser construídos, não apenas do amor romântico, mas do amor entre amigos.

 

A vida nos traz muitas dificuldades, tristezas, mas ela também é linda e inesquecível; que possamos valorizar os nossos sentimentos e os das outras pessoas com o carinho e a atenção que dedicamos à escrita de uma carta, onde escrevemos com atenção à nossa letra e às nossas palavras, porque nelas está um pouco da nossa alma.

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  • Melhor livro: Não fale com estranhos foi a melhor leitura do mês. Um thriller envolvente e com um final inesperado. Harlan Coben cria narrativas muito bem amarradas, onde os pontos vão se conectando aos poucos, e ainda assim, há espaço para surpresas imprevisíveis. Leia e veja o perigo que alguns estranhos podem representar. Algumas frases, e um mundo pessoal pode desmoronar.

 

  • Melhor quote: “Portanto, na ocasião ele se lembrara de uma lição que aprendera ainda na infância com o ‘pai’: fazemos apenas aquilo que nos é possível fazer; salvamos o mundo, uma pessoa de cada vez.” (Não fale com estranhos – Harlan Coben)

 

  • Melhor filme: Velozes e Furiosos – Hobbs & Shaw. As manobras são cada vez mais surpreendentemente impossíveis, e eu acho isso muito legal! É divertido ver como duas pessoas completamente diferentes conseguem unir suas habilidades e lutar pela família e com a família.

 

  • Melhor série: Designated Survivor foi a melhor série do mês, ainda que não tenha terminado a temporada. Adoro essas séries de governo que envolvem investigações e conspirações.

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Primeira frase da página 100: “Ele tirou um imenso molho de chaves do bolso e os conduziu até seu escritório.”

 

Do que se trata o livro: Discorre sobre uma cidade que está passando por uma crise causada pela seca. E nesse cenário árido, ocorre um crime brutal. Um homem parece ter matado a esposa, o filho e depois cometido suicídio.

 

O que está achando até agora?

O livro é daqueles que te prende, a cada final de capítulo você fica querendo ler o próximo; e um crime “aparentemente” solucionado, começa a parecer suspeito e estranho. Parece que falta algo nessa narrativa macabra.

 

O que está achando do personagem principal?

Falt é um homem marcado pelo passado, solitário e sem família, que depois de anos longe da sua cidade natal, decide voltar para o enterro do melhor amigo de seu passado por causa da carta enviada pelo pai do morto.

Ele começa a se envolver com a investigação, e as coisas não parecem simples como ele tinha pensado inicialmente.

 

Melhor quote até agora: “Mas a sensação de reconhecimento foi instantânea, trazendo de volta flashes de rostos e acontecimentos que ele há muito esquecera.”

 

Vai continuar lendo?

Preciso descobrir se o Luke realmente matou a família ou se foi uma outra pessoa, ainda que ambas as opções sejam terríveis. É difícil imaginar a vida em um lugar tão depressivo, mas até que ponto as pessoas aguentam? E do que elas são capazes quando não suportam mais? Complicado responder…

 

Última frase da página 100: “Uma cabeça loura surgiu de detrás.”

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Trechos

 

“Defenderia que, embora os historiadores tenham o direito de interpretar os fatos de formas distintas, eles não têm o direito de conscientemente deturpar os fatos.”

 

“A liberdade de expressão pode incluir o direito de mentir deliberadamente, mas também inclui o dever de o indivíduo pagar por suas mentiras.”

 

“Os historiadores tentam estabelecer a ‘verdade’ histórica determinando objetivamente o que aconteceu; consideram o contexto e as circunstâncias de um dado acontecimento ou documento; interpretam indícios e apresentam suas opiniões, sempre cientes de que outros historiadores podem olhar para o mesmo material e, sem serem vítimas de qualquer engano, chegar a conclusões distintas.”

 

“Embora minhas palavras estivessem no centro do conflito, eu dependia de outras pessoas falarem por mim.”

 

“Embora a imprensa não possa determinar o que o público pensa, ela certamente influencia o que ele acha sobre o que pensa.”

 

“De certa forma, foi mais difícil escrever sobre os negacionistas do que sobre o próprio Holocausto. Os nazistas estavam derrotados. Os negacionistas estavam vivos, ativos e colhendo frutos de seus esforços.”

 

“Segundo o sistema judiciário britânico, a fidelidade dos peritos é para com a corte, e não para com aqueles que pagam seus honorários.”

 

“O sistema legal britânico faz uma divisão entre solicitors, que preparam o processo para o julgamento, e barristers, que o apresentam no tribunal.”

 

“Só conseguia pensar que aquele julgamento estava fadado a deixar de ser um exame dos abusos dos registros históricos cometidos por Irving e se transformar em um debate sobre a existência do Holocausto. E o pior: eu não podia fazer nada para mudar isso.”

 

“Depois de detalhar diversos exemplos de prevaricações históricas de Irving com relação ao Holocausto e ao bombardeio de Dresden, Evans escreveu: “Se usarmos o termo ‘historiador’ para descrever alguém preocupado em descobrir a verdade sobre o passado e dar-lhe uma representação o mais correta possível, então Irving não é um historiador.”

 

“Para dizer que o relatório estava muito bom, usei a expressão ‘quite good’. Para os britânciso, o termo ‘quite’ transmitia a ideia de um falso elogio.”

 

“Eu já esperava que o julgamento me expusesse a histórias pessoais. Mas não esperava que me expusesse à minha própria história.”

 

“Enquanto as belas notas da música tocada por um dos maiores intérpretes de Bach de nosso tempo lavavam a minha alma, minha exaustão começava a se dissipar.”

 

“Aquelas críticas me faziam sentir que eu não era uma voz solitária criticando aquele homem.”

 

“Os negacionistas enfrentam um enigma. Eles precisam encontrar uma maneira – sem culpar a Alemanha – de explicar a grande quantidade de vítimas em situação cadavérica encontradas nos campos de concentração ao final da guerra.”

 

“Evans, que era um pesquisador de mão cheia, ficou particularmente irritado com as obstruções que Irving colocava nos caminhos de outros pesquisadores que queriam verificar suas fontes.”

 

“O verdadeiro problema de Irving é que, pela primeira vez, está sendo forçado a explicar suas contradições, e não é capaz de explicá-las.”

 

“Quando isso aconteceu, reconheci que, embora eu esperasse cada vez mais uma vitória, pelo menos em termos de história, eu me via preocupada com a possibilidade de o juiz chegar a um veredicto incerto ou conciliatório.”

 

 “Embora seu inglês fosse impecável, ele às vezes hesitava ao se expressar, como se estivesse refletindo sobre as escolhas terminológicas.”

 

“Ao ouvir essas palavras, lembrei-me do comentário de Hajo no verão anterior: ‘Pessoas como David Irving não lançam bombas. Eles lançam palavras que levam outras pessoas a lançarem bombas’.”

 

“Todavia, depois de ter mergulhado tão profundamente nos detalhes do processo de extermínio – de uma forma que dava a sensação de ser fortemente pessoas -, por um instante tive vontade de evitar esse contato direto com um dos arquitetos do processo de aniquilação.”

 

“Durante o almoço, Rampton e Anthony começaram a debater a desconstrução, perspectiva literária que desafia as tentativas de atribuir um significado final a um texto. Usando análises linguísticas, ela ‘desconstrói’ o viés ideológico que dá forma a textos literários, históricos e filosóficos.”

 

“Irving havia ‘repetidamente ultrapassado o limite entre crítica legítima e desprezo carregado de preconceito contra a raça e o povo judeu’.”

 

“O tratamento dispensado por Irving às provas históricas é tão perverso e flagrante que se torna difícil aceitar que sejam inadvertências de sua parte. […] Erros e equívocos desse tipo […] estão mais de acordo com uma disposição, da parte de Irving, de conscientemente deturpar ou manipular ou distorcer as provas de modo a adequá-las às suas preconcepções.”

 

“Lembrei-me do primeiro dia de julgamento, quando aquela mulher levantou a manga da blusa e me mostrou o número. Mais uma vez ela transformava um momento fugaz em uma lembrança profunda.”

 

“Talvez fosse a consciência subliminar de que, mesmo naquele momento de alegria, tanta dor havia sido causada por aquela empreitada.”

 

“Mais tarde, na sala de imprensa do hotel, diante de um mar de câmeras e repórteres, descrevi aquela como uma vitória não apenas minha, mas de todos aqueles que lutam contra o ódio e o preconceito.”

 

“Sempre advoguei para meus clientes e cuidei de seus problemas legais, mas é raro pegarmos uma causa que nos toca tanto e na qual a justiça é tão fundamental.”

 

“Apesar de nossa vitória plena, aquela não era a última batalha contra os negacionistas ou contra antissemitas, afinal o antissemitismo em si não pode ser ‘derrotado’. Ele vai sumir, ou não – provavelmente a segunda opção -, em seu próprio ritmo.”

 

“E aí está uma lição que pode ser aprendida por todos os que combatem quem alimenta ódio e mentiras. Embora a batalha contra nossos oponentes seja excepcionalmente importante, os oponentes não o são.”

 

“A importante vitória de Deborah Lipstadt sobre David Irving no tribunal é um dos grandes momentos da história jurídica em que verdade, justiça e liberdade de expressão são simultaneamente agraciados.”

 

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Hoje venho comentar um pouco sobre as leituras de agosto.

 

Não fale com estranhos

A primeira leitura do mês foi o livro do Clube do Livro. Esse é um romance policial envolvente que com um grande grupo de personagens, envolve o leitor em uma trama de segredos revelados e suas consequências. Um homem que parece aleatório revela algo suspeito à Adam, que investiga, confronta a esposa, e então tudo começa a se agravar. Famílias são destruídas, investigações seguem o rumo errado; e quando, enfim, descobrimos o que aconteceu, o choque é grande. Em momento algum imaginei aquele final!

 

Devoção

Um livro que mistura memórias e um conto.

Tudo se relaciona com a escrita e seus diferentes objetivos. A autora passeia por lugares que marcaram o processo de escrita de ícones do universo literário, enquanto pensa na sua própria motivação.

Escrevemos por muitos motivos e cabe a cada um descobrir seus próprios ambientes, gostos e formatos.

Leitores são vorazes, escritores são libertadores de ideias e sentimentos. Cada um essencial à sua maneira.

 

A única mulher

Uma ficção histórica muito interessante, que traz fatos reais da vida da atriz Hedy Lamarr, que teve uma carreira de sucesso; mas tinha qualidades além da beleza física. Era uma mulher inteligente, curiosa e criativa, que criou um sistema importante para as tecnologias atuais, porém foi menosprezada por ser mulher.

Essa desvalorização foi um grande problema no passado, e ainda é algo que acontece. Hedy Lamarr não foi a única mulher a passar por isso. Espero que outras, no entanto, também sejam reconhecidas, ainda que tardiamente.

 

O mestre dos mestres

Nesse livro Augusto Cury analisa com um olhar psicológico algumas questões envolvendo a vida de Jesus; mostrando o quanto ele era uma pessoa inteligente e amorosa que queria transformar a humanidade e ajudá-la a evoluir. Uma boa leitura para refletir sobre a vida de Jesus e a nossa também. Além de algumas ideias explicativas com um viés científico que eu não havia considerado antes. Uma leitura muito construtiva.

 

A seca

Um romance investigativo misterioso. O livro começa com um duplo assassinato seguido de suicídio; um crime que parece “facilmente” explicável; mas que começa a apresentar pontos duvidosos. Talvez o crime não tenha sido esse, e então muitos apresentam atitudes suspeitas. Esse é daqueles livros que não dá vontade de parar de ler, você precisa descobrir o que realmente aconteceu, e quando finalmente descobre, é algo que não dava para prever.

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Primeira frase da página 100: “- Temos as provas de que precisamos? – perguntara Fey a Starhemberg, depois que tínhamos terminado um almoço de schnitzel e acepipes.”

 

Do que se trata o livro: Narra a história real de Hedy Kiesler, uma mulher bonita e muito inteligente, que era atriz e também cientista; ficou mais conhecida pela sua beleza, ainda que tivesse criado algo que transformou os sistemas de comunicação.

 

O que está achando até agora?

O livro é envolvente, porque estamos acompanhando o início da carreira de uma atriz que além de ter uma beleza singular para a época, atua muito bem. Porém, acaba despertando o interesse de um homem importante, e até perigoso, especialmente para a década de 1930, um período marcado por disputas políticas e intolerâncias, que levariam o mundo à guerra.

 

O que está achando da personagem principal?

Hedy é uma mulher que busca aprimorar seus conhecimentos e se manter informada sobre o mundo, ainda que “pudesse escolher” se manter alienada por causa dos benefícios que consegue por sua aparência. É uma mulher que quer mais do mundo do que apenas mimos e agrados, ela busca entender o mundo que a cerca e suas origens.

 

Melhor quote até agora: “Eu era como um pássaro exótico, que só tinha permissão de sair da gaiola dourada para apresentações e, logo em seguida, era trancafiado de novo.”

 

Vai continuar lendo?

Hedy está numa posição delicada, sua família tem origens judaicas e ela está envolvida com o Mercador da Morte. Ela vive numa linha tênue entre se manter segura e as consequências das escolhas que ela tem feito; escolhas impossíveis; e algumas, inclusive, ela nem nota a grandiosidade inicialmente. Estou curiosa para saber como ela se livrará dessa teia sombria e qual será o preço que ela precisará pagar.

 

Última frase da página 100: “Até Fritz tinha bebido àquele brinde medonho. – Ao Hotel Schiff.”

 

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O livro já começa com uma linda carta de amor, que foi escrita por Júlia, uma mulher que trabalha alegrando e consolando os dias de muitos com cartas (que não foram escritas pelo nome que assina).

Um trabalho diferente, emotivo, singelo.

 

A outra personagem é a Marina, uma jovem apaixonada por moda, que abre mão do negócio da família no interior para tentar realizar seu sonho na capital.

 

A vida delas se conecta por acaso.

Onde será que as cartas as levarão?

 

Nós fazemos muitos planos na vida, e alguns não acontecem nem remotamente parecidos com o que esperávamos. Mas a vida é assim, repleta de incertezas e de novas oportunidades.

 

Será que Marina conseguirá realizar seu sonho? Será que ela tem consciência de tudo que já conquistou?

E Júlia? Será que ela tem algum problema? Será ela também uma pessoa solitária, como todas aquelas para as quais ela escreve cartas?

 

Tanta coisa para descobrir, e o Maurício ainda não disse quase nada.

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Trechos

 

“Fora aparentemente uma frase banal, mas algo no tom de voz do sujeito, uma certeza misturada a uma espécie de solidariedade, bastara para convencê-lo de que nada mais seria igual dali em diante.”

 

“- Nós, seres humanos, nunca vemos as coisas com imparcialidade. Sempre procuramos proteger os nossos próprios interesses.”

 

“Marido e mulher formavam uma equipe. Jogavam o mesmo jogo, ambos no mesmo time, protegendo-se mutuamente. As vitórias de um também eram do outro. Assim como as derrotas.”

 

“Sonhos são feitos de coisas delicadas e incomensuráveis. Não podem ser destruídos com tanta facilidade.”

 

“Sabia que a sorte, a aleatoriedade e o caos tinham seus próprios planos e que cedo ou tarde a felicidade e a segurança se dissolveriam feito poeira no ar morno da primavera.”

 

“Mas se o exagero não tivesse espaço para vagar em sua cabeça, onde mais poderia ter?”

 

“Tratava-se de um paradoxo tão antigo quanto o próprio tempo: os pais querem saber tudo a respeito dos filhos e ao mesmo tempo não querem saber nada.”

 

“- Você não revelou um segredo. Apenas criou mais um.”

 

“Sonhos são frágeis. Sonhos são breves. Um dia acordamos e, puf, lá se vão eles. Basta um minuto de distração para que o sonho vá recuando na fumaça até sumir para sempre, por mais que tentemos puxá-lo de volta.”

 

“Portanto, na ocasião ele se lembrara de uma lição que aprendera ainda na infância com o ‘pai’: fazemos apenas aquilo que nos é possível fazer; salvamos o mundo, uma pessoa de cada vez.”