Fala Werneck

Realidade ou ficção?


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Conspiração Nazi é um livro que considera possibilidades assustadoras (mas possíveis): como seria o mundo se a Segunda Guerra Mundial tivesse terminado de outra forma? Ou então, e se Hitler tivesse sobrevivido?

Através de uma narrativa que apresenta um livro dentro de outro livro, temos duas ‘camadas’ contextuais: a primeira é onde nos é apresentado Leandro, um jornalista que não atua na profissão e é aspirante a escritor, mas ao considerar o processo de escrita, preocupa-se ao pensar como as pessoas irão reagir à sua criação, o que acaba lhe causando um imenso bloqueio criativo, até chegar o momento no qual ele decide escrever e se entregar à sua criação sem se preocupar tanto assim com a opinião das outras pessoas.  E a segunda camada apresenta a narrativa criada por Leandro, onde todo o mistério irá se desenrolar, e a conspiração será construída.

Afonso recebe de herança um hotel em Itatiaia de seu tio Célio faleceu, o sobrinho então viaja para a cidade com o objetivo de conhecer o lugar e averiguar se o investimento pode se tornar rentável, porém ele acaba se envolvendo em uma trama de mistérios e suspeitas, que irão começar a lhe consumir o tempo e os objetivos.

Ao conversar com os caseiros da casa onde o tio morava e com o mestre de obras do hotel contratado pelo tio, Afonso começa a desconfiar do suposto suicídio do tio, e ao investigar o assunto encontra documentos com suásticas, simpatizantes de nazistas ocultos, e muito perigo. Ele conta com a ajuda de seu amigo Marcelo e da bibliotecária Valéria nessa busca, porém os mistérios vão se tornando mais complexos e angustiantes a medida que a narrativa segue.

Durante a leitura, você estará envolvido num assunto que ainda entristece e assusta muitas pessoas: o nazismo. E o modo como a trama é construída, te faz considerar a possibilidade daquilo realmente ser possível, se não tudo, mas parte dessa conspiração.

O leitor será absorvido pela leitura de situações assustadoramente realistas e ao terminar ficará se questionando o que é real e o que não é… Até que ponto é possível que as mídias estejam manipulando as pessoas, e o quanto da História que lemos e estudamos ocorreu realmente daquela forma.

Como dizem, a arte imita a vida, mas a vida muitas vezes também acaba imitando a arte.

Ler Conspiração Nazi te transportará de volta às trevas da Segunda Guerra Mundial (mas nos dias de hoje), e é possível perceber que independente de toda a nossa tecnologia e evolução atual, o ser humano ainda tem a capacidade de ser absurdamente insensível, cruel e vil. No entanto, mesmo com todas as dificuldades e desvios ainda é possível se redimir, tentar ‘apagar’ um pouco do passado obscuro que segue a humanidade.

 

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Luke Cage é uma nova série original da Netflix em parceria com a Marvel, que irá trazer com detalhes a trajetória de um personagem que nos foi apresentado em Jessica Jones.

Luke é um homem com pele indestrutível que luta contra seus demônios interiores enquanto tenta combater o crime no bairro em que vive em Nova York.

Quando ele apareceu em Jessica Jones acredito que muitos, como eu, ficaram querendo saber mais sobre esse homem, que mesmo com uma força absurda demonstrava sensibilidade em lidar com as pessoas em dificuldade, além de serem impressionante as cenas onde ele demonstrava um pouco de sua força.

Pelos trailers, a série tem potencial para ser marcante, com lutas intensas e em contrapartida, também apresentar momentos reflexivos, introspectivos.

É muito interessante assistir essas séries “dedicadas” a personagens diferenciados, e a Netflix tem feito grandes produções, como nas duas temporadas do Demolidor e na primeira da Jessica Jones.

Por isso tudo, quero muito assistir Luke Cage, ainda mais por já gostar da atuação do Mike Colter desde sua participação na série The Good Wife.

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Todas as imagens pertencem à Netflix,

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Em novembro pretendo me dedicar mais ao projeto #matandoasaudade e fazer algumas outras leituras…

Harry Potter e a Câmara Secreta

“Depois de férias aborrecidas na casa dos tios trouxas, está na hora de Harry Potter voltar a estudar. Coisas acontecem, no entanto, para dificultar o regresso de Harry. Persistente e astuto, nosso herói não se deixa intimidar pelos obstáculos e, com a ajuda dos fiéis amigos Weasley, começa o ano letivo na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.

As novidades não são poucas. Novos colegas, novos professores, muitas e boas descobertas e… um grande e perigoso desafio. Alguém ou alguma coisa ameaça a segurança e a tranquilidade dos membros de Hogwarts. Como eliminar definitivamente esse mal e restaurar a paz na escola?”

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban

“Juntamente com Rony e Hermione, seus melhores amigos, Harry Potter está no terceiro ano na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Os assustadores guardas da prisão de Azkaban foram chamados para vigiar as entradas da escola, pois um perigoso assassino está foragido e tudo indica que o seu alvo é o herdeiro de Lílian e Tiago Potter. O que acontecerá com Harry diante desta ameaça?”

Harry Potter e o Cálice de Fogo

“As férias de verão vão se arrastando e Harry Potter mal pode esperar pelo início do ano letivo. É o seu quarto ano na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, e há feitiços a serem aprendidos, poções a serem preparadas e aulas de Adivinhação, entre outras, a serem assistidas. Harry anseia por tudo isso. Porém, muitos outros acontecimentos surpreendentes já estão em marcha…”

Harry Potter e a Ordem da Fênix

“Harry Potter vai começar seu quinto ano na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Está desesperado para retornar à escola e descobrir por que seus melhores amigos, Rony e Hermione, andaram tão misteriosos durante as férias. Porém, o que o jovem bruxo está preste a descobrir nesse novo ano em Hogwarts vai provocar uma grande reviravolta em seu mundo.”

Maçãs Envenenadas

“Todos nós conhecemos as histórias de Cinderela, Branca de Neve e Rapunzel. Mas algum de vocês já ouviu falar em Alice Bingley-Beckerman, Reena Paruchuri e Molly Miller? É claro que não. Ainda não… O que essas três garotas têm em comum com as princesas dos contos de fadas é: todas são enteadas de madrastas horríveis, perversas e cruéis. E nenhuma das garotas do nosso livro vive feliz com essa situação.”

Perdido em Marte

“Há seis dias, o astronauta Mark Watney se tornou a décima sétima pessoa a pisar em Marte. E, provavelmente, será a primeira a morrer no planeta vermelho. Depois de uma forte tempestade de areia, a missão Ares 3 é abortada e a tripulação vai embora, certa de que Mark morreu em um terrível acidente.

Ao despertar, ele se vê completamente sozinho, ferido e sem ter como avisar às pessoas na Terra que está vivo. E, mesmo que conseguisse se comunicar, seus mantimentos terminariam anos antes da chegada de um possível resgate.

Ainda assim, Mark não está disposto a desistir. Munido de nada além de curiosidade e de suas habilidades de engenheiro e botânico – e um senso de humor inabalável -, ele embarca numa luta obstinada pela sobrevivência.”

Maestra

“Judith Rasleigh saiu de um lar abusivo para uma nova vida com muito esforço: possui o melhor currículo na melhor faculdade e é uma das poucas pessoas com um olhar natural para distinguir e identificar obras de arte, artistas e técnicas. Mas no mundo das artes é preciso muito mais do que conhecimento, talvez um nome, uma indicação. Quando Judith consegue um trabalho como assistente em uma das casas de leilões mais importantes de Londres, seu talento parece não ser notado.

Até um dia que um quadro chama a sua atenção. Ela sabe de sua real origem e sabe que há algo errado. Em uma tentativa de mostrar suas habilidades, Judith acaba sendo demitida e humilhada. Mas ela não quer desistir de seus sonhos.”

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Outubro foi um mês em que fiz poucas leituras, mas cada uma delas me fez lembrar de coisas do passado e pensar sobre o futuro.

A primeira do mês foi Como eu era antes de você e é uma leitura intensa, triste, e mesmo sabendo como o livro iria terminar, meu coração se partiu um pouco, junto com o da Lou. Este livro mostra (um pouco) como a vida de um tetraplégico é complicada e como muitas pessoas não sabem lidar com isso. E a medida que a leitura ocorre, você percebe que a Lou e o Will têm uma dinâmica própria de conviver e se entender; vale a pena ler este livro. Mas prepare-se para sofrer…

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A seguir, retornei ao mundo pelo qual sou fascinada e li a edição ilustrada de Harry Potter e a Pedra Filosofal, é muito bom retornar ao início dessa jornada fantástica, acompanhar o começo de uma amizade que marcou (e ainda marca) muitos leitores; acompanhar Harry descobrindo o que é pertencer ao mundo bruxo, e junto com Rony e Hermione amadurecer durante o ano letivo em Hogwarts, vivendo experiências perigosas, difíceis, mas também divertidas e transformadoras.  Como Harry, adoro aquele primeiro natal em Hogwarts. Essa leitura faz parte do projeto #matandoasaudade.

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A terceira leitura foi Conspiração Nazi, uma leitura instigante e diferenciada, que te fará refletir e questionar muita história… Em breve a resenha estará disponível.

A última leitura foi em homenagem às crianças: Adivinhe se puder é mais um dos divertidos livros de Eva Furnari, neste livro de adivinhas estão 25 perguntas acompanhadas de ilustrações da autora, vale a pena conferir e lembrar quantas dessas adivinhas da época em que eramos crianças, ainda lembramos as respostas.

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E esse foi o meu mês de outubro em leituras! 🙂

Que novembro traga muitas outras e também um dos filmes mais esperados do ano: Animais Fantásticos e Onde Habitam!

Dedicação é tudo

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Érica é um livro que fala sobre assuntos opostos e graves; mostrando a força, o poder e o perigoso alcance de uma ordem religiosa extremista.

A Ordem das Doze Tribos de Israel (ODTI) é um grupo americano judeu que tem por objetivo “vingar” toda a injustiça que os judeus sofreram durante o percurso sinuoso da humanidade, mas com o decorrer da narrativa percebe-se que o seu objetivo é menos religioso e mais agressivo e capitalista, eles buscam poder e dominação.

A narrativa transcorre mostrando momentos da vida de pessoas em diferentes países: Brasil, Alemanha, Estados Unidos, Egito, China e Rússia. E inicialmente, é impossível perceber uma conexão entre elas, mas pouco a pouco percebemos que algo que elas têm em comum é uma ligação, forte ou tênue, com a ODTI. Alguns são simpatizantes, outros vítimas, e há aqueles também que são “arremessados sem querer” no meio dessa guerra sombria por soberania e vingança.

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Érica é a personagem que dá nome ao livro e vai passar por um momento difícil em sua vida que irá definir seu futuro e quem ela será; e consequentemente perceberá quão forte ela é e tudo do que é capaz, mesmo sendo tão jovem.

Essa guerra transcorre nas sombras, envolvendo diferentes potências mundiais que se encontram preocupadas diante da ameaça iminente que representa os Estados Unidos, com todo seu poderio militar e influência política.

Diversas personagens novas são inseridas nas histórias que já estão sendo contadas nesses seis países, e essa colcha de retalhos vai crescendo em dimensão de uma forma que parece que a ODTI não pode ser parada, e diante de situações caóticas, violência, sofrimento e pessimismo, as pessoas encontram formas de continuar lutando, uma mulher se inicia na ordem com o objetivo de descobrir informações privilegiadas e tentar impedir os atentados, mas então seus planos são descobertos, o perigo aumenta e a situação se torna mais caótica e confusa do que antes, envolvendo intrigas e assassinatos.

E então, nos últimos capítulos, a autora nos permite enxergar uma conexão brilhante, incrível (e assustadora) entre a vida de todas essas pessoas. Mostrando que é possível ir além, que é possível crer e ter esperança mesmo passando por momentos na vida de puro desespero, que sempre é possível contar com pessoas que estarão presentes para lhe ajudar e apoiar.

E de uma forma incrivelmente tocante, ela nos mostra o poder brutal de uma guerra, o nível de destruição que ela é alcança, especialmente em perdas humanas. E é verdade que “Numa guerra não há vencedores.” sempre existirá sofrimento, desolação e caos em uma guerra, porque independente do lado que “vencer”, ambos sofrerão perdas; e assim será destruído um pouco da essência de cada um, de cada país, de cada nação, de cada ser humano que participar dela.

As guerras são e sempre foram um grande problema no percurso da humanidade, e Érica nos faz refletir sobre a responsabilidade de cada pessoa nisso. Como cada um, independente do lugar em que vive ou das crenças, é capaz de ajudar a construir ou impedir uma guerra, seja ela grande envolvendo nações, grupos religiosos, ou mesmo pequena envolvendo apenas algumas pessoas desconhecidas; por isso, sempre vale a pena lutar e almejar a paz, a união e a compreensão entre as pessoas; o respeito é fundamental para que vivamos em comunidade, e o amor é a essência da vida. Muitos sofrem, penam e desanimam, mas nunca vale a pena desistir.

Cada um, por mais simples que seja, é capaz de alcançar grandes coisas e ajudar muito, basta acreditar e correr atrás.

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Érica irá te fazer duvidar, questionar, refletir, e também tentar descobrir, como afinal todas essas diferentes histórias se conectam. E acredite, você irá se surpreender.

 

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No mês que vem será lançado o filme Animais Fantásticos e Onde Habitam e para entrar no clima, resolvi criar esse projeto novo de leitura, #matandoasaudade será o momento dedicado a leituras que me marcaram e que quero entrar novamente nesses universos. E para começar, irei reler a série mais importante para mim: Harry Potter.

Espero conseguir ler pelo menos os 7 livros da série até o lançamento do filme em novembro, vamos ver se consigo.

E mal posso esperar, para voltar à companhia de Harry; acompanhar novamente sua descoberta da existência de Hogwarts, sua luta na câmara secreta, seu encontro conturbado com Sirius, o empolgante torneio tribruxo, sua época chata no Ordem da Fênix, sentir mais uma vez o desespero no Enigma do Príncipe e por fim, a batalha épica em Hogwarts. Tantos momentos..!

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Depois, quero reler também Os contos de Beedle, O Bardo; Animais Fantásticos e Onde Habitam; Quadribol Através dos Séculos e finalizar com as leituras das edições especiais: Harry Potter Film Wizardry e O livro das criaturas de Harry Potter.

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E que se reinicie essa fantástica jornada…

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Como seria a humanidade em outro planeta?

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Quantas pessoas se questionam sobre a existência de vida em outros planetas e como ela seria? Ursula nos traz uma resposta ficcional para isto. No livro ‘A mão esquerda da escuridão’ iremos conhecer um planeta chamado Inverno, onde vivem seres humanos bem peculiares.

O leitor estará imerso em um planeta completamente diferente, em uma era mais avançada, evoluída; onde os seres humanos da Terra têm ‘poderes’ mentais, já desbravaram boa parte do universo e criaram um conselho que garante a comunicação e compartilhamento de informações entre diferentes planetas habitados por humanos. Alguns mais peculiares, outros nem tanto.

Estaremos na companhia de Genly Ai, um humano da Terra, que aceitou a missão de visitar, conhecer e tentar convencer as pessoas do planeta Inverno a entrarem para o conselho interplanetário.

Ai tem uma jornada intensa e extensa; passa alguns anos tentando conhecer um pouco as pessoas desse planeta, como elas são, o que fazem, como agem, e suas particularidades em relação aos humanos da Terra; e em meio a isso tudo, ele acaba se questionando e refletindo sobre questões relacionadas a sua própria humanidade. Ele irá refletir sobre emoções, gêneros, divisões de poder, direitos e deveres; e junto com ele, o leitor irá pensar sobre o significado de alguns coisas que estão ao nosso redor e que não refletimos, como por exemplo o que define o ‘papel’ do homem e da mulher na sociedade, e porque ele é restrito; como também a importância que as pessoas dão à individualidade, à definição de ser humano, ou seja, o que significa em essência ser humano.

A escritora criou uma diferença peculiar entre os humanos dos dois planetas, e o modo como o leitor irá descobrir o que realmente significa essa particularidade, é um pouco confuso, inicialmente, mas no decorrer da trama o assunto é esclarecido.

Genly passará por uma trajetória de questionamentos, dúvidas, desconfianças, fará algumas amizades, será traído por outras, e então irá perceber uma que sempre esteve presente e ele nunca constatou.

Seu caminho é por vezes penoso, e bastante solitário, mas Ai se surpreenderá ao perceber o quanto aprendeu com essas pessoas ‘estranhas’ que vivem no planeta Inverno, e como (sem perceber) aprendeu a aceita-las como são e conviver com elas por anos. Sendo ele o único ser ‘estranho’ e diferente nesse lugar distante.

E assim, acompanhando essa missão perigosa, iremos conhecer o que é a mão esquerda da escuridão, e refletir sobre o que nos define, o que nos aproxima e o que nos afasta uns dos outros.

Viver é estar receptivo à novas experiências, é encontrar a esperança nos momentos mais complicados e buscar a luz quando estiver passando pelas trevas da humanidade.

Porque independente das diferenças, que nos afastam, existem muitas similaridades e particularidades pelas quais vale a pena lutar e buscar. Sempre acreditando que a humanidade têm salvação, que é possível evoluir e ajudar os outros a evoluir também. Afinal, o conhecimento está disponível para ser aprendido e espalhado. Como diz no livro: “Não há princípio nem fim, pois tudo está no centro do tempo.” Portanto, deixe-se envolver pela mão esquerda da escuridão.

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Fazer arte é um jeito de viver

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A editora Intrínseca traz neste livro curto e divertido, através de uma arte gráfica dinâmica e elegante o discurso que o escritor Neil Gaiman fez em 2012 na Universidade das Artes na Filadélfia.

Ele discorre sobre a importância de acreditar em si mesmo e tentar ser melhor a cada dia, como é fundamental desenvolver a capacidade de levantar a cabeça e seguir em frente depois de cometer um erro, como também saber aproveitar o momento quando obtiver uma vitória.

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Gaiman fala muito sobre tentar sempre dar o seu melhor, independente dos erros que ocorrem no percurso, independente do sucesso ou não, e mesmo diante do que as pessoas possam falar. Porque o mais importante, o que vai permanecer com você, é a sua certeza de que fez algo bom, de que tentou o seu máximo e que se superou.

Não podemos nos limitar ao que as outras pessoas falam sobre a nossa área de atuação profissional, porque o impossível, apenas representa algo que ainda não tentaram ou não realizaram.

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Dificuldade sempre existiram e sempre irão existir; lutar para supera-las depende de cada um. É vital para o crescimento de cada um, ter a cada dia motivação e incentivo, partindo primeiro de você e se depois partir dos outros também, ótimo (mas não conte com isso). Não se limite, não se defina pelo modo como as outras pessoas te enxergam. Você pode ir além, a cada dia e sempre.

Ser artista é mais do que pintar, desenhar, esculpir; fazer arte é viver com intensidade, é enxergar o brilho do mundo ao nosso redor, é sentir o potencial de exuberância que existe em cada ser humano, é confiar na capacidade de união e superação da humanidade. Fazer arte é se permitir viver, sentir, expressar, amar.

Portanto, se você precisa de um incentivo, um apoio, um exemplo; realize essa leitura e aproveite para imaginar e criar momentos para fazer uma boa arte. Independente do mundo, independente das pessoas, e das situações da vida; crie sua própria arte: autêntica, única, sua.

E como o autor afirma: “Deixem o mundo mais interessante por estarem nele”.

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Como foi a minha Maratona Literária de Inverno #MLI2016

 

Lamentavelmente, durante o mês da maratona li menos livros do que nos outros meses do ano até o momento. Mas foi uma boa experiência.

A primeira semana foi a única em que consegui cumprir a meta que estabeleci. Li os dois livros da semana: Tony e Susan e Uma Semana no Inverno.

Tony e Susan foi um thriller que mexeu comigo como um livro não fazia há meses. A narrativa é intensa e a premissa é diferente, pois trata-se de um livro dentro de outro e o livro que a personagem principal lê é sofrido, intenso, e terrivelmente realista; podemos acompanhar uma noite tranquila de uma família se transformar em um pesadelo. O estilo de escrita do autor é envolvente, e te leva a sofrer junto com Tony, como também a ficar tão apreensiva quanto Susan. É uma leitura que vai te deixar com medo, depois com dúvida e então a raiva virá. Sendo a sensação de imponência a mais impactante. Vale a pena conhecer e se deixar levar pelo relato ficcional de uma experiência que vai modificar a vida dos que estão envolvidos até o fim.

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Uma Semana no Inverno é um romance que mostra a típica rotina inglesa, com seus chás e suas viagens, cuja narrativa envolve uma casa no campo chamada Moorgarte e os problemas das famílias que vão se “esbarrar” e se conectar graças a essa casa, que afasta muitos e aproxima outros. Ainda que o romance que surge tendo como plano de fundo a casa não é muito convincente, trata-se de um livro que mostra como algumas mágoas que existem entre as pessoas são injustificadas e outras são construídas de forma lenta com o passar do tempo; mas independente dos problemas e das ofensas pronunciadas, nunca é tarde para tentar mudar, aceitar as limitações e os defeitos das pessoas, e conseguir seguir em frente mesmo assim.

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Na segunda semana não li nada da TBR da maratona, fique envolvida com a leitura de Para todos os garotos que já amei, um livro juvenil, de leitura rápida e leve, mostrando os problemas causados pelas primeiras experiências amorosas; os amores não correspondidos, os amores confusos, os intensos; existem de vários tipos, mas o principal é o que permanece ‘não confessado’ que vai desvanecendo diante da construção de um novo (e um tanto diferente), aquele tipo de amor que é construído com a rotina, que chega de mansinho e quando se percebe, já  dominou o ambiente; aquele pelo qual a gente torce quando o livro está acabando…

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Já na terceira semana eu li Diários do Vampiro –  Caçadores v.1 – Espectro,  há muito tempo não lia nenhum dos livros de Diários do Vampiro, então levei alguns capítulos para lembrar da estória até aquele ponto, mas depois a leitura transcorreu de forma rápida (e sombria), mais uma vez Elena e seus amigos precisam combater o mal que está presente em sua cidade natal. Neste livro conhecemos um vilão que é muito bem construído e que manipula todos eles de forma eficiente; levando o leitor a conhecer de forma mais clara o lado ‘condenável’ de cada um dos personagens, mas mesmo assim você irá torcer por eles. E para mim, a leitura acabou sendo mais rápida e “marcante” porque ocorreu na semana em que a CW anunciou o final do seriado The Vampire Diaries.

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E para fechar de forma adequada, a última semana trouxe uma surpresa boa: Heresia. O livro narra a trajetória de um monge que foi excomungado e acusado de heresia por ler livros proibidos pela igreja. E a medida que a estória progride, é possível refletir sobre o imenso poder que a igreja sempre teve (e ainda tem), como também a sua enorme capacidade de manipulação; a narrativa se passa no século XVI, e acompanhamos a busca de um homem pelo conhecimento e pela ciência, e como essa busca lhe trouxe graves problemas. Percebemos como a igreja por muito tempo buscou ocultar informações e conhecimentos que poderiam transformar a sociedade, como também acompanhamos de “mãos atadas” as guerras santas, as sangrentas perseguições em nome de Deus, é assustador como as pessoas, muitas vezes, usavam essa justificativa como “desculpa” para atos de crueldade pura e simples. A narrativa mostra padres que deveriam ajudar as pessoas, prejudicando-as e manipulando-as sem remorso; como também vemos como o significado de heresia varia de acordo com o interesse das pessoas que estão julgando: uma igreja diz que os que não respeitam e seguem seus ensinamentos são hereges, tornando todos que seguem a outra igreja condenáveis por eles, e vice e versa. E em meio a essa disputa, estão as pessoas, muitas em busca de respostas, outras apenas de paz e liberdade para acreditar no que quiser, mesmo que seja não acreditar em nada.

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E assim transcorreu a minha #MLI2016. Li apenas 4 livros, dos 8 que pretendia; mas experimentei diferentes sensações com eles, e refleti sobre muitas coisas. Ler é sempre um aprendizado, é sempre uma nova oportunidade de conhecer algo, mesmo que seja apenas para desvendar um mistério ou torcer por um romance entre personagens específicos. Independentemente de qualquer coisa, toda leitura é válida.

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O amargo relato de uma mulher traída (e do que ela é capaz)

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            Jodi e Todd, um casal que tinha tudo para dar certo, e pode-se afirmar que durante um tempo deu; uma narrativa angustiante que por vezes leva o leitor a um sentimento de aversão às pessoas como as retratadas.

            A mulher silenciosa é um thriller diferente, onde o mistério representa algo além da resolução de um crime, como as pessoas vão sendo transformadas pelos relacionamentos que vivem e as escolhas que fazem.

            Jodi é uma mulher contida, em alguns aspectos fria e bastante metódica.

            Todd é um homem que enxerga seus deslizes não como falhas, mas características componentes do significado de ser homem.

            Um relacionamento que existe há anos; diferente, complexo ou simples, que representa uma situação cômoda para ambos. E então, ocorre uma mudança que transforma esse “mundinho” contido e silencioso que eles vivem.  Uma mudança que vai modificar cada um deles de forma única, que vai mostrar-lhes até que ponto podem ir, onde ficam seus limites e do que são capazes de fazer quando estão sob pressão.

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            O livro é um relato (um pouco) inusitado de um casamento como muitos, com algumas particularidades incomuns e algumas reações graves, mas nem de longe representa algo impossível de acontecer. E isso é o que torna o livro mais impactante, durante a leitura o leitor vai experimentar sentimentos de indignação, raiva, aversão; e diante de algumas atitudes, tanto dele quanto dela, pode entender um pouco do ponto de vista de cada um; e essa sensação de empatia ocorre principalmente porque o livro é narrado em primeira pessoa, revezando pelo ponto de vista dele e dela.

            O leitor então é levado a experimentar os sentimentos vividos por ambos, e compreender como cada um justifica suas atitudes e considera suas ações presentes, passadas e futuras; é possível perceber que o ser humano é composto por sentimentos complexos, por vezes divergentes e como uma ação que para um representa algo pequeno, normal, pode significar a perda de tudo que o outro conheceu como real e verdadeiro; é possível perceber também a capacidade humana de maximizar o próprio sofrimento e vitimização, e em paralelo minimizar as consequências do que o outro sofre e sente.

            Um livro que vai te angustiar, entreter e por fim, surpreender, pois diante do desenvolvimento da estória você vai acreditar ter compreendido tudo, mas surpresas ainda irão surgir nas últimas páginas.

 

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