Fala Werneck

@fala.werneck_resenhaaface

 

Editora Global

286 páginas

 

Quem são elas?

 

“As mulheres árabes são sacrificadas nos altares de Deus e do dinheiro, desde o momento em que nascem até a hora de sua morte.”

 

“A face oculta de Eva” é um livro de não ficção escrito por uma psiquiatra egípcia que dedicou a sua vida não apenas ao trabalho na área de saúde física e mental, mas também se empenhou para denunciar injustiças e gerar questionamentos sobre a vida das mulheres árabes e o seu lugar na sociedade oriental.

 

Discorrendo sobre situações violentas que ocorrem com as mulheres desde o momento em que ainda são pequenas crianças, a autora nos choca com os relatos da dor pela qual passam, mesmo na atualidade, por causa de tradições antigas e aterrorizantes.

 

A mulher árabe não tem voz nem mesmo em relação ao que acontece com o próprio corpo, precisando se submeter e calar qualquer anseio que possua por causa de costumes e expectativas sociais.

 

Lendo sobre as mulheres árabes, percebemos como existem problemas que afetam a existência da mulher em qualquer parte do mundo.

 

A tradição é algo muito forte, porque controla, determina e conduz de uma maneira que quase não sofre questionamentos. Grande parte das tradições é baseada em aspectos religiosas, e o maior problema ocorre pela forma como a interpretação desses textos é feita e usada, principalmente movida por interesses econômicos.

 

Sabemos quantos manipulam e controlam as pessoas através de “leituras” tendenciosas, preconceituosas e limitadas. O exemplo mais gritante que temos ocorre com as mulheres, sempre consideradas inferiores, perigosas, símbolos de queda e sofrimento.

 

Através de pequenos relatos, a autora nos mostra como essa manipulação é feita de uma maneira tão elaborada, que as próprias mulheres passam a perpetuar esses discursos controladores e destrutivos.

 

No entanto, com suas palavras fortes, Nawal nos lembra que é preciso encarar de frente essa dura realidade. Questionar, pensar, debater, agir para que a mudança seja real e abarque todos os necessitados. Muitos sofrem ao redor do mundo, mas as mulheres representam a maior parcela e isso já ocorre por tempo demais.

 

É algo que precisa mudar, as mulheres não podem mais baixar os olhos. Nunca mais.

Por muitos séculos elas esqueceram, mas passou da hora de lembrar do quanto são fortes, determinadas e valiosas. Seus sonhos, anseios e escolhas merecem espaço e precisam ser respeitados.

 

Uma leitura tão magnífica quanto dolorosa, que mostra como a mulher sempre paga um preço alto, seja pela liberdade ou pela submissão.

Por isso, se é para arcar com algum preço, que seja para ser livre e fazer as próprias escolhas.

 

Porque nós temos valor e merecemos.

 

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@fala.werneck_reunidos

 

A saga “Imperdoáveis” é formada pelo paralelo entre divino e profano.

 

Hoje falarei um pouco sobre o início do terceiro livro da série, então já esteja avisado porque alguns spoilers estarão presentes.

 

Nos dois primeiros livros (“Imperdoáveis” e “Viciados”), a gente acompanha a vida da Clarissa, uma menina muito tímida e sensível, que nasceu com o dom da premonição; e a jornada do Daniel, seu anjo da guarda.

 

A amizade deles foi desenvolvida de uma forma tão singela, que criou um amor forte e sublime.

 

O tempo foi passando e o anjo aprendendo cada vez mais com a adorável menina mortal.

 

Só que a intensidade desse amor começou a criar ameaças e Daniel precisa tomar cuidado, já cometeu três pecados imperdoáveis e assim se aproxima cada vez mais de um destino infernal.

 

Para protegê-lo, Clarissa decide afastá-lo. E ambos sofrem muito com isso.

 

O terceiro livro já começa nos mostrando com o prólogo um lado do Daniel que ainda não conhecíamos; contando um pouco mais sobre a fatídica época antes do renomado Principado cometer o primeiro pecado imperdoável.

 

Logo depois, o impacto já é enorme com um primeiro capítulo intenso, emocionante, com cenas que me lembraram o filme “Constantine” e algo que mudará de vez a vida do Daniel.

 

Clarissa já é uma adolescente mais determinada agora, que faz coisas impulsivas, mas continua sentindo o mundo sobrenatural intensamente.

 

O carnaval chegou, as festas de rua agitam os ânimos e forçam os limites de anjos e humanos.

 

Qual perigo está se aproximando agora?

 

Terminei a amostra de leitura chocada e aflita para descobrir o que virá pela frente e como o Daniel e a Clarissa voltarão a se aproximar, como o próprio título do livro nos sugere.

 

Agora me conte, você já conhece a série?

Ficou curioso para ler?

@fala.werneck_aseg

 

Faro Editorial

253 páginas

 

A força das mulheres

 

Violet e Edie são irmãs gêmeas médiuns que passam por muitas situações sérias e difíceis depois que a mãe morre.

 

A história se passa no século XIX e mostra como as mulheres eram controladas e silenciadas pelos homens e por uma sociedade que não reconhecia o valor delas.

 

A espiritualidade desperta o interesse de muitas pessoas, algumas buscam aprender melhor o mundo que está além do material, outras querem consolo depois da perda de um ente querido e também há as que possuem apenas aquela fagulha de curiosidade.

 

O livro é uma ficção, inspirada em duas irmãs médiuns reais, que tenta elucidar o quanto era perigoso possuir um dom assim em uma época de tanta ignorância e crueldade.

 

As mulheres eram presas e enclausuradas em sanatórios quando alguém denunciava que elas eram médiuns e passavam por momentos tenebrosos nesses lugares onde eram vítimas de experimentos, chegando ao ponto de se perderem de si mesmas.

 

Só que a crueldade não parava por aí, muitas mulheres eram levadas para esses lugares por maridos que queriam se livrar delas, por motivos diversos e completamente machistas.

 

Ser mulher já era difícil, mas ser mulher e médium era ainda mais desafiador.

 

Algumas tinham o dom, outras fingiam e tentavam ganhar o seu sustento enganando pessoas enlutadas.

 

Edie e Violet herdaram o dom de sua mãe e, quando a mãe morre em uma tentativa fracassada de lidar com um espírito que precisa partir, Edie fica em choque com o que presencia e nem consegue revelar para a irmã o que realmente aconteceu do outro lado do véu.

 

As irmãs fogem depois que o pai ameaça levá-las para o sanatório e começam a trabalhar com um grupo itinerante de médiuns que vive fazendo apresentações em várias cidades.

 

Mas o perigo continua por perto e elas precisarão lidar com a ameaça que existe desde a morte da mãe.

 

A história permite que o leitor reflita sobre o preconceito, os perigos de uma sociedade machista e as nuances políticas de uma época marcada por tantas injustiças contra as mulheres.

 

Além disso, mostra bem a força das mulheres e como elas sempre encontram formas de se unirem, de mostrarem o que pensam e marcarem o mundo.

 

Porque mesmo que queiram calar a voz delas, de alguma forma essa voz conseguirá se libertar e gritar.

 

As mulheres enfrentam tudo e são capazes de muito! Cada vez mais elas demonstram isso.

 

Ficou curioso para conhecer a história? Já leu alguma que fala sobre a conexão entre as mulheres e a religiosidade assim?

 

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@fala.werneck_resenhaasg

 

Selo Poseidon

144 páginas

 

Família: caos e compreensão

 

Livros que narram histórias familiares nos envolvem, cativam e mostram dinâmicas inspiradoras e transformadoras.

 

No entanto, todos nós sabemos como o convívio familiar pode ser complicado, delicado e até caótico.

 

Esta HQ retrata exatamente uma família assim, repleta de diferenças, com pessoas geniosas e que em certos momentos se mostram intransigentes.

 

Toda família tem alguém implicante, alguém encrencado.

 

O personagem principal é um jovem que sempre se sentiu distante da família e julgado por todos.

 

Só que agora, quando ele volta para a sua cidade e começa a viver na casa da avó, com ela e as tias, nota que grande parte do distanciamento que sempre sentiu foi causado por ele mesmo. Principalmente na sua relação com o pai.

 

Ele tinha tanto medo de ser julgado e excluído, que sequer tentava se aproximar verdadeiramente, e não entendia que não seriam todos tão negativos quanto ele imaginava…

 

Além disso, conforme começa a conversar com a prima e descobre mais sobre o passado das tias, entende as dificuldades que elas enfrentaram, como cada uma teve que lidar com algum desafio particular na vida e as mudanças que essas questões geraram.

 

Se não nos abrirmos, perdemos a oportunidade de vislumbrar um pouco do que as gerações anteriores viveram e como tudo isso construiu o presente.

 

Família sempre vai ter algo complicado e exigirá com frequência que nós saibamos respeitar, ouvir, tentar acolher e entender o que nos torna diferentes.

 

Se abraçarmos essas particularidades, seremos mais felizes e poderemos verdadeiramente ter com quem contar.

 

E isso é o que torna uma família real.

 

Isso que importa e que nos dá forças.

 

Porque se torna o nosso alicerce para ousar viver.

 

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@fala.werrneck_resenhaflores

 

Editora Global

264 páginas

 

Poesia de todo e qualquer lugar

 

“O poeta é o fotógrafo do sentimento.”

 

A melhor frase para iniciar esta resenha e falar da escrita do Sérgio Vaz.

 

Um poeta que fala muito bem dos sentimentos, de forma direta, e que mostra a beleza que há no cotidiano mais simples.

 

Lembrando ao leitor que a poesia alimenta almas e transforma vidas, inspira a luta por dias melhores.

 

Luta essa que exige muita dedicação, força de vontade e persistência… porque o caminho não é fácil não.

 

Mas pode ser belíssimo!

 

“Flores de Alvenaria” é um livro repleto de textos que falam da vida real, dos desafios que cercam as nossas existências, da importância de aprimorar os nossos conhecimentos, acreditar nos nossos sonhos e buscar caminhos para que eles se realizem.

 

Nada vem de mão beijada e, como ele bem diz, precisamos transformar as lágrimas em calos para que o amanhã seja melhor.

 

Derrotas e vitórias fazem parte do percurso e juntas constituem a nossa força.

 

Além disso, o poeta fala sobre como a poesia é uma arma e uma das mais poderosas, porque modifica ideias e gera uma revolução.

 

Uma leitura fascinante e provocativa.

 

Cada um pode descobrir a sua voz, sentir a força das palavras e o acolhimento que vem delas também.

 

Falar de sentimentos pode ser doloroso, mas é fundamental. Quando desbravamos este mundo interno, percebemos que batalhas similares são enfrentadas por outros também.

 

Dias bons, dias ruins.

 

Momentos inspiradores, situações frustrantes.

 

Tudo isso nos cerca e deve servir de base para que um lindo sol habite a nossa alma e nos ajude a iluminar os lugares por onde passarmos.

 

A vida tem muitas encrencas, mas também o potencial para ser maravilhosa.

 

E não esqueçam…

 

“O final é quando você desiste.”

 

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@fala.werneck_resenhairm

 

Madras Editora 

256 páginas

 

O que é a vida?

 

Imagine fazer parte de um grupo religioso que tem a importante missão de proteger Jesus e os seus ensinamentos?

 

Esse convite é feito, de forma elaborada, para o jornalista que é o protagonista do livro.

 

O homem fica surpreso com o convite, descrente diante das revelações e também empolgado para saber mais, entender melhor tudo isso e encontrar o Mestre.

 

Nesta jornada, ele conhecerá muitas pessoas que irão oferecer lições importantes, mas as mais profundas serão movidas pelo verdadeiro conhecimento de si mesmo.

 

Ao tentar ajudar os membros da Irmandade da Cruz a manterem seu segredo protegido, ele começará a perceber os rumos que sua vida tomou, as escolhas que fez e o quanto disso tudo nunca fez tanto sentido, apenas eram coisas que o consumiam.

 

Com Armand, ele compreende que escolhas importantes demandam algum tempo de reflexão; com Julius, ele nota o valor da serenidade para absorver as lições milenares silenciosas que alguns lugares nos oferecem, mostrando que tudo que há de elaborado e majestoso foi construído com pequenas partes que se encaixaram perfeitamente.

 

A jornada do personagem nos mostra a importância da fé e de como ela pode expandir o nosso mundo pessoal.

 

Tratando-se de uma fé que gera reflexões, debates, questionamentos e permite que as pessoas amadureçam ao praticar respeitosamente esses “embates” de ideias.

 

Por se aproximar cada vez mais de pessoas conscientes de que há coisas com muito mais valor do que os bens materiais, o jornalista entende o quanto o seu ego sempre o controlou e guiou.

 

Agora ele está tendo a oportunidade de parar e avaliar pelo que a sua alma anseia.

 

Uma leitura reflexiva e que também possui um ritmo “acelerado”, de certa forma, por causa da busca pelo homem que está transtornado e ameaça revelar ao mundo a existência da Irmandade da Cruz e os seus segredos.

 

Ficamos curiosos com o momento em que esse novo membro finalmente conhecerá Jesus, como será esse encontro e o que representará para ele estar diante desse homem iluminado sem igual.

 

O final surpreende e nos deixa com uma reflexão para a vida.

 

Estamos fazendo a nossa parte para construir um mundo melhor?

 

Como seria estar diante de alguém como Jesus?

 

Estaríamos “prontos” para esse encontro?

 

Demonstraríamos serenidade ou apreensão diante de uma alma evoluída assim?

 

Uma leitura que nos alerta sobre a importância e a força dos pensamentos, o valor da oração e a grande relevância da autodescoberta.

 

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@fala.werneck_resenhaintertrigem

 

Câmara Brasileira de Jovens Escritores

74 páginas

 

Fases da poesia

 

“Intertrigem” é o primeiro livro de poesia do autor e traz poemas de estilos variados: uns para divertir, outros para emocionar e ainda há aqueles feitos para refletir.

 

A melodia presente nos versos é bela, como a que encontramos no poema “A morte”.

 

O texto que fala sobre as fases nos lembra como às vezes pode ser difícil compreender as nossas próprias emoções e assimilar o significado do que estamos sentindo sem que isso magoe outra pessoa.

 

As críticas ao significado de “alta poesia” são divertidas e o poeta faz graça enquanto se dirige a um rival que disputa com ele a posição de “melhor poeta”.

 

O estilo singular do autor já está presente neste livro, ainda que exista a presença de mais leveza com vários poemas engraçados.

 

O poeta se aproxima do leitor e mostra o quanto podem ser parecidos, como há tantas angústias similares e alegrias também.

 

A vida é feita de poesia, que pode surgir nos momentos mais improváveis e naturais.

 

E, vivendo essa poesia, a vida tem graça.

 

Sentindo o texto com diferentes sentidos, pois…

 

“Não leio meus versos com meus olhos, leio

Com meus ouvidos, 

Pois só assim posso ver o roncar das rimas…”

 

Vamos ler e ouvir a poesia?

@fala.werneck_osatrevidosresenha

 

Faro Editorial

256 páginas

 

Atreva-se a descobrir o extraordinário

 

Muitas vezes pensamos no significado de sucesso, genialidade e felicidade.

 

Quantas vezes imaginamos que essas coisas são para poucos? Para pessoas que nasceram com algum dom específico e muita sorte.

 

No livro “Os atrevidos dominam o mundo”, o autor nos leva em uma jornada reflexiva, que apresenta várias histórias de pessoas que foram singulares neste mundo e nos faz perceber quanto esforço é necessário, quanto empenho e quantos anos para finalmente alcançar algo magnífico.

 

Assim, ele nos mostra que não basta ter talento, é preciso foco, dedicação e muita força de vontade para persistir e superar as dificuldades, os erros e as dúvidas que surgem pelo caminho.

 

São tantos fatores que envolvem as nossas vidas, questões que podem nos ajudar ou atrapalhar; mas, como diz o Jacob, precisamos ser atrevidos, ousar e nos expor aos tropeços da jornada para sairmos da fila da mediocridade.

 

É difícil? Demais!

Vai doer? Com certeza! 

 

Porque precisaremos remodelar tantos pensamentos que nos limitam; aprender a perceber que os problemas não estão dentro de nós, mas acontecendo conosco ou ao nosso redor; e aceitar que muitas pessoas não conseguirão compreender o nosso caminho.

 

Só que ele é nosso, precisamos nos conhecer, nos respeitar e lutar pelo que representa a nossa paixão, o nosso talento que precisa ser lapidado e pode trazer algo de bom para o mundo.

 

As mudanças não acontecem do dia para a noite, às vezes não é tão simples descobrir qual é o seu talento… mas se você se dedicar para verdadeiramente se encontrar e compreender, irá desvendá-lo.

 

E com ele poderá alcançar o seu verdadeiro potencial.

 

Alguns conceitos que o autor analisa são muito interessantes, como os limites e também o tempo.

 

Se pararmos para refletir, os limites realmente não existem, são formados por crenças e percepções que bloqueiam as pessoas. Então, por que se restringir assim?

 

O tempo é algo espetacular, porque o que existe é um constante agora… 

Passado e futuro só existem na nossa mente, e a gente se deixa consumir tanto por isso!

 

O livro é um maravilhoso lembrete de que podemos (e devemos) ousar acreditar no que alimenta a nossa alma e construir algo especial com isso.

 

Você já leu alguma obra do autor?

 

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@fala.werneck_resenhasefor

 

Editora Global

181 páginas

 

Como está o seu olhar?

 

Loyola é um grande escritor, que nos faz refletir sobre algo particular com cada texto que cria.

 

“Se for pra chorar que seja de alegria” é um livro de crônicas que nos lembra do valor da vida, do empenho que precisamos e do olhar sensível e interessado que sempre devemos ter, porque o mundo tem muito a nos oferecer e as oportunidades são infinitas se nos permitirmos.

 

Quando ele comenta sobre sonhos, mostra que cada um tem o seu e merece lutar por ele, independente do que digam ou de “fórmulas” que possam querer ditar como isso deve acontecer.

 

Ele fala de literatura de uma maneira tão empolgada, que os leitores apaixonados pelo mundo dos livros logo conseguem se identificar.

 

Loyola cria crônicas que nos mostram São Paulo de uma forma boêmia, suave e também, em algumas partes, agitada (como toda capital).

 

É interessante refletir sobre um outro lado da censura, na Ditadura terrível que o país viveu, que são os censores. Pessoas que nem sempre gostavam desse trabalho e encontravam formas de mostrar isso, mesmo que sutilmente…

 

Quando ele fala dos “recursos” que os jornalistas usavam e até “brincadeiras” com as palavras, que eram uma forma de protestar contra essa amarra diante dos textos, o autor nos lembra que mesmo nos momentos mais sombrios, nas épocas repletas de escolhas duvidosas e atos cruéis de muitos, ainda existia (sempre existiria) a vontade de lutar pela liberdade, pelo respeito, para que as diferentes vozes fossem ouvidas.

 

E isso é algo que ainda representa uma luta, porque mesmo hoje, com todo o alcance, a liberdade e as possibilidades, ainda querem calar muitas vozes.

 

Só que a vontade de viver bem, sentir e se libertar sempre será maior.

 

Ler este livro de crônicas desperta aquela vontade de expandir os horizontes, conhecer novos lugares, arriscar outras possibilidades na vida, se permitir verdadeiramente sentir os momentos mais simples e singelos.

 

Isso que forma o livro da nossa vida.

 

Existe muita força, muito amor e muita luz neste mundo para que o choro seja de alegria.

 

Loyola nos lembra disso.

 

Nunca é tarde para tentar, para mudar, para fazer.

 

Depende da gente e de como decidimos encarar as coisas.

 

Uma ótima leitura!

 

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@fala.werneck_confrariaresenha1

 

Editora Bem Cultural

102 páginas

 

A leveza da poesia

 

Antologias poéticas são ótimas oportunidades de conhecer novos autores.

 

Nesta, iremos conhecer mais de 40 poetas.

Cada um com seu olhar, seu jeito, mas todos tendo em comum a simplicidade na escrita e o amor pela poesia.

 

Poemas que falam de amor, de novas oportunidades, de afeto, de beleza.

 

Palavras que despertam várias emoções, geram reflexões e nos fazem pensar sobre a vida, sobre o que nos inspira e como precisamos manter o nosso olhar curioso e gentil diante da nossa existência.

 

“O que pode ser mais infinito do que palavras se despindo…?”

 

Um verso belo e tão múltiplo, porque pode ser lido de forma singela, suave, mas também intensa e até ousada.

Porque desnudar a alma exige coragem e isso os poetas têm de sobra, concordam?

 

“dos que vivem o hoje tão intenso que o amanhã é apenas um resultado natural”

 

Agora um outro poeta, com esse verso, nos lembra da importância de viver o presente, de sentir e se entregar com o coração.

 

Muitos falam do amor, que pode surgir de várias maneiras e precisa ser cultivado na nossa alma porque… 

“Enquanto ainda se crê no amor

O coração não envelhece…”

 

Que a gente consiga continuar acreditando sempre… no amor romântico, no amor fraternal, no amor maior e no amor-próprio.

 

É o que existe de mais forte, intenso e que transcende.

 

Poesia é uma declaração de amor e esta antologia é a representação física de um projeto singelo e admirável.

 

Mais uma vez, fica o convite: vamos ler poesia?