Fala Werneck

@fala.werneck_resenhanolugar

 

Editora: Faro Editorial.

Páginas: 255.

 

Nova York solitária

 

A solidão é algo que todos nós vivenciamos (em poucos momentos, ou em vários).

 

Shay é a personagem principal deste thriller que discute bem a questão da solidão e da construção de vínculos de amizade.

 

Ela é uma mulher que ainda não está estabelecida profissionalmente, não tem um relacionamento amoroso, tem uma relação distante com a mãe e, consequentemente, é muito solitária. Mesmo vivendo em uma cidade tão cheia de pessoas diferentes.

 

Shay começa a refletir sobre a sua solidão depois que presencia uma mulher (Amanda) tirando a própria vida na estação de metrô, e conforme vai pesquisando e descobrindo mais coisas sobre a Amanda, ela nota o quanto são parecidas e fica intrigada com o que motivou essa mulher a fazer uma escolha violenta assim.

 

Só que a situação vai se tornando mais intrigante e misteriosa quando Shay se aproxima das amigas de Amanda: Cassandra e Jane.

 

Essas irmãs são influentes, elegantes e absurdamente manipuladoras.

 

E o leitor fica querendo descobrir o que realmente está acontecendo e como elas acabaram colocando a Amanda em um beco sem saída.

 

Se você costuma ler muitos thrillers, pode começar a criar teorias logo nos primeiros capítulos, algumas vão ganhando forma no decorrer da leitura e parece que você já desvendou o que estava acontecendo.

 

Mas então, revelações imprevisíveis acontecem, mostrando um lado surpreendente e chocante.

 

Uma leitura intensa e impactante, que te faz suspeitar de todos e querer descobrir se alguém pode ser considerado inocente nessa história toda.

 

A escrita das autoras está incrível e você não vai conseguir largar esse livro, que mostra como a solidão pode te tornar suscetível e o quanto as pessoas são carentes de afeto e ansiosas por estar vivendo momentos com aquelas acolhedoras e admiráveis.

 

“No lugar errado, na hora errada” vai falar de coincidências, limites e escolhas.

 

Você sabe identificar até onde pode ir sem se tornar o que condena?

 

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