Fala Werneck

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O valor da vida é inestimável

 

Quando a humanidade irá perceber que a vida não é algo que deve ser considerado com descaso?

Erik escreve de maneira incrivelmente fluida, esse livro de não ficção levará o leitor a sentir um pouco da vida da Nova York durante a Primeira Guerra Mundial. Um lugar onde as pessoas já estavam acostumadas à crueldade humana, os jornais eram cheios de notícias de assassinatos…

A Primeira Guerra Mundial foi marcada pelo uso de submarinos para afundar e destruir navios, a Alemanha desenvolveu um método frio de analisar quais navios deveriam ser atacados ou não; mas a realidade mostrou que, no fim das contas, dependia basicamente dos capitães tomar essa decisão, e num lugar onde os capitães que afundassem a maior quantidade em tonelagem de navios seria “aplaudido”, eles começaram a de forma desumana atacar qualquer navio inimigo ou neutro.

O Lusitania era um navio incrivelmente grande e luxuoso, representava grande poderio e riqueza. E era neutro.

Um capitão de submarino surpreendentemente impiedoso, uma rota problemática, mensagens que não foram enviadas e outras que chegaram truncadas levaram a um desastre épico.

Mais de mil vidas foram perdidas, muitas crianças, muitos bebês.

Através dos fatos podemos perceber como as pessoas podem ser frias e calculistas, como aqueles que detém o poder podem avaliar as possibilidades e deixar de proteger civis em troca de segredos de estado. O poder é algo perigoso para aqueles que não sabem lidar e para os que perdem a noção da responsabilidade que adquirem quando o possuem.

As nações que estavam em guerra estavam sendo afetadas e destruídas por batalhas sem fim, que a cada dia aconteciam com “novidades bélicas” mais hediondas: gases que matavam muitos; submarinos que destruíam a distância e depois seguiam viagem, sem nunca ouvir o grito dos inocentes.

Lendo livros assim, nos perguntamos o que motiva esse tipo de ação por parte dos seres humanos; talvez não suportem a possibilidade de estarem errados, ou então se achem melhores do que os outros, quem sabe até não pensam que estão apenas adquirindo o que lhes pertence por direito?

Não sei o que pode ter motivado todos eles, e nem mesmo o que motiva as pessoas que iniciam as guerras na atualidade, mas o que é possível sentir através das palavras é parte do sofrimento das pessoas que são pegas desprevenidas no meio desse tipo de situação. Pessoas como as que estavam a bordo do Lusitania que acreditavam que navios ingleses fariam a escolta pela costa “problemática” até o porto, algo que não aconteceu. Pessoas que viram suas famílias serem destruídas, pessoas que viram seus filhos desaparecem, e tantas outras que precisaram depois identificar os corpos quando chegavam à terra firme.

É triste pensar em algo assim, e mais triste ainda perceber quantos desastres aconteceram, por frieza humana, por falta de ajuda, por força bélica.

A Primeira Guerra Mundial aconteceu, foi cruel, países que estavam neutros inicialmente acabaram entrando na guerra depois. Muitas vidas foram tomadas… E mesmo assim, depois ainda veio uma Segunda Guerra Mundial, mais atroz ainda.

O ser humano ainda precisa aprender a valorizar a vida e respeitá-la.

Respeitar quem é igual e quem é diferente, aprender a conviver.

 

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