Fala Werneck

eassimqueacaba

Trechos

“Amo quando o céu me faz sentir insignificante.”

 

“Não sei como ele me acalmou sem dizer nada, mas foi o que aconteceu. A simples presença de algumas pessoas acalma, e com ele é assim.”

 

“Só queria que ele soubesse que eu o achava forte o suficiente para sobreviver ao que quer que estivesse acontecendo em sua vida.”

 

“-Você não me pressionou para que eu fosse algo que não sou capaz de ser. Me aceitou exatamente como sou.”

 

“Penso que, às vezes, por mais que você esteja convencida de que a sua vida vai seguir determinado rumo, toda a certeza pode sumir com uma simples mudança de maré.”

 

“Imagine todas as pessoas que você conhece ao longo da vida. São muitas. Elas surgem como ondas, entrando e saindo aos poucos, dependendo da maré. Algumas ondas são muito maiores e causam mais impacto que outras. Às vezes, as ondas trazem coisas lá do fundo do mar e as largam no litoral. Marcas nos grãos de areia que provam que as ondas estiveram lá, muito depois de a maré recuar.”

 

“Acho que esse é um dos maiores sinais de que a pessoa está amadurecendo: saber admirar coisas que importam para os outros, mesmo que elas não signifiquem muito para você.”

 

“Ciclos existem porque é doloroso acabar com eles.”

Cada livro/filme/série é um universo em si mesmo. E deve ser valorizado como tal.

Numa era ‘netflix’ onde é possível maratonar filmes e séries a qualquer momento, nossos olhos se tornam desatentos e muitas vezes assistem distraídos um conteúdo que foi construído através de um trabalho demorado, dedicado e dispendioso.

Precisamos voltar a valorizar mais o entretenimento e lhe dar seu devido valor. Voltar a olhar com olhos curiosos, atentos e dedicados; como fazíamos há alguns anos, quando precisávamos esperar meses, às vezes até um ano inteiro, ou mais tempo ainda, para ler um livro, assistir um filme.

Precisamos voltar a valorizar as obras que são criadas.

Apreciar as atuações, as histórias, as narrativas criativas, às vezes repetitivas, mas que exigiram trabalho, exigiram atenção. E a atenção é o mínimo que nós também devemos dar em troca.

Se continuarmos desatentos e distraídos, nós mesmos seremos prejudicados; porque estaremos perdendo a oportunidade de apreciar obras únicas, singulares. Estaremos perdendo momentos, perdendo experiências. Cada livro que se lê, cada filme e série que se assiste, é uma porta para o infinito que pode ser aberta. Um infinito de análises, interpretações, sentimentos, ideias, possibilidades.

Quem se lembra do tempo em que a gente lia de novo, assistia de novo…? Isso não é perda de tempo, é apreciar os detalhes.

Reflita mais.

Analise mais.

Se envolva mais.

E se permita sentir cada obra.

Seja ela boa ou ruim, é questão de opinião. E toda opinião deve ser respeitada.

Permita-se.

Valorize.

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O seriado começa com a Stella falando sobre a sua doença (um câncer terminal) e como a família sempre se manteve unida para lhe proporcionar o melhor que a vida podia oferecer; ela saía muito com a irmã pra balada, o irmão lhe ajudava a superar medos como pular de paraquedas, os pais sempre estiveram presentes tentando realizar suas vontades e sonhos. A vida era boa apesar dos problemas de saúde.

 

Com o diagnóstico da doença, brotou nela o desejo de viver ao máximo, cada dia. E depois de aproveitar muitas coisas com a família, ela percebeu que ainda faltava alguma coisa: um amor verdadeiro. Então ela decide ir para Paris buscar isso, conhece o Wes e o amor acontece.

 

Eles se casam depois de alguns meses, afinal ela não tem tempo a perder; e vivem cada dia como se fosse o último.

Até que um dia ao ir à consulta médica, a doutora dá a incrível notícia de que ela está curada! Na mesma noite ela dá a notícia à família e seu mundo vira de cabeça para baixo.

 

Ela assim descobre que a família é cheia de problemas, mas que eles sempre esconderam tudo dela para não piorar sua situação; a situação muda drasticamente: os pais se separam, a mãe assume sua bissexualidade; a irmã admite sofrer num emprego de advogada, sendo que seu verdadeiro sonho era ser escritora; ela percebe que seu irmão é tão imaturo e indeciso que não faz nada da vida; e pra completar, descobre que o seu marido mentiu sobre vários gostos e preferências para fazê-la feliz.

 

Que situação, hein?!

 

Assim, Stella se encontra em uma situação complicada onde terá que digerir todas essas mudanças e também lidar com o medo de não saber o que o futuro lhe aguarda; decidir o que fazer com a vida que tem pela frente.

 

A Stella parece uma jovem bem imatura, que não sabe lidar com responsabilidades e escolhas. Tomara que ela consiga amadurecer e construir um bom relacionamento, verdadeiro, com o seu marido. E também com a sua família, que parece precisar dela para encaixar todos esses pedaços que foram partidos com esses anos de luta contra o câncer.

 

Acredito que agora ela vai começar a perceber o quanto todos seus familiares e seu marido abriram mão para lhe mostrar apenas o melhor do mundo e da vida. Mas que agora é o momento para ela estar presente pra todos eles, tentando ajudar da melhor maneira possível; além de ter que assimilar que parte de tudo que ela viveu foi uma ‘fachada’ para que ela não sofresse pelos outros, diante de tudo que ela já precisava passar ao estar numa situação impossível que é a luta contra o câncer.

 

 

TBR Maio

Vamos ler mais?

 

A boa filha – Karin Slaughter

Um crime brutal devasta a família Quinn. Os suspeitos são os irmãos Culpepper, conhecidos na cidade como reincidentes na delinquência. Desintegrado, o clã dos Quinn tenta superar o trauma à sua maneira, até que, 28 anos depois, outro incidente violento trará à tona tudo aquilo que ficou guardado.

 

Em busca de um novo amanhã – Sidney Sheldon

Ao lado de Jeff Stevens, Tracy Whitney foi responsável por alguns dos maiores assaltos do mundo. Motivada pela adrenalina que o perigo proporciona, ela sempre esteve à vontade com a vida de criminosa. Mas, quando ela e Jeff se casam, eles fazem um trato: deixar o passado de crimes para trás e formar uma família. Decidida a abandonar o crime e levar uma vida digna, Tracy se esforça para adaptar-se à nova rotina. Mas ela sente que falta algo para que seja realmente feliz: um bebê. Porém, à medida que os meses passam e a tão desejada gravidez não acontece, ela se sente cada vez mais infeliz. Quando uma misteriosa e envolvente mulher surge na vida do casal, a até então indestrutível parceria deles é abalada.

 

Jogo de Sedução – Nora Roberts

Serena MacGregor precisava saborear a própria vida. Um pouco de independência e emoção eram os ingredientes que estavam faltando para esta impetuosa herdeira. Mas encontrar em seu caminho um homem como Justin Blade não era o tipo de aventura que ela buscava para si. Mesmo arriscando alto, Justin aposta que é capaz de mudar a opinião de Serena sobre ele. Contudo, assim que ela descobre o blefe, as cartadas se tornam mais audaciosas a cada rodada!

 

Viver em paz para morrer em paz – Mario Sergio Cortella

Se você não existisse, que falta faria? Para responder a essa pergunta, o filósofo e escritor Mario Sergio Cortella discute o que é importante na vida. Não é ser famoso nem acumular coisas e propriedades, em uma obsessão consumista. Importante é ser importante para alguém, ou seja, fazer falta para alguém.

 

Inovação e traição – Um ensaio sobre fidelidade e tecnologia – Clóvis de Barros Filho

Mudar ou não? A pergunta contém infinitas ambiguidades estratégicas. Inovar pode ser bom, e manter pode ser viável. O que nunca muda? A necessidade de pensar sempre. Inovar sem trair será uma alavanca poderosa para suas decisões!

 

 

 

verissimo

Trechos

“A literatura está cheia de cidades evocadas com paixão ou ressentimento – geralmente vistas do exílio, ou de uma distância que as notificações – e há sempre algo de amoroso ou desiludido na evocação, sentimentos associados com a perda de um território afetivo, maternal.”

“Viviam no centro do mundo com a sensação de que sua vida devia estar acontecendo em outro lugar.”

“-Eu sei, tudo é relativo, e o tempo mais do que tudo.”

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O início da leitura já caracteriza um livro leve e engraçado, com diversas referências à nossa música nacional.

Somos apresentados a duas amigas: Giovanna (uma estagiária numa revista adolescente) e Madu (uma blogueira que ainda não alcançou o sucesso). Repleto de gírias descontraídas e uma expressão ‘clássica’ de Gossip Girl; o leitor conhecerá um pouco dessa amizade e das características particulares de cada jovem.

Giovanna é uma amiga animada, empolgada e a Madu demonstra ser a mais contida, reflexiva e realista.

Giovanna mostra a Madu uma música que foi lançada e está fazendo sucesso, e a blogueira mesmo sem curtir o som tem a ideia de aproveitar a canção para inspirar um post para o blog. A situação não acontece como o planejado, Madu conhece um cara e fica exposta numa situação trágica e cômica ao mesmo tempo.

Mas agora ela precisa fazer uma escolha que parece poder transformá-la na Cinderela; ou seria melhor ela permanecer no anonimato?

 

O que será que a Madu vai fazer? Talvez seja mais fácil e confortável permanecer no anonimato, os ‘riscos’ parecem menores… Mas quando surgem oportunidades na vida, precisamos tentar e arriscar, não é mesmo? Ou então podemos perder chances únicas.

 

Esse parece ser um daqueles livros que a gente lê de uma vez só, e depois sente aquela alegria por ter conhecido a leitura e passado um tempo com ela.

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Ciclos

Uma trama forte e intensa marca esse livro que irá falar sobre violência doméstica. Um assunto grave.

Muitas mulheres em diferentes lugares do mundo sofrem de violência doméstica; para quem está de fora é muito fácil julgar a situação, condenar a mulher, culpar ambos.

O livro é angustiante, sofrido, e cruelmente realista.

Esse tipo de violência vai marcar a vida da personagem principal da história. Lily cresceu em um lar marcado pela violência doméstica, acompanhou durante toda sua infância e juventude o pai agredir a mãe. E sempre julgou a mãe por nunca ter largado o pai.

O leitor vive com a Lily os momentos de sofrimento que ela presencia em casa, mas o mais difícil e chocante é acompanhar uma pessoa que foi marcada por algo grave assim, acabar sofrendo do mesmo mal.

É triste ver como um relacionamento abusivo pode começar, mas também perceber como para quem está vivendo a situação é complicado reconhecer que a pessoa que você ama não é quem você imaginava, que essa pessoa tem um lado sombrio e monstruoso. É doloroso acompanhar as agressões se agravarem e ela ainda tentar justificar aquelas atitudes de alguma maneira, tentar se culpar pela atitude dele.

A escritora criou uma história que reflete parte do que aconteceu com sua mãe e com maestria elaborou um enredo que busca mostrar como essas situações podem ser construídas, como elas são complicadas e confusas; e especialmente, como as mulheres que passam por isso precisam de apoio e compreensão ao invés de julgamento.

São mulheres que amam, são mulheres que sofrem. E o mais importante, independente de qualquer atitude, independente de qualquer situação, nenhum homem tem o direito de agredir a mulher. Essa é uma constatação a que a personagem chega e que deve ser muito difícil, quase impossível para as muitas que sofrem reconhecerem isso; mas realmente, eles não têm o direito. Mesmo que ele estivesse com ciúmes ou irritado, nada lhe dá o direito de usar sua força e sua superioridade física para subjugar a mulher.

A mãe da Lily fala sobre algo essencial em tudo isso: os ciclos. Ciclos de violência, de aceitação, de justificativa, de desculpas. Mas esses ciclos devem ser quebrados, antes que quebre a pessoa ou alguém que ela ama mais ainda, como um filho.

Essa leitura deve ser feita por todos, e refletida com a seriedade que merece. Agressões acontecem ao redor do mundo, o tempo inteiro, e esse livro traz uma voz “fictícia” à essas mulheres que sofrem. Nem todas terão um “final feliz” mas todas merecem atenção, merecem que as pessoas façam o que puder para ajudar ou no mínimo não ignorar e fingir que nada está acontecendo. Essa voz não deve ser abafada e esquecida, ela já está sofrendo a tempo demais…

É assim que acaba tem um final, mas essa luta ainda não tem, enquanto as pessoas não entenderem que ninguém, absolutamente ninguém, tem o direito de dominar, subjugar ou agredir uma outra pessoa, mesmo que a “justificativa” seja amor. Amar não é isso.

 

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Maio é um mês especial porque o blog estará completando dois anos no dia 02!

 

Estou muito empolgada com algumas ideias e espero trazer muitos conteúdos novos e interessantes, levando os leitores a refletir sobre o universo dos livros, dos filmes e das séries; como também enfatizar a importância de se discutir os problemas da nossa sociedade, do nosso país, e o que podemos fazer para ajudar.

 

É fundamental que as pessoas percebam que os livros são um instrumento importante nessa reflexão diária da vida. Os livros nos ajudam, nos esclarecem, nos fazem ter empatia e vivenciar experiências e possibilidades que talvez nunca viríamos a conhecer de uma outra maneira; por isso, vamos ler mais, debater mais, e valorizar cada obra que chega às nossas mãos. Que sejamos mais abertos a conhecer os diferentes gêneros literários e que o preconceito literário se transforme em algo ‘do passado’.

 

Leia hoje, leia mais, leia sempre!

 

Além de explicar a importância desse mês para o blog, quero comentar uma coisa boa que aconteceu hoje: recebi os ingressos do filme Severina que ganhei no sorteio do Instagram da Editora Rocco! E dar uma noticia: em maio vai ter post todo dia!

 

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Aguardem!

 

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Life Sentence é a nova série da CW que vou começar a assistir.

Stella é uma jovem diagnosticada com câncer terminal, que decide lutar para viver bem cada um dos dias que lhe resta, aproveitando ao máximo cada momento.

Porém, tudo muda drasticamente quando ela recebe a notícia que está curada.

O seriado americano parece interessante com a “promessa” de discutir dificuldades da vida, os sentimentos de uma pessoa com uma doença terminal e todos que a cercam.

Como também mostrar um paralelo com os desafios e as dificuldades, dúvidas e medos que surgem quando um horizonte de possibilidades, de vida, está a sua frente.

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Paixão e dedicação

O início da leitura já é instigante porque é um daqueles livros que começa pelo final, deixando o leitor curioso para saber como tudo chegou àquele ponto.

Pedro é um jovem apaixonado por cinema que através de um cineclube, tenta despertar emoções e debates sobre o assunto com um grupo pequeno, e em parte desatento, de pessoas que aparecem no lugar.

Seu pai é um chef que acreditou no próprio sonho e abriu mão do serviço público para abrir um restaurante. Às vezes Pedro ajuda, como nessa noite na qual o restaurante está bem movimentado, mas a noite acaba em briga por um dos bêbados ter falado do filho do dono.

Até agora pude perceber que o livro irá falar sobre paixão, sobre como devemos acreditar nos nossos sonhos e lutar por eles.

Carlos, pai do Pedro, acreditou em si mesmo, abriu seu restaurante e luta diariamente.

Pedro ama cinema, quer fazer “o” filme e criar uma obra especial e singular.

Ele demonstra querer que as pessoas valorizem os filmes e o trabalho dispendido na produção deles.

E com isso eu me identifico, também acho que as pessoas devem valorizar mais os filmes, as séries, os livros.

 

Ainda não matou a curiosidade? Trago a sinopse também.

 

No cinema, tudo é possível. O improvável depende apenas das decisões tomadas pelos roteiristas. Pedro sabia que a vida real era bem diferente. Ele teria uma única chance para realizar seu sonho: produzir o filme perfeito durante uma viagem amalucada com seus melhores amigos e com a menina por quem estava apaixonado.

Sem roteiro, ele nem sequer sabia o que queria descobrir na estrada.

O mistério em torno do seu amuleto – um olho turco – podia ser pura fantasia.

A única certeza de Pedro era que na vida real os milagres definitivamente não aconteciam.