Fala Werneck

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Envelhecer

 

Envelhecer e renovar são processos que fazem parte da natureza. Mas para o ser humano, envelhecer é algo delicado.

É difícil pensar verdadeiramente no que significa envelhecer: perceber que seu corpo não responde mais como se gostaria, começar a perder pessoas que faziam parte da sua rotina, ficar com a mente confusa em alguns momentos e não entender porquê parece que as pessoas mais novas querem te descartar, sentir que não tem mais utilidade. Há tantos pontos negativos, que as coisas boas podem acabar sendo reprimidas.

 

‘Uma nova chance para o Sr. Doubler’ tratará exatamente disso: um senhor que reprimiu o lado bom da vida e do convívio com as pessoas, depois que sua esposa partiu. Desde então, ele vive recluso em sua fazenda, recebendo, durante a semana, apenas a visita da diarista; e uma vez ao mês, no 1º domingo, a visita dos filhos e dos netos.

Doubler é um senhor que escolheu e acolheu a solidão, ele evita as pessoas há mais de 20 anos por temer decepcionar e ser decepcionado, mas quando a sra. Millwood, a diarista, adoece, ele precisa enfrentar esse medo e encarar o “mundo real”, pela primeira vez em décadas.

E é tocante ver essa jornada, acompanhar esse senhor de idade que precisa reaprender a conviver com as pessoas, mas que tem algo que falta às pessoas de hoje em dia: a capacidade de ouvir.

 

Ele sempre teve longas conversas diariamente com a sra. Millwood, então aprendeu com o tempo a ouvir e a tentar analisar as situações por diferentes pontos de vista, como ela o incentivava a fazer.

Por isso, ao começar a conviver com as pessoas da cidade, especialmente os casos “perdidos”, como da senhora que tentava roubar o jumento do abrigo de animais, ele consegue descobrir mais do que todas as outras pessoas, simplesmente porque tentou fazer perguntas diferentes e realmente ouvir o que a confusa senhora tinha a dizer.

 

O livro mostra a importância da atenção, da capacidade de ouvir e também de entender que, mesmo com limitações, as pessoas mais velhas merecem oportunidades e novas chances de encontrar alegria, paz e serenidade.

Muitos dos amargurados estão apenas solitários e com um pouco de atenção (e uma xícara de chá) se revelam grandes contadores de histórias, com uma sabedoria singular e até um pouco de afeto para dar.

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  • Melhor livro: Uma nova chance para o Sr. Doubler. Uma leitura muito diferente, sensível e cativante, porque apresenta um personagem principal diferente do que costumamos ler: o Sr. Doubler é um idoso. A história nos mostra as experiências e os desafios que esse recluso senhor enfrenta ao se ver diante de uma situação inesperada, que é a doença da governanta, e isso o coloca para encarar seus medos e o “mundo”; e o que ele descobre sobre si mesmo e as pessoas com quem passa a conviver nos mostra a importância de se abrir para novas experiências e despertar um olhar diferente para o que nos cerca, quem nos cerca, independente da idade.

 

  • Melhor quote de livro: “As pessoas associam que viver intensamente era sinônimo de encarar aventuras e fazer o que tem vontade, mas, para mim, viver intensamente era aprender aos poucos e com coragem a se amar em um mundo que fazia questão que nos odiássemos.” (13 segundos – Bel Rodrigues)

 

  • Melhor filme: A cabana. Um lindo filme (baseado em um livro) sobre fé, amor, perdão e esperança. Mack é um pai desiludido, que vive triste e sem conseguir enxergar muita coisa além da sua dor; ele tem se afastado cada vez mais da mulher e dos filhos. Até que um dia, recebe uma carta que mudará tudo, e através desta jornada na cabana com companhias muito especiais, ele vai conseguir perceber o que está além da sua dor, e descobrir que essa dor pode ser transformada, se ele permitir. E assim, ajudar também com o sofrimento das pessoas próximas a ele. Um filme que nos mostra o perigo de julgar os outros, porque não sabemos quase nada das jornadas deles; e a importância da fé para auxiliar a compreensão e aceitação das atitudes dos outros e o perdão.

 

  • Melhor série: O conto da aia. Definitivamente, uma das melhores séries do ano! O conto da aia mostra uma sociedade completamente modificada após uma crise de infertilidade que afeta a população. As mulheres retornam ao seu lugar retrógrado e restrito ao ambiente da casa e à função de cuidar da casa e do marido. As mulheres não podem mais ler. E aquelas que são férteis, são usadas como aias, indo de uma casa importante para outra, gerando os filhos das famílias; elas vivem para servir apenas esse objetivo, permanecendo em uma casa até que um bebê nasça. Uma história onde as mulheres são dominadas e subjugadas com “justificativas” religiosas. Uma grande série (também baseada em um livro).

 

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Primeira frase da página 100: “Na segunda-feira, acordei mal-humorada, atrasada e com o cabelo em um dia ruim.”

 

Do que se trata o livro: É a história da vida de uma jornalista que está começando a carreira enquanto tenta lidar com situações amorosas confusas, uma avó cigana que quer que ela abrace sua magia e uma amiga que acredita em todas as previsões que ela faz para o horóscopo.

 

O que está achando até agora?

Estou adorando a história! Porque é engraçada, leve, a garota se mete em algumas furadas, mas é uma boa pessoa tentando achar seu lugar no mundo.

 

O que está achando da personagem principal?

Luna é uma jovem jornalista recém-formada, que está começando a carreira em uma revista, tem problemas com o chefe, mas está começando a se envolver com ele; especialmente agora que ele está com um coração partido como ela estava. E além dos problemas amorosos, ela tem uma relação de crença e descrença com a magia da avó e suas previsões; por isso, ainda está descobrindo se realmente acredita e no que acredita. É uma jovem que está a cada dia aprendendo um pouco mais sobre quem ela é e tudo o que ela é capaz de fazer.

 

Melhor quote até agora: “Não que eu não gostasse das minhas raízes, eu só não entendia nem concordava com algumas coisas.”

 

Vai continuar lendo?

Sem sombra de dúvida! Quero saber se ela conseguirá uma coluna além do horóscopo, como será o trabalho freelancer… E o rolo com o Dante? Será ele o “cara certo”? Ou será o Viny? Apesar de que, o bolo que ele deu nela foi sem sentido… O que será que vai rolar agora? Vamos ver…

 

Última frase da página 100: “-Ah. – Ele deu de ombros. – Então a gente se vê no trabalho.”

 

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Duvide sempre

 

Pensar na Segunda Guerra Mundial e em assuntos que envolvem o nazismo é refletir sobre o extremismo e a intolerância.

A humanidade já passou por muitas épocas tenebrosas, nas quais aflorava o pior lado do ser humano; o lado egoísta, preconceituoso, arrogante e cruel.

Mas esse livro não é sobre isso (ainda que seja um pouco).

 

Ascensão do IV Reich é uma ficção que considera diversas conspirações que envolvem a Alemanha, a Argentina e o Brasil. O livro é a continuação de Conspiração Nazi, e acompanhamos as reviravoltas na vida do Leandro por causa do livro que ele estava escrevendo.

Um novo desenrolar da importância do senso crítico e do perigo das manipulações.

 

Leandro é um escritor que começa a ser manipulado por intermédio de ameaças e começa a publicar histórias e teorias que não condizem com os seus pensamentos e os seus estudos.

Um livro que fala sobre o poder, que na mão de pessoas perigosas, representa um risco iminente, um “IV Reich”, uma “Nova Alemanha”, retomando conceitos retrógrados, preconceituosos e limitados.

 

Será possível que pessoas com ideias tão assustadoras possam encontrar ouvidos e mãos bem dispostas?

Em um mundo agitado e individualista, como o que vivemos, é necessário questionar ideias que soam limitadas, é preciso analisar com sabedoria propostas que parecem restritivas; para que o ódio e a intolerância não se tornem a palavra de ordem; para que os livros tenham mais valor do que as armas.

 

Porque os livros, as ideias, possuem um poder que pode transformar mentes, criar movimentos, gerar mudanças e transformações.

Que a palavra (escrita ou falada) seja usada com sabedoria para auxiliar e conduzir o mundo a dias melhores, um mundo mais acolhedor e tolerante.

 

As diferenças fazem parte do ser humano e devem ser acolhidas como mais um “quadradinho” que compõe essa imensa colcha de retalhos que é a humanidade.

Duvide, questione, empenhe-se mais na descoberta das informações, e assim você também estará construindo um mundo mais consciente, respeitoso e crítico.

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Melhores poemas

 

” não sei por que

me rasgo pelos

outros mesmo sabendo

que me costurar

dói do mesmo jeito

depois”

 

“eu sou água

leve o bastante

para gerar vida

violenta o bastante

para levá-la embora”

 

“como você ama a si mesma é

como você ensina todo mundo

a te amar”

 

“se você vê beleza aqui

não significa

que há beleza em mim

significa que há beleza enraizada

tão fundo em você

que é impossível não ver

beleza em tudo”

 

“sua arte

não é a quantidade de pessoas

que gostam do seu trabalho

sua arte

é

o que seu coração acha do seu trabalho

o que sua alma acha do seu trabalho

é a honestidade

que você tem consigo

e você

nunca deve

trocar honestidade

por identificação

– a todos vocês poetas jovens”

 

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Trechos

 

“- Os humanos nunca toleraram seres diferentes deles. Muito menos se esses seres vivem para sempre.”

 

“O tempo, outra vez: o que costumava soar ameaçador agora parecia tranquilizador.”

 

“Quando o tempo é infinito, o esquecimento é inevitável; Helena tinha se rebelado contra isso, porque lhe custava aceitar que a lembrança não estava em sua natureza.”

 

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Amizade e coragem

 

Bino e Beto são dois grandes amigos que decidem enfrentar o bicho folclórico Quibungo.

Um monstro com fama de devorador implacável, mas os meninos não temem e se unem para recuperar o berimbau.

 

Uma história infantil que retrata a nossa cultura e também mostra o poder e a força da amizade.

Quando temos amigos leais, que estão conosco para qualquer situação, podemos superar o medo e encarar as dificuldades.

Juntos conseguiremos ganhar a luta e ultrapassar as barreiras que surgem na vida.

 

As crianças que lerem, irão gostar da narrativa repleta de rimas, conhecerão um pouco mais o folclore brasileiro e terão inspiração para construir amizades sinceras e duradouras. Aprendendo a valorizar os gostos e as escolhas de cada um, estando presentes nos momentos importantes.

E, também, enfrentando qualquer “Quibungo” que possa aparecer na vida, porque conforme crescemos, constatamos que monstros realmente existem, mas na forma de problemas e desafios aterrorizantes. No entanto, se tivermos coragem e pessoas que nos apoiem, conseguiremos superar todas essas questões.

 

Juntos somos mais fortes, unidos conseguiremos ir mais longe, assim como Beto e Bino fizeram.

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Primeira frase da página 100: “Melhor a gente não enrolar.”

 

Do que se trata o livro: Conta a história de um senhor que vive sozinho em sua fazenda, gosta muito de estudar, pesquisar e analisar sua plantação de batatas. Ele vive isolado, recebendo apenas a visita da Sra. Millwood, que é sua diarista, e os filhos e netos, que aparecem sempre no primeiro domingo do mês.

 

O que está achando até agora?

A leitura está boa e é curioso esse isolamento do Doubler. Mas agora ele precisa enfrentar isso porque a Sra. Millwood está doente, então ele precisa lidar com a ausência dela e a necessidade de encarar o mundo.

 

O que está achando do personagem principal?

O Sr. Doubler é um homem que escolheu viver de maneira isolada depois que a mulher foi embora. Mas não parece, exatamente, uma pessoa amargurada, e sim um homem que aprecia sua rotina, suas pesquisas e que, mesmo sem querer admitir, gosta muito da companhia da Sra. Millwood.

 

Melhor quote até agora: “Gosto de imaginar que nosso casamento foi como um cobertorzinho feito à mão. Era uma imagem gloriosa, cheio de padrões intrincados e uma variedade de cores, e tão lindo quando examinado em detalhes.”

 

Vai continuar lendo?

Quero saber como ele vai realmente lidar com essa mudança, encarando as necessidades de contato com o mundo e a distância da Sra. Millwood. Acho que ele escolheu o isolamento como uma forma de proteção contra as decepções que sofremos na vida ao nos envolvermos com as pessoas. Mas não é possível viver bem sem esse contato, mesmo que mínimo; e independente do momento, as pessoas invariavelmente nos magoam ou entristecem, faz parte da vida. É preciso aprender a lidar e superar. Será que ele vai conseguir fazer isso?

 

Última frase da página 100: “Ficou sentado, e disse a si mesmo que esperaria ao menos meia hora antes de preparar uma xícara de chá.”

 

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Trechos

 

“Formadas por rochas das colinas e dos vales, erguiam-se como testemunho do desejo – tão comum ao ser humano – de deixar uma marca, de construir e criar.”

 

“Tinha que começar a ler o livro que trouxera para casa – não só por prazer, mas porque considerava a leitura uma parte essencial do seu trabalho.”

 

“Contos de fada, murmurou. Sempre fora uma boba, louca por eles. E por finais felizes, em que tudo acabava tão bonito como um laço de fita no cabelo cacheado de uma menina.”

 

Não tem sentido fazer algo se for pela metade. Era seu lema de vida, pensou Beckett.”

 

“- Às vezes a gente simplesmente sabe que algo é certo, e às vezes precisa aceitar que as coisas acontecem por algum motivo. Nesse caso, foi pelas duas razões.”

 

“- Algumas pessoas precisam se afastar da família, outras precisam se manter junto dela. Acredito que fiz as duas coisas.”

 

“- Clare, você pode ser capaz de fazer tudo, mas isso não significa que é obrigada a fazer.”

 

“Algumas coisas foram feitas para durar. Elas precisam de cuidados, compreensão, respeito e muito, muito trabalho. Quaisquer que sejam as alterações, o coração resiste.”

 

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Novembro promete leituras intrigantes e agradáveis.

 

Seguem as sinopses:

 

Apenas um olhar – Harlan Coben

Quando Grace Lawson vai buscar um filme que mandou revelar, ela encontra, no meio das fotos de família, uma que não pertence ao rolo. É uma imagem de no mínimo vinte anos atrás, e, entre as cinco pessoas retratadas, está um homem que parece muito Jack, seu marido. Jack nega que seja ele, mas desaparece no dia seguinte, levando a fotografia.

Agora, para salvar a família de um assassino violento e silencioso que não vai parar enquanto não conseguir a foto, Grace precisa confrontar as partes sombrias do próprio passado trágico.

 

No mundo da Luna – Carina Rissi

A vida de Luna está uma bagunça! O namorado a traiu com a vizinha, seu carro passa mais tempo na oficina do que com ela e o chefe vive trocando seu nome.

Recém-formada em jornalismo, ela trabalha como recepcionista na renomada Fatos&Furos. Mas, em tempos de internet e notícias instantâneas, a revista enfrenta problemas e o quadro de jornalistas diminuiu drasticamente. É assim que a coluna de horóscopo semanal cai no colo dela. Embora não tenha a menor ideia de como fazer um mapa astral e não credite em nenhum tipo de magia, Luna aceita o desafio sem pestanejar. Afinal, quão complicado pode ser criar um texto em que ninguém presta atenção?

Mas a garota nem desconfia dos perigos que a aguardam e, entre muitas confusões, surge uma indesejada, porém irresistível paixão que vai abalar o seu mundo. O romance perfeito – não fosse com o homem errado. Sem saída, Luna terá que lutar com todas as forças contra a magia mais poderosa de todas, que até então ela desconhecia: o amor.

 

Vilão – V.E. Schwab

Victor e Eli, dois jovens brilhantes, arrogantes e solitários, se conheceram na Universidade de Merit e logo se deram bem, identificando um no outro a mesma sagacidade e a mesma ambição.

No último ano da faculdade, o interesse em comum numa pesquisa sobre adrenalina, experiências de quase morte e poderes sobrenaturais lhes oferece uma possibilidade antes inimaginável: de que uma pessoa, sob as condições certas, seja capaz de desenvolver habilidades extraordinárias.

No entanto, quando colocam em prática essa teoria, as coisas dão muito errado.

 

F*ck Love – Tarryn Fisher

Helena Conway se apaixonou.

Contra sua vontade. Perdidamente. Mas não sem motivo.

Kit Isley é o oposto dela – desencanado, espontâneo, alguém diferente de todos os homens que conheceu.

Ele parece o seu complemento. Poderia ser tão perfeito… se Kit não fosse o namorado da sua melhor amiga.

Helena deve desafiar seu coração, fazer a coisa certa e pensar nos outros. Mas ela não o faz…