Fala Werneck

heroinas

Trechos

 

“Para uma menina como eu, conviver com a personificação de seu sonho é um presente.”

 

“Ah, autoestima, se você fosse encontrada na farmácia, eu te tomaria em doses cavalares.”

 

“Eu aprendi a escutar e a valorizar a fala da outra, ainda que, às vezes, seja uma fala diferente da minha; a voz de toda mulher deve ser respeitada. Sororidade é isso, né? É a gente se reconhecer uma na outra.”

 

“Tive sorte de ter mulheres que vieram antes de mim para abri meus caminhos e, sobretudo, abrir minha mente.”

 

“Nos meus erros, espero encontrar pessoas que me ajudem a refletir, e não que sejam carrascas.”

 

“O mundo e o universo eram enormes e, apesar de ter certeza de que nunca seria capaz de ver tudo, não desistiria de explorar o que pudesse.”

 

“- Vou sentir falta disso – disse Sofia, com a cabeça debruçada sobre as mãos, com um ar nostálgico. – Sabem como é… apesar de tudo.”

 

“- Minha mãe parece a Regina George de Meninas Malvadas – alertou Sofia.”

 

“De repente, notou que a mulher que estava na sua frente não era mais a menina que tentou cuidar ao máximo. Ela havia crescido e trilharia o próprio caminho. Estava na hora de deixá-la voar.”

 

“É a prova de que com determinação, trabalho duro e empatia a gente pode mudar o mundo onde vive.”

 

“- As pessoas sempre vão falar alguma coisa. É você que decide como vai ouvir.”

 

“Foi um beijo gostoso, com sabor de tudo o que os dois haviam perdido com aquela história, desde a infância até os pais, mas também com a possibilidade de tudo o que poderiam conquistar juntos.”

 

“Aos poucos, uma onda de limpeza nacional começou a acontecer. Sem sangue. Sem prisões. Sem revoluções. Era a cultura nacional se modificando, o medo de ser descoberto transformando-se em desinteresse em ser desonesto.”

aretornada

 

Primeira frase da página 100: ” -Não, vai bem sem também. -E terminou a fatia que segurava nas mãos.”

 

Do que se trata o livro: Narra a vida de uma adolescente que de repente descobre que sua família biológica é outra, e ela então é deixada com eles para viver. Trata-se de uma família pobre com muitos filhos. Os pais não demonstram interesse por ela, os irmãos não gostam de ter mais uma pessoa com quem dividir a comida, que já é pouca. Apenas a irmã parece se importar; e um dos irmãos que demonstra um interesse que não é fraternal.

 

O que está achando até agora?

 Interessante e complicado. Essa menina, da noite para o dia, se vê em um “mundo” totalmente diferente. O ser humano se adapta, sempre se adapta. Mas nem sempre é fácil.

 

O que está achando da personagem principal?

A menina está confusa, não sabe porquê os pais que sempre viveram com ela, a entregaram assim. Ela sofre com as mudanças, precisa lidar com a indiferença dos pais e com o descaso das pessoas por ela ser alguém que retornou. Ela sente por não saber o motivo de ter sido devolvida. Parece uma personagem que vai crescer e ser forte, por estar aprendendo a lidar com o descaso das pessoas e todas essas transformações na vida.

 

Melhor quote até agora: “Às vezes, basta um pouco para a vida mudar de repente.”

 

Vai continuar lendo?

Preciso saber o que vai acontecer com ela! Por que os pais a devolveram? Será que por algum motivo foram obrigados? Relações familiares são complicadas, criar crianças é bem difícil, e essas “adoções em família” representam um terreno incerto. Vamos ver o que significa esse “abandono”, essa “devolução”…

 

Última frase da página 100: “Sentou-se com os outros, como quando Vicenzo era vivo, mas colocou o prato no colo sob a mesa e comeu assim, com a cabeça baixa.”

para continuar

Trechos

 

“Nesse instante, sinto que aqui está a razão pela qual eu finalmente declararia guerra à minha vida tediosa e limitada.”

 

“Mas eu também sei que não podem fazer nada disso, e enquanto eu e minha doença coexistirmos, teremos que lidar com o fato de que sou o único que tive esse azar em nossa família.”

 

“Ao mesmo tempo, é interessante perceber como se pode conhecer uma pessoa há bastante tempo e, então, um dia ela agir diferente com você e tudo parece desandar.”

 

“-Eu sei. Mas você não deve se envergonhar do seu problema no coração. Também já falamos sobre isso milhares de vezes.”

 

“Quero desesperadamente localizar o bem-estar que sentimos quando encontramos uma pessoa que não vemos há muito tempo, mas não consigo.”

 

“-É um dom que tenho. Todo mundo que vê meus trabalhos diz que eu preciso levar minha arte adiante. Fico feliz em pensar que sou bom em alguma coisa.”

 

“Quando arrasta a antiga madeira, aparentemente tem a visão de outrora: as lanternas brilhantes formam uma grande rede de estrelas no teto, convidando-a para um passeio através dos olhos, no único lugar do mundo onde a vida põe a realidade de lado e torna-se uma fantasia inflexível.”

 

“Com todo o sofrimento, ele me ensinou que deveria focar minha energia em algo que valesse a pena.”

 

“Não sei se é apenas uma impressão causada por toda a história que acabei de ouvir, mas enquanto unimos nossos corpos e subtraímos nossas razões, a lanterna acima de nossas cabeças torna-se mais e mais brilhante, como se controlada pela medida imponderável do nosso amor.”

 

“Sei que é bobeira, são coisas muito simples, mas dói pensar que eu quase perdi tudo isso.”

 

“E, assim que nossos lábios se tocam, eu me dou conta outra vez de que há instantes em que é preciso voltar ao início.”

 

“Existem poucos momentos na vida em que conseguimos juntar aqueles que mais amamos. Para minha sorte, estou em um deles.”

corposeco

 

Hoje vim falar um pouco do livro infantil Corpo Seco da Andreia Marques, nova autora parceira do blog.

 

Primeiro, gostaria de falar um pouco sobre a importância da literatura infantil na minha vida. Trabalho na biblioteca de uma escola de ensino fundamental, e me deparo com o desafio diário de incentivar o hábito da leitura na vida dos pequenos.

Alguns gostam de ler, outros não.

Mas muitos procuram histórias “assustadoras”, e dificilmente acham. Não se fazem muitos livros assim para crianças, e ao folhear Corpo Seco já percebi que é um livro que as crianças vão gostar de ler.

 

As ilustrações são bonitas e meio assustadoras (como as crianças gostam) e o material do livro é de qualidade.

Ao ler as primeiras páginas me deparei com outra surpresa muito boa: o livro é escrito em versos e com rimas!

As rimas representam uma dificuldade para muitas crianças, e ver um livro construído com cuidado assim, nota-se que a autora possui um grande conhecimento do mundo infantil e realmente procura criar obras que serão adoradas e lidas repetidas vezes pelos pequenos.

 

Livros assim, que ajudam a despertar o interesse e também podem ajudar muito os professores a trabalharem temas diversos.

oazarao

Trechos

 

“- Porque você não aprende nada, se não tiver paciência pra ler. A tevê tira isso de você.”

 

“Cantei como todos os pobres-diabos fazem quando estão sozinhos e dancei como um perfeito idiota. Você não se importa, quando não tem ninguém por perto.”

 

“Outras pessoas tinham os próprios mundos com os quais se preocupar e, no fim, tinham que cuidar delas mesmas, assim como nós.”

 

“Eu sempre ia viver com esse tipo de falta de confiança em mim mesmo, de dúvida em relação à civilização à minha volta?”

 

“Nós quatro éramos pequenos, destemidos, e nossos sorrisos eram tão poderosos que isso me fazia sorrir mesmo estando no sofá, naquele momento ruim.”

 

“As páginas e as palavras são o meu mundo, que se estende diante dos seus olhos e das suas mãos, para serem tocados.”

leiturasdemarco

 

Março foi um mês no qual eu consegui ler mais do que esperava, e algumas leituras foram realmente envolventes e interessantes.

 

O amor nunca é demais

Mais uma história da família MacGregor, dessa vez o Daniel “decide” que precisa arrumar esposas para seus três netos. Um bom livro, no estilo Nora Roberts. Mas um pouco cansativo para ser lido de uma vez, porque as três histórias acabam se tornando um pouco repetitivas.

 

Para continuar

Um romance nacional para te fazer pensar sobre o amor, as dificuldades “comuns” que as pessoas enfrentam diariamente e os problemas que uma pessoa cardiopata enfrenta na vida. Ter um problema de saúde que “te acompanha” diariamente é complicado, estressante e até angustiante. Todos nós vivemos no fio da navalha, porque ninguém sabe quando sua vida irá acabar, mas para pessoas com problemas assim, o fio da navalha é mais nítido.

 

Minha vida é meu poema

Um pequeno livro de poemas, com alguns bem bonitos e outros um tanto reflexivos. Gostei especialmente dos que falam sobre fé.

 

Criação Mortal

Mais um livro da Tenente Dallas. Dessa vez, um serial killer do passado resolve voltar à ativa e recomeça a deixar por Nova York seu rastro de corpos de mulheres. Eve precisa, mais uma vez, correr contra o tempo para parar esse louco e impedir que mais mulheres tenham o mesmo fim. O tempo se torna seu inimigo, a maldade e a crueldade continuam dando seu show. Mas ela não desiste, nem desanima. Irá lutar até o fim.

 

God hates us all

Para quem conhece a série Californication e lembra do livro que o personagem Hank escreveu, saiba que o livro veio para o “mundo real”. O personagem principal tem uma vida tão louca quanto a do próprio Hank. E é uma leitura desafiadora, porque o livro é recheado de expressões e gírias.

 

Corpo seco

Corpo seco é um livro infantil com uma história de “terror” com rimas, que pode ser muito interessante para trabalhar em sala com as crianças; discutindo o comportamento dos personagens que aparecem e a vida que eles têm.

 

Heroínas

Heroínas é um livro de contos, nos quais três escritoras brasileiras fazem a releitura dos contos clássicos: Os três mosqueteiros; Rei Arthur e a Távola Redonda; Robin Hood. O livro é muito bom e interessante, porque elas recriam essas narrativas nos dias atuais e tendo como personagens principais mulheres. Jovens determinadas, resolvidas e empolgadas com a vida e o futuro.

 

As leituras que mais gostei em março foram: Para continuar e Heroínas.

E vocês, conseguiram ler bastante?

Quem aí está fazendo o desafio Um livro por mês da TAG Livros? 🙂

roubemeucoracao

Trechos

“Com Del, pela primeira vez na vida, ela se permitiu acreditar que talvez não precisasse seguir em frente sozinha.”

 

“- Concordo. Você me dizia o que pensava e, depois, me explicava por que eu era um idiota se não a ouvisse.”

 

“Era fácil odiar ou temer o estranho, mas, se a pessoa for exatamente como você, forma-se um laço.”

 

“A razão pela qual não se apaixonou por mais ninguém, a razão pela qual nunca encontrou o amor era porque não podia.”

 

“Talvez o amor tivesse se tornado uma parte tão intrínseca de si mesma que ela não tinha conseguido enxergá-lo como era.”

 

“- Como é aquela citação do Titanic? Se você pular, eu pulo?”

 

“Talvez fosse simplesmente quem ela era, ou quem ele era quando estava com ela.”

 

“O tempo retrocedeu, e ele viu o menino que costumava ser com a menina que ela costumava ser.”

 

“O mundo é lindo, e eu gostaria de mostrá-lo a você.”

 

“Você está procurando uma garantia. A vida não é tão certinha assim. Merdas acontecem, e você lida com isso.”

paracontinuar

 

Primeira frase da página 100: “Decidido, coloco a senha e clico direto para ligar.”

 

Do que se trata o livro: O livro conta a história de Leonardo, um jovem que tem uma doença cardíaca e precisa lidar com as dificuldades e limitações de sua condição. Um dia, no metrô, conhece uma jovem japonesa pela qual se encanta. Uma jovem que possui suas próprias dificuldades e alguns segredos.

 

O que está achando até agora?

O livro é muito bom, o leitor se envolve com a trama e os personagens são tocantes. Toda a questão da doença, o que ela envolve e como a família lida de forma geral, é particularmente sensível. Não é comum acompanhar em livros, de forma mais realista, a limitação de pessoas com alguma cardiopatia. E a questão do “romance proibido” também é interessante.

 

O que está achando do personagem principal?

O Leonardo é um jovem consciente da sua condição física, mas que tenta levar a vida de forma natural. E, de preferência, evitando “expôr” seu problema. Ele, como muitas pessoas com doenças assim, não gosta de piedade, prefere que as pessoas o tratem de forma normal. É um jovem que sabe o risco diário que acompanha sua vida e tenta viver bem, aproveitar as companhias, não se fecha no seu problema, nem busca se esconder do mundo.

 

Melhor quote até agora: “Nesse instante, sinto que aqui está a razão pela qual eu finalmente declararia guerra à minha vida tediosa e limitada.”

 

Vai continuar lendo?

Absolutamente! Preciso ver para onde a vida levará Leonardo. E se Ayako estará presente.

 

Última frase da página 100: ” – O que você está fazendo? – indago.”

tiposincomuns

Trechos

 

“Os aborrecimentos do trabalho e os problemas em casa eram deixados em terra – todos aqueles complicados momentos em família que iam e vinham, tão imprevisíveis quanto incêndios florestais.”

 

“A falta de peso é tão divertida quanto você pode imaginar, mas também é problemática para alguns viajantes do espaço, que, sem motivo aparente, passam suas primeiras horas lá em cima vomitando, como se tivessem exagerado na festa pré-lançamento. É um daqueles fatos nunca divulgados pelas relações públicas da NASA, nem em biografias de astronautas.”

 

” Naquela escuridão, sem a luz do Sol e com a Lua bloqueando o reflexo da Terra, impulsionei o Alan Bean a girar, de modo que nossa janela se voltasse para uma vista do infinito contínuo espaço-tempo digna de uma tela IMAX de cinema: estrelas que não piscavam em tons sutis de vermelho-laranja-amarelo-verde-azul-índigo-violeta, a nossa galáxia se estendendo até onde os olhos podiam ver, um tapete azul-diamante contra um fundo preto que seria terrível se não fosse tão fascinante.”

 

“Havia prometido enfrentar seus recentes contratempos pessoais com uma fase de vida espartana: um novo minimalismo, uma vida que coubesse em seu carro.”

 

“Sua digitação quase silenciosa ecoou suavemente pelo apartamento e para fora de sua janela aberta até muito depois da meia-noite.”

 

“Ela estava certa, e como eu era do tipo rápido, cortejei-a, casei com ela e tenho sido seu melhor namorado há mais de quarenta anos.”

tbrabril

 

A TBR de abril está pronta (e modesta).

 

Confiram as sinopses e me digam qual você acha mais promissor, e qual dessas leituras será mais dramática.

 

Temporada de Acidentes – Moira Fowley-Doyle

O que sabemos é o seguinte: é todo ano na mesma época.

Coisas ruins acontecem com minha família. Só com a gente. O que não sabemos: por quê?

Eles trancam as facas nas gavetas, cobrem as quinas dos móveis, evitam mexer com fogo, mas nenhum esforço é capaz de protegê-los. A temporada de acidentes é um medo e uma obsessão.

Faz parte da vida de Cara desde que ela se entende por gente.

E está na hora de isso acabar.

 

Fique comigo – Ayòbámi Adébáyò

Yejide espera por um milagre. Um filho é tudo que seu marido deseja, tudo que sua sogra consegue pensar, mas a gravidez parece para ela uma realidade distante. Mas, quando a família insiste que seu marido aceite uma nova esposa, Yejide chega ao limite.

 

Tarde Demais – Colleen Hoover

“Mudei depois daquela noite. Antes, eu ainda tinha alguma expectativa de uma vida melhor. Achava que ninguém podia ser amaldiçoado na infância com pais tão terríveis, para depois ter uma adolescência e idade adulta tão terríveis quanto. Até aquele ponto, eu achava que talvez a vida de todo mundo tivesse um equilíbrio entre coisas boas e ruins, e a única diferença era que a boa e a má sorte eram dadas a cada pessoa em momentos diferentes. Eu tinha esperança de ter recebido toda minha má sorte nos primeiros anos de vida, e pensava que as coisas só podiam ficar mais fáceis a partir dali.

Mas aquela noite mudou minha maneira de pensar.”

 

A memória do mar – Khaled Hosseini 

Para escrever A memória do mar, Khaled Hosseini inspirou-se na história de Alan Kurdi, o refugiado de três anos de idade que emocionou o mundo após ter se afogado no mar Mediterrâneo quando tentava chegar à segurança da Europa. Numa praia em uma noite estrelada, um pai compartilha com o filho lembranças da Síria de sua infância, um país encantador que foi destruído pela guerra, obrigando não apenas aquela pequena família, mas milhares de outras, a juntar todos os seus pertences e embarcar rumo ao desconhecido. Uma prece de amor e esperança ricamente ilustrada, este livro é um presente do autor para seus milhões de leitores ao redor do mundo.