Fala Werneck

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O sentido da vida

 

Os animais são seres adoráveis e este livro mostra algumas razões.

Quatro vidas de um cachorro é uma leitura linda e agradável sobre a simplicidade da vida.

O ser humano vive com a sua busca incansável pelo sentido da vida, pelo significado da sua existência neste mundo;  e talvez, a resposta seja simples e bem clara, só falta percepção para notar isso.

 

O cachorrinho da historia vive quatro vidas, e em cada uma ele ‘descobre’ a sua importância.

Sofremos a cada morte, mas logo vemos que é apenas uma transição para uma nova etapa.

A medida que as vidas vão se sucedendo e os aprendizados sendo acrescentados, notamos a conexão entre tudo isso. Cada coisinha que se aprende, é útil em algum momento.

 

O livro exemplifica com maestria a importância do amor, do cuidado, do carinho. As emoções podem ser simples, o ser humano que as complica muito.

Além de mostrar como o amor faz a vida florescer, também mostra como a falta de amor e o ódio podem corroer e destruir vidas.

Bailey ama e é amado, mas também vai aprendendo o perigo que algumas pessoas podem representar, a maldade que as consome; e as consequências dessa crueldade podem causar danos permanentes, como o que Todd causou ao Ethan.

Mas ainda assim, o amor e a amizade prevalecem, e por eles vale a pena lutar; independente da quantidade de vidas.

 

Os animais são seres carinhosos que iluminam a nossa vida, mas para que aprendam a amar, precisam ser amados.

Cuide e ame.

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Não se deixe silenciar

 

Vox é um livro muito bem escrito e que expressa um pouco do conhecimento linguístico da autora.

A leitura começa angustiante e revoltante, para nós é impensável uma sociedade onde as mulheres são silenciadas de maneira tão abrupta.

 

Contadores de palavras, uma quantidade ínfima é permitida e a penalidade para quem violar é cruel.

Por que as mulheres deveriam perder a sua voz? A justificativa e a explicação são baseadas na religião. O discurso de fanáticos transforma um país.

A conversão de milhares retrocede uma nação, e ameça gerações.

 

Um lugar assustador? Sim.

Impossível? Nem tanto.

O que torna a leitura mais impactante ainda.

 

Quando você lê livros que mostram o alcance do discurso de fanáticos; seja por razões políticas, religiosas, ou outra qualquer, percebemos o perigo da intolerância; a crueldade que pode dar seguimento à isso.

Um livro que irá lhe perturbar um pouco, mas também é um grito de alerta.

 

Por mais que tentem calar e submeter uma parte da população, não conseguirão por muito tempo. Sempre existirão pessoas dispostas a lutar, pessoas que resistirão às injustiças, e farão o máximo que conseguirem para mudar isso.

Como já se diz: para o mau triunfar, basta que o bem se cale.

 

Que possamos fazer com que nossa voz seja ouvida. Em um mundo onde as injustiças são grandes, que possamos ser um pequeno raio de luz, de solidariedade, de respeito.

Que as mulheres consigam falar e ser ouvidas com dignidade, que elas possam se expressar. Não apenas com a voz, mas também com o corpo.

 

Nossa voz pode ser ouvida de diferentes maneiras, e todas importam.

O silêncio também é relevante e possui seus momentos; mas que ele seja opcional, e não imposto.

 

Leia Vox e fale sempre.

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O sabor da vida

 

Doces dias ácidos fala sobre as dúvidas e os questionamentos que todos temos. Será que estou perdendo tempo? O que devo fazer? Eu sou bem-sucedida?

 

Todos nós, em algum momento, temos a sensação de ter estagnado.

Mas a vida, às vezes, dá um empurrãozinho, ou uma porrada. E é isso que acontece com a protagonista da história: depois de um certo evento traumático, ela percebe que chegou o momento de tomar decisões e mudar a vida que não a satisfaz.

Mudando de carreira e país, ela descobre um pouco sobre o mundo, e muito sobre si mesma.

 

A medida que vai vivendo novas experiências, ela percebe como o mundo é vasto e quantas pessoas diferentes podem fazer parte de sua vida, basta permitir.

 

É preciso estar aberto ao novo, para assim desvendar os mistérios do desconhecido e provar os diferentes sabores que a vida pode ter.

Sua casa pode ser sua fortaleza, ou uma prisão. Só depende de você. O que você escolherá?

 

Saindo de tudo que lhe é familiar, talvez você descubra um pouco do que verdadeiramente importa.

A família é importante, os animais também. E os amigos, esses serão o seu sustento.

 

A personagem principal, que não tem nome, representa todos que estão buscando.

E em algum momento encontrarão; o seu lugar, a sua essência, o que importa.

 

Se só fosse permitido considerar uma coisa deste livro, seria viajar. Viagens têm o poder de transformar pessoas e vidas.

Aproveite muito bem a sua.

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A essência das tradições

 

A Índia é um lugar altamente religioso e cercado de tradições.

 

O livro nos falará sobre uma tradição específica, na qual as meninas de uma casta inferior devem ser entregues em casamento à deusa e passarem a vida como servas do tempo.

Mas a real significação desse ritual é bem mais assustador e cruel: essas meninas se tornam as prostitutas da aldeia, tendo a obrigação de atender todo e qualquer homem que aparecer em sua porta.

 

A leitura nos faz refletir sobre a importância das tradições, algumas representam uma parte edificativa da sociedade, mas também existem as que são o problema que continua destruindo a vida de muitos.

A tradição pode nos fortalecer, nos tornar pessoas melhores; mas também pode nos limitar e subjugar.

 

 Falar sobre religião, suas crenças e tradições, é um assunto delicado, exige tato e respeito. Cada um tem o direito de acreditar no que quiser, mas subjugar meninas de 8,9 anos é algo cruel, sombrio e triste.

Tantas vidas que se tocam e se destroem. Quantas pessoas precisarão sofrer até que se entenda que o futuro, para ser melhor, precisa ser construído com igualdade, respeito e amor?

Quantas meninas ainda sofrerão, não só na Índia mas em vários outros lugares do mundo, até que se respeite a infância?

 

As crianças merecem amor e respeito, elas merecem crescer cercadas de luz.

Elas merecem muito mais, para construir cada vez mais.

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Ponto de vista

 

Um homem que em vida não buscou construir vínculos e valores bons, encontra na morte uma solidão e um não pertencimento, sendo uma alma perdida com seu próprio corpo ainda.

Em contrapartida, temos um menino que tem atitudes boas e se preocupa com o avô.

 

Dois personagens bem diferentes: um, quer usar seu desalento para levar medo e desespero às pessoas com as quais encontra; o outro, quer apenas ajudar, cumprindo seu “dever” e não sendo feito de bobo pelos amigos.

 

Corpo Seco é escrito em versos com rimas, um livro infantil que através de suas metáforas pode desenvolver diversos conceitos interessantes para os pequenos.

Pais e professores podem se aproveitar dessa história de terror para conversar com suas crianças, analisando a vida dos personagens e como cada um percebe as situações de forma diferente.

 

 E não apenas para as crianças, nós adultos podemos refletir sobre a maneira como estamos enxergando a vida, se isso é algo bom ou ruim.

Às vezes, com as situações da vida cotidiana, acabamos limitando o nosso olhar e não percebemos como as coisas poderiam ser diferentes.

 

Empatia, serenidade, amabilidade.

Conceitos que podem ser apenas isso: palavras em um papel; ou podem ser muito mais. Se nos permitirmos ter um olhar menos amargo diante da vida, notaremos quanta doçura ela pode conter.

 

Basta termos coragem de encarar com um novo olhar.

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O que te define?

 

Os sete maridos de Evelyn Hugo é um livro muito bem escrito e estruturado, com uma narrativa envolvente sobre uma atriz famosa de Hollywood; que agora, aos 79 anos, decide revelar a verdade por trás de sua vida escandalosa.

 

No decorrer da leitura, vamos conhecendo diferentes camadas dessa personagem que é muito mais do que uma vida de ousadia e fama, e bem mais importante do que seus sete casamentos.

Inicialmente, julgamos se tratar de uma pessoa inconsequente que adora chocar e agir por impulso.

No entanto, acompanhamos a trajetória de uma jovem que desde nova tenta entender o seu lugar no mundo, e faz o que considera necessário para sair de uma situação de pobreza e realizar um sonho.

 

Nesse percurso, ela vai aprendendo a se conhecer, a lidar com as pessoas e os diferentes tipos de relacionamentos. Vai construindo sua percepção de sensualidade e o que isso significa.

Uma mulher marcada por escolhas, decisões que nem sempre foram pessoais, e tudo o mais que isso acarretou.

 

E além de termos Evelyn, essa senhora que decide revelar os segredos de décadas, há Monique, uma jovem repórter que é escolhida por Evelyn para fazer esse registro e nem sabe o motivo de ser a designada para a tarefa.

 

Duas vidas diferentes, duas mulheres que tentam compreender o seu valor e a sua relevância para o mundo.

 

O leitor ficará chocado quando o segredo que as une for revelado, e então tentará refletir sobre o que define uma pessoa.

Será que podemos definir uma pessoa pelo que ela mostra ao mundo?

Isso não representa tudo.

 

Vários fatores constituem uma pessoa. Existem circunstâncias, escolhas, sentimentos; tudo isso junto irá desenvolver a sua maturidade, construir a sua personalidade.

E dificilmente, você chegará à velhice sem arrependimentos. Mas, ainda assim, você pode manter a cabeça erguida por ter tentado da melhor maneira que conseguia, como Evelyn Hugo.

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O que é família?

 

Existem diversos tipos de família: as de sangue, as de afeição, as de adoção. Algumas têm mais valor do que outras? Acreditamos que não. Se é uma família, merece ser cuidada e respeitada.

Família no sentido essencial: pessoas que se amam, se cuidam, que tentam juntas resolver as dificuldades e diferenças.

 

A retornada fala sobre família e como a perda da referência do que ela significa é prejudicial.

Uma adolescente que descobre “ser parte” de outra família, e é devolvida para eles.

 

O ser humano se adapta, sempre se adapta. Mas é triste acompanhar essa adolescente tentando entender o motivo dessa mudança brusca; o silêncio por parte da mãe que a criou e a indiferença demonstrada pela mãe biológica.

A garota vai, aos poucos, vivendo nesse lugar diferente, mais pobre, onde ela tem pais que nem a notam direito e irmãos que não gostam dela.

Apenas a irmã e o bebê representam seu ponto de equilíbrio. Uma irmã que a aceita, que a recebe de braços aberto e a ajuda.

 

Durante a busca por respostas, comprovamos como as pessoas podem ser egoístas, uma “mãe” que destrói a família que tem… Ainda assim, será que é possível chamá-la de mãe?

 

Um livro para refletir sobre um assunto sensível: muitas famílias são construídas com filhos adotivos, existem as que passam por um processo de adoção longo… E também as “adoções em família” que podem ser mais delicadas.

Porém, independente do tipo de adoção, essas crianças merecem ser acolhidas e amadas. Elas merecem uma família para que consigam equilíbrio, nesse mundo desequilibrado que vivemos.

Em nenhum momento elas devem ser devolvidas porque uma situação diferente surgiu na vida dos pais. Filhos são para sempre.

 

Muitos erram ao pensar que as crianças não entendem nada; elas entendem mais do que os adultos gostariam que elas soubessem… Elas devem ser protegidas, mas também merecem aprender o que é o respeito, por elas e pelos outros; e isso é um processo, exige acompanhamento, proximidade, envolvimento emocional.

Criança precisa de exemplo e a certeza de que uma família “de verdade” pode superar qualquer dificuldade.

 

Uma leitura sobre família e honestidade. Dois elementos que devem permanecer unidos e em consonância para construir um porto seguro para os que ali vivem.

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Será que você reconheceria a maldade vivendo com ela?

 

Helena é uma mulher marcada por uma infância difícil e particularmente diferente.

 

Uma criança com uma vida selvagem e uma admiração absurda pelo algoz da sua própria mãe.

 

O livro irá envolver o leitor em uma trama confusa emocionalmente, onde você sente raiva dos atos de Jacob, pena da mãe e tristeza pela criança.

Será possível uma criança viver com a maldade e reconhecer sua personificação?

 

É absurdamente fácil reconhecer situações ruins e criticar, quando não se vive o problema. Mas a situação é completamente diferente quando você vive dia após dia, ano após ano, sofrendo violência física e psicológica.

Essa situação pode destruir muitas pessoas, enlouquecer outras e transformar ainda aquelas que perdem toda a fé na vida; essa última parece a mãe da Helena.

Além de tudo isso, existe uma criança que não entende a mãe, mas admira com todas as forças o pai.

 

A leitura será sensível, porque você poderá acompanhar a construção desse vínculo entre pai e filha através de flashbacks; e com os acontecimentos finais nota-se que a filha conseguiu enfim enxergar além dessa relação, conhecendo em essência o que esse homem cruel pode destruir sem um pingo de arrependimento.

Conheça essa história de rapto e cativeiro; e entenda que algumas coisas que se quebram, não podem ser recuperadas nunca.

 

A maldade existe em todas as pessoas que não conhecem o amor, ou não o valorizam; a crueldade pode surgir em diferentes formas, e também é possível notar como muitas pessoas são movidas por dinheiro, e não se importam nem um pouco com os sentimentos dos outros.

A esperança não está perdida, com amor, confiança e trabalho conjunto é possível lidar com passados sombrios e escândalos midiáticos.

 

Admire a força da Helena e torça para que ela consiga ir além.

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O que é a felicidade para você?

Felicidade, algo tão profundo e ao mesmo tempo tão simples.

 

Todo o tempo do mundo aborda esse tema de uma maneira singular.

Será que viajar no tempo resolveria a sua vida? Ou a tornaria mais complicada ainda?

 

Vitor nutre um amor antigo pela Amanda, e passa por muitas dificuldades tentando entender o que desencadeia suas viagens no tempo; ele muitas vezes se questiona se o que acontece é uma benção ou uma maldição. Voltar no tempo é interessante, mas quando o salto é para a frente, parece que algo se perde.

 

A vida é feita de momentos, alguns bons e outros nem tanto. Vitor tem dinheiro, uma vinícola e uma carreira de sucesso, e mesmo assim, não parece ser o suficiente… Falta algo, falta alguém.

 

Felicidade, uma palavra que tira o sono de muitos, confunde tantos outros, e ilude centenas que não a compreendem. Ser feliz é tão difícil assim? Ou será extremamente simples?

 

Quantos encontros e desencontros não acontecem diariamente? Sem que nem mesmo tenhamos notado isso. São tantas pessoas habitando esse planeta, tantas vidas entrelaçadas, misturadas, e acorrentadas.

 

Existem coisas que acontecem e te marcam para sempre, e outras que se esvanecem com a passagem do tempo.

Às vezes nos preocupamos em excesso, em outros momentos somos despreocupados até demais.

Quantos paradoxos nos cercam e nos tornam reais?

 

Vitor é um homem marcado pelo amor, pela perda e pela solidão.

E mesmo tendo levado muitas porradas da vida, ele se adaptou a tudo que suas viagens no tempo lhe trazem, e vive relativamente bem, buscando uma vida sem tantas emoções.

Mas será que isso faz sentido? Será que vale a pena viver assim?

 

Tragédias acontecem todos os dias, mas não podemos deixar que elas nos definam.

Mesmo com todos os problemas da vida, mesmo com todas as pessoas cruéis, maldosas e prepotentes, Amanda e Vitor continuam buscando a felicidade.

 

Aquela felicidade real, simples, que habita os pequenos momentos do dia a dia, aquele suspiro de serenidade que cerca os momentos de gratidão.

Mesmo que um mundo inteiro esteja a nossa frente, nos esperando, nunca saberemos quando iremos partir desse lugar que chamamos de lar, mas uma certeza nos é garantida: possuímos o agora, o presente, uma dádiva que merece ser vivida e valorizada, mesmo quando parecer não haver saída é possível encontrar um raio de sol.

Um fiapo de luz que irá trazer de volta a sua esperança. Acredite, busque.

 

O amor vale a pena.

O amor merece mais.

Não diga, levianamente, que é amor. Viva-o.

 

Quantas vezes na vida nos perguntamos o que é felicidade?

Quantas vezes na vida perguntamos aos outros o que é felicidade?

 

Sabe quando Vitor entendeu um pouco do que é a felicidade? Quando parou de perguntar aos outros o que é a felicidade, e começou a ouvir as respostas que estavam dentro dele mesmo.

A felicidade pode estar em tudo e em qualquer coisa.

 

Vivencie a felicidade simples com a leitura deste livro, e em cada história com a qual entrar em contato no futuro. Permita-se sentir todas as emoções que irão surgir com esse momento de empatia, sejam as emoções boas ou ruins, não deseje avançar no tempo e pular isso, apenas sinta.

 

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O valor da vida é inestimável

 

Quando a humanidade irá perceber que a vida não é algo que deve ser considerado com descaso?

Erik escreve de maneira incrivelmente fluida, esse livro de não ficção levará o leitor a sentir um pouco da vida da Nova York durante a Primeira Guerra Mundial. Um lugar onde as pessoas já estavam acostumadas à crueldade humana, os jornais eram cheios de notícias de assassinatos…

A Primeira Guerra Mundial foi marcada pelo uso de submarinos para afundar e destruir navios, a Alemanha desenvolveu um método frio de analisar quais navios deveriam ser atacados ou não; mas a realidade mostrou que, no fim das contas, dependia basicamente dos capitães tomar essa decisão, e num lugar onde os capitães que afundassem a maior quantidade em tonelagem de navios seria “aplaudido”, eles começaram a de forma desumana atacar qualquer navio inimigo ou neutro.

O Lusitania era um navio incrivelmente grande e luxuoso, representava grande poderio e riqueza. E era neutro.

Um capitão de submarino surpreendentemente impiedoso, uma rota problemática, mensagens que não foram enviadas e outras que chegaram truncadas levaram a um desastre épico.

Mais de mil vidas foram perdidas, muitas crianças, muitos bebês.

Através dos fatos podemos perceber como as pessoas podem ser frias e calculistas, como aqueles que detém o poder podem avaliar as possibilidades e deixar de proteger civis em troca de segredos de estado. O poder é algo perigoso para aqueles que não sabem lidar e para os que perdem a noção da responsabilidade que adquirem quando o possuem.

As nações que estavam em guerra estavam sendo afetadas e destruídas por batalhas sem fim, que a cada dia aconteciam com “novidades bélicas” mais hediondas: gases que matavam muitos; submarinos que destruíam a distância e depois seguiam viagem, sem nunca ouvir o grito dos inocentes.

Lendo livros assim, nos perguntamos o que motiva esse tipo de ação por parte dos seres humanos; talvez não suportem a possibilidade de estarem errados, ou então se achem melhores do que os outros, quem sabe até não pensam que estão apenas adquirindo o que lhes pertence por direito?

Não sei o que pode ter motivado todos eles, e nem mesmo o que motiva as pessoas que iniciam as guerras na atualidade, mas o que é possível sentir através das palavras é parte do sofrimento das pessoas que são pegas desprevenidas no meio desse tipo de situação. Pessoas como as que estavam a bordo do Lusitania que acreditavam que navios ingleses fariam a escolta pela costa “problemática” até o porto, algo que não aconteceu. Pessoas que viram suas famílias serem destruídas, pessoas que viram seus filhos desaparecem, e tantas outras que precisaram depois identificar os corpos quando chegavam à terra firme.

É triste pensar em algo assim, e mais triste ainda perceber quantos desastres aconteceram, por frieza humana, por falta de ajuda, por força bélica.

A Primeira Guerra Mundial aconteceu, foi cruel, países que estavam neutros inicialmente acabaram entrando na guerra depois. Muitas vidas foram tomadas… E mesmo assim, depois ainda veio uma Segunda Guerra Mundial, mais atroz ainda.

O ser humano ainda precisa aprender a valorizar a vida e respeitá-la.

Respeitar quem é igual e quem é diferente, aprender a conviver.