Fala Werneck

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Trechos

“- Acho que estou esperando realizar sonhos e causar revoluções.”

 

” A técnica que desenvolvi foi achar uma onda, cair da prancha e ser enterrada viva na água, com a prancha presa no meu pulso e batendo em mim.”

 

“As pessoas andam vivendo demais ou muito pouco, e eu me perguntei se existia alguém vivendo na medida certa.”

 

“- Não crie desculpas para ele – disse ela, apontando um garfo de plástico para mim. – É isso que as pessoas ficam fazendo nesses relacionamentos que não vão a lugar nenhum.”

 

“- Eles sempre são perfeitos antes de você conhecê-los, mas todo mundo tem defeitos.”

 

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Em fevereiro consegui fazer várias leituras, algumas interessantes, uma meio intragável e outras que me surpreenderam pela leveza.

 

O próximo item da lista

June é uma mulher que se sente culpada pela morte de uma jovem que tinha pego carona com ela. E por causa disso, decide realizar a lista que a moça tinha feito, de coisas que ela queria fazer antes do próprio aniversário.

Ao começar a cumprir as tarefas, June vai descobrindo muitas coisas sobre si mesma e também sobre as pessoas que a rodeiam, coisas que ela nunca tinha imaginado.

Quando conseguiu realizar tudo, ela percebeu que além de ter cumprido “seu dever” com a memória de Marissa, ela tinha se permitido ganhar uma direção e acreditar que poderia ter um propósito na vida, bastava “fazer uma lista” e lutar.

 

O amor acontece

Há tempos estava procurando um livro suave assim. A escrita da autora e a narrativa soam muito naturais e realistas. O Fábio e a Mariana poderiam realmente ser amigos meus.

Acho genial a ideia de livros contando uma história dentro de outra, e deve ser algo extremamente desafiador, porque exige uma sincronia enorme entre as partes, para que funcione. Em O amor acontece, o amor, esse sentimento eternamente desejado, acontece (e não acontece). E em ambas as partes, isso faz sentido. Adorei!

 

Bloodchild

Bloodchild é um conto curto que nos coloca para pensar sobre um mundo compartilhado por humanos e “seres estranhos”, onde a raça humana é a raça inferior, e precisa em casos “escolhidos”, ceder seu corpo para que os ovos desses seres cresçam e ganhem vida. Seria um mundo muito assombroso! Especialmente porque os humanos não costumam saber como o “parto” acontece, e é algo perigoso para o hospedeiro. Um conto para pensar sobre o convívio de espécies diferentes e como as circunstâncias tornam umas superiores às outras.

 

Programação Neurolinguística para leigos

Um livro maravilhoso! Repleto de explicações e dicas práticas, para que você possa transformar seu pensamento e assim ter um olhar mais positivo da vida e das pessoas. Com essa mudança, será possível perceber uma melhora na qualidade de vida.

Precisamos ler livros assim, e praticar para que os pensamentos positivos sejam os mais constantes.

 

O bom filho

Esse foi o livro da TAG desse mês, e que livro pesado!

O bom filho, na verdade, é um rapaz que precisa lembrar de coisas que sua mente ocultou e assim descobrir a verdade sobre quem ele é, e porque faz o que faz.

(SPOILER! Se não quiser saber, pule as próximas 4 linhas) 

A construção da descoberta de um psicopata. Um rapaz que não sente grandes emoções, e que não se envolve emocionalmente; nem mesmo quando mata a própria mãe.

Sombrio, assustador, um livro sobre maldade, com um final também pesado. Alguns criminosos permanecem impunes.  

 

Roube meu coração

Depois de um livro pesado, precisava de algo bem romântico.

E esse livro atendeu às minhas expectativas, mostrando um amor que foi rompido, mas retomado 10 anos depois.

Mostrando que o tempo traz amadurecimento, força e percepção.

 

Tipos Incomuns

Tipos Incomuns é um livro de contos do Tom Hanks. Como qualquer livro que reúne várias histórias, algumas achei mais interessante que outras. Comecei o livro gostando, depois parei a leitura por um tempo por considerar alguns contos cansativos e agora em fevereiro consegui retomar e terminar. Achei interessante ele ter feito contos com personagens que aparecem depois em outros. Pontos de vista diferentes de um mesmo grupo, em situações distintas.

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Primeira frase da página 100: ” – Cedo? São dez e meia! – exclamei.”

 

Do que se trata o livro: O próximo item da lista é um romance sobre uma mulher (June) que decide realizar a lista de desejos de uma jovem que conheceu, mas morreu antes de fazer tudo. E a June acaba entrando em situações bem diferentes por isso.

 

O que está achando até agora?

O livro está bom, mostrando a vida de uma mulher que tem dificuldades para ter um relacionamento e que não é valorizada como deveria, no trabalho. Mas a lista está sendo um “motivo” para mudar um pouco as coisas, existe um mistério sobre quem é um cara que a jovem morta cita na lista, e acho que pode vir a surgir um romance entre a June e o Troy… Vamos ver.

 

O que está achando da personagem principal?

A June é uma mulher que está começando a se descobrir e enfrentar o mundo, graças à lista da Marissa. E através da realização dos itens, ela está aprendendo a valorizar coisas simples do dia a dia, como “tomar sorvete em público”, que é algo difícil para pessoas que estão lutando contra a balança.

 

Melhor quote até agora: “Eu sabia que tinha sido um começo, mas ainda havia muito a fazer. Se quisesse alcançar o objetivo, teria que me concentrar e ser persistente.”

 

Vai continuar lendo?

Sim! Adoro romances de autodescoberta assim. 🙂

 

Última frase da página 100: “Lembra-se dela no lançamento, não?”

 

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Boa tarde, Maurício!

 

Conte-nos um pouco sobre você.

Sou nascido em São Paulo, mas moro em Brasília. Além de escritor, sou roteirista e músico. Tenho 7 livros lançados e outros dois já mais ou menos escritos. Só tem uma coisa de que gosto mais do que livros: minha família.

Sim, a família é realmente importante.  🙂

 

Poderia falar sobre os livros que já publicou?

Publiquei 7 livros, 4 independentes e 3 por editoras. Os independentes foram “O Mundo de Vidro”, “Ainda não te disse nada”, “O rosto que precede o sonho” e “Dias melhores pra sempre”. Já os publicados por editoras foram “A máquina de contar histórias” (Novo Conceito), “Surpreendente!” (Intrínseca) e “Todo o tempo do mundo” (Astral Cultural). Agora em 2019 um dos independentes, o “Ainda não te disse nada” sairá pela Qualis Editora (provavelmente na Bienal do Rio), totalmente reformulado. O Surpreendente! foi lançado em Portugal, Itália, Espanha e Lituânia. Já o Todo o tempo do mundo sairá ano que vem na Alemanha.

Surpreendente é um livro incrível, Ainda não te disse nada é um livro que fala muito sobre empatia, e me inspirou a criar um dos projetos aqui do blog, e Todo o tempo do mundo é absolutamente tocante e envolvente; você construiu uma narrativa de viagem no tempo com um olhar reflexivo muito interessante. Mal posso esperar para ler suas outras histórias também… 

 

O que você pensa sobre o mercado editorial no Brasil? Existem oportunidades para novos escritores ou é um grupo mais fechado?

Acho que o Brasil ainda tem um potencial enorme para se transformar num grande mercado. Quando se observa que o nível de leitura ainda é baixo, isso significa que há espaço para crescimento, e com políticas corretas de incentivo à leitura, isso pode ocorrer. Não posso opinar muito sobre o “por dentro” das editoras, o porquê de escolherem determinados livros para lançar, quais suas estratégias de marketing e de vendas, porque não sei mesmo. Também não sei de números, ainda que saiba que há uma crise no mercado. Mas toda crise vai e vem. Uma hora essa vai acabar. E o que devemos fazer, como autores, é escrever cada vez mais. E acho que há oportunidade para novos autores, até porque eu mesmo sou egresso do mercado independente.

 

Em sua opinião, o mercado editorial brasileiro atua e reage diferente com a publicação de livros físicos e digitais?

São duas plataformas do, em essência, mesmo produto. Claro que as estratégias têm que ser diferentes, mas, ao que parece, a venda de livros físicos ainda é bem maior. Pelo que observo dos meus livros, isso é verdade. Talvez o brasileiro ainda não tenha se acostumado com a leitura digital. No fundo, não tenho muita preocupação com o “onde” a pessoa vai ler, desde que leia. E acho que as editoras ainda vão achar o pulo do gato para trabalhar melhor com o digital, é um caminho sem volta.

Sim, também torço para que os brasileiros leiam cada vez mais, esse é um dos objetivos principais do blog, incentivar essa atividade linda, prazerosa e inspiradora que é a leitura.

 

O que você acha que vai acontecer com o mercado, diante dessa crise enorme com livrarias fechando e grandes redes entrando com processo de recuperação judicial? Qual seria a melhor maneira de lidar com a transformação do mercado?

Só posso responder como escritor, e o que faço é continuar escrevendo. Não consigo imaginar o que virá depois, se vão abrir novas redes de livrarias, se vão todas acabar ou se ficaremos só com o digital. Quem vai dizer? Desde que o mundo é mundo contam-se histórias, e elas irão sobreviver.

 

Qual será o futuro dos escritores brasileiros?

Muitos amigos que começaram comigo já pararam. Ao mesmo tempo, novos escritores vão surgindo. O futuro vai se ajustar, as pessoas vão continuar escrevendo e consumindo histórias. Não acho que vá mudar. As oportunidades de aparecer são cada vez maiores, e quem contar boas histórias vai se sobressair. Sempre foi assim.

 

Como será o leitor brasileiro do futuro?

A competição com a internet é pesada. Vejo por minha filha pequena, a luta que tenho para incutir nela o gosto pela leitura. Acho que o leitor brasileiro do futuro será igual aos leitores do mundo todo no futuro, cada vez mais conectados. Puxando brasa para nossa sardinha, só espero que o leitor brasileiro leia cada vez mais literatura feita por brasileiros. Há muita gente boa contando histórias e muito preconceito ainda.

Essa é realmente uma questão que deve ser debatida com mais frequência, os brasileiros tendem a menosprezar um pouco a literatura nacional, considerando-a inferior às estrangeiras… Mas isso é um erro, nossa literatura possui muitas belezas, e existem escritores nacionais (antigos e novos) repletos de talento e de boas histórias.

 

Para você, existe literatura boa e ruim?

Acho que existem livros bem e mal escritos, e aqui falo de erros de gramática, de coesão, de estrutura narrativa, de histórias que se perdem e personagens pouco carismáticos ou relevantes. Já quanto aos gêneros, o gosto é de cada um, não posso julgar o que uma pessoa vai gostar ou não, porque não conheço intimamente ninguém, nem eu mesmo. Se um livro é um “romanção basicão” e toca as pessoas, por que esse livro seria literatura ruim? Ao mesmo tempo, aquele livro supercabeça que eu tento ler e não entendo nada, ou que no meio da página já estou pensando na morte da bezerra, por que seria considerado literatura boa?

Resumiu muito bem a questão de livros “bons” e “ruins”…

 

Agora, vamos comentar alguns gostos mais pessoais. Qual seu gênero literário preferido? E qual é o que menos gosta?

Gosto de drama. Romances dramáticos e românticos. Não curto muito livros de autoajuda.

 

Qual é o seu autor favorito?

Esta pergunta é impossível de responder… rsrsrs. Se for preciso apenas um nome, eu citaria eu mesmo, que é o autor que eu mais conheço, critico, de quem mais reclamo e cujas histórias são mais “minhas”! E agora que já achei um, restam-me Montaigne, Graciliano, Luís Fernando Veríssimo, Hemingway, Nick Hornby, Joel Dicker, Salinger…

 

Qual é o seu maior hábito de escrita?

Escrever diariamente, entre 5h00 e 9h00, com um leite bem quente e de fone no ouvido, sempre rock and roll.

 

Todo o tempo do mundo é um livro repleto de sensibilidade e amor, e tanto ele quanto Surpreendente! têm protagonistas que possuem algum problema de saúde, o que te motiva a cria-los assim?

Acho que o foco acaba sendo mais a superação de alguma questão. No caso do Surpeendente!, é a superação de algo físico mesmo (a cegueira). Já no Todo o Tempo do Mundo, é a superação de uma questão que não é um problema de saúde (a viagem no tempo). Isso de o personagem superar algo difícil, um obstáculo aparentemente intransponível, para mim é algo motivador na escrita. Eu tento me colocar na pele daquele personagem e viver intensamente o desafio. Acredito que os leitores acabem também “vestindo a sandália” e sentindo as angústias e as conquistas.

 

Você já está planejando o próximo livro? Pode nos contar um pouco sobre o projeto?

O próximo projeto é o relançamento do “Ainda não te disse nada”, que ocorrerá, ao que tudo indica, na Bienal do Rio de Janeiro, em 2019. É uma história que muita gente já gosta, mas que virá ainda mais forte. Quanto a um livro novo, estou escrevendo, mas não posso revelar exatamente o que é, pois estou tateando a história.

 

Atualmente, qual é o seu sonho?

Que tenhamos um país mais justo, menos desigual, em que as pessoas tenham mais solidariedade, empatia, respeito pelas opiniões dos outros, sem ódio, sem intolerância e desamor. Em que o amor vença a intolerância e o livro vença o revólver. Trocaria tudo que eu tenho por isso, pela felicidade de tanta gente que todo dia é massacrada nas esquinas por credo, raça, opção sexual ou política. Os sonhos que só me afetam não significam nada.

Sim… Vamos continuar escrevendo, conversando sobre literatura, incentivando novos leitores e assim, ajudando a construir um país do qual possamos nos orgulhar.

 

E para finalizar, indique-me um livro.

Vou indicar 4: Surpreendente!, Todo o tempo do mundo, A máquina de contar histórias e Ainda não te disse nada.

Vou tentar ler em breve os que ainda não tive oportunidade. 🙂

 

Muito obrigada pela conversa e pela objetividade para falar de temas mais leves e mais sérios. 

Desejo que 2019 seja um ano produtivo e construtivo para todos nós!

E que novas histórias, boas e envolventes continuem presentes em nossas vidas!

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Trechos

“Vivemos em uma sociedade do cansaço, pautada no desempenho e na superprodução.”

 

“E que, mais do que encontrar algo que você goste de fazer, encontrar significado no dia a dia não depende de situações externas, mas do que está dentro de você.”

 

“Nós sempre temos tempo – o que acontece é que, na maioria das vezes, pode ser que nossas prioridades não estejam claras.”

 

“Produtividade não é fazer mais coisas. É investir tempo nas coisas certas.”

 

“Existe uma máxima budista que diz: ‘Se as coisas têm solução, não precisa se preocupar. Se não têm, também não precisa.”

 

“A vida não é feita de grandes propósitos, mas do significado que encontramos nas pequenas coisas do cotidiano.”

 

“A vida por si só, nasceu de um ato de criação. Não deixemos que a beleza desse ato se perca em e-mails e outras pequenezas do nosso dia a dia. “

 

“O dia a dia passa tão corrido às vezes que pode valer a pena parar, olhar para trás e curtir um pouco as conquistas.”

 

“É ótimo querer sempre mais, porém a vida não é feita apenas de coisas novas. Celebre suas conquistas. Valorize sua vida hoje, as pessoas ao seu redor, os seus momentos.”

 

“As prioridades na sua vida já estão claras. Você só precisa se permitir vivê-las.”

 

“Motivação é o que faz você começar.

Disciplina é o que faz virar hábito.

Hábito é o que faz você continuar.

A organização ajudará você com os três.”

 

“Nem sempre um empreendedor sozinho tem estrutura para entregar caviar desde o começo.”

 

“Estar presente é uma das melhores maneiras de exercitarmos a nossa mente plena e tranquila.”

 

“Assuma o controle da sua vida. É disso que a organização se trata.”

 

“Pegue algo para beber. Existe algo relaxante no fato de você colocar uma bebida no copo, encostar no móvel da cozinha e parar pra pensar na vida, calmamente, enquanto bebe e ouve a música, sem fazer mais nada.”

 

“Não se cobre. Delegue e abra espaço na sua vida para o que realmente importa – nem que sejam mais horas de lazer e descanso. Às vezes, isso é tão indispensável quanto todo o restante.”

 

“Pare com a glamorização do ‘estou ocupado’.”

 

“Cada vez mais acredito que, se a gente fizer da nossa vida uma vida legal, não precisa fazer pequenas pausas para fugir dela apenas para descansar.”

 

“Ser uma pessoa produtiva não significa trabalhar o tempo inteiro, mas saber alternar com elegância momentos de trabalho árduo com relaxamento.”

 

“A partir do momento em que você vai conquistando propósito na sua vida, é natural curtir as coisas do seu trabalho mesmo fora dele.”

 

“Permita que a mudança aconteça. Ela é boa. Traz novas oportunidades de se descobrir e novas maneiras de viver a vida.”

 

 

 

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A TBR está atrasada, mas as leituras já estão em andamento.

 

Seguem as sinopses.

 

O amor nunca é demais – Nora Roberts

O plano de Daniel deu certo com as netas. Agora, o patriarca dos MacGregors quer ver seus três belos netos casados. O problema é que eles são solteiros convictos… Mas isso não impedirá o avô de encontrar as mulheres perfeitas para tentarem, provocarem e torturarem D.C., Duncan e Ian até finalmente chegarem ao altar. Pois todos sabem que quando Daniel MacGregor tem um objetivo, ele irá alcançá-lo!

 

Para Continuar – Felipe Colbert

Envolver-se com a jovem Ayako é a oportunidade perfeita para Leonardo César esquecer sua vida tediosa e perigosamente limitada, tudo por culpa de um coração defeituoso.

Enquanto isso, com a ajuda de seu avô, Ayako tem a difícil missão de manter inacessível um porão de dimensões que vão além da loja de luminárias que ela gerencia, repleto de milhares de lanternas orientais, cujo mistério envolve os habitantes do bairro da Liberdade.

A partir dos crescentes encontros entre Leonardo e Ayako, uma nova lanterna surgirá para os dois. Eles terão que protegê-la com afinco, ou tudo que construíram juntos poderá desaparecer a qualquer momento.

O que ninguém conseguiria prever é que Ho, um jovem chinês também apaixonado por Ayako, colocaria em risco o futuro desse objeto. E com ele, o sentimento mais importante que dois seres humanos já experimentaram.

 

Criação Mortal – J.D. Robb (Nora Roberts)

Quando uma jovem é encontrada morta no East River Park, exposta artisticamente como uma modelo em uma foto e com o corpo marcado por sinais de uma longa e dolorosa tortura, os pensamentos da tenente Eve Dallas a levam para um caso semelhante que ocorreu nove anos antes. Na época, a cidade de Nova York se viu à beira de um ataque de nervos por causa de uma série de assassinatos que pôs fim à vida de quatro mulheres em quinze dias. Tudo obra de um homem que a mídia batizou de “O noivo”, porque colocava um anel de noivado no dedo de suas vítimas.

 

Morte Súbita – J. K. Rowling

Pagford é, aparentemente, uma pacata cidade inglesa com tudo o de mais comum e organizado que pode haver, mas o que está por trás da fachada bonita é uma cidade em guerra – uma guerra de classes, credos, gerações e interesses.

 

Um novo amanhã – Nora Roberts

A tradicional pousada da cidade de Boonsboro já viveu tempos de guerra e paz, teve diversos donos e até sofreu com rumores de assombrações. Agora, ela está sendo totalmente reformada, sob direção dos Montgomerys, que correm para realizar a grande reinauguração dentro do prazo.

Beckett, o arquiteto da família, é um charmoso conquistador que passa a maior parte do tempo falando sobre obras, comendo pizza e bebendo cerveja com seus irmãos Ryder e Owen. Atarefado com a pousada, ultimamente, nem tem desfrutado de uma vida social decente, mas pretende mudar logo isso para atrair a mulher por quem é apaixonado desde a adolescência.

 

Estrelas da Sorte – Nora Roberts

Sasha Riggs é uma artista assombrada por sonhos que transforma em pinturas maravilhosas, cenas que preveem o futuro. Ela nunca conseguiu assumir seu dom, mas desta vez não consegue ignorar as visões que a atormentam e viaja para a ilha grega de Corfu.

É lá que encontra as pessoas com quem sonha: um mágico, um arqueólogo, um viajante, um lutador, um solitário. Elas também foram atraídas por uma força inexplicável. Dotadas de habilidades extraordinárias, cada uma terá um papel fundamental na aventura que as espera: encontrar as míticas Estrelas da Sorte, que caíram do céu, pondo em risco o destino de todos os mundos.

 

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Boa tarde, Mari! 

 

Conte-nos um pouco sobre você.

Sou mãe, capricorniana, workaholic, odeio praia, sou fã de chocolate e batata frita. Leal até o último fio de cabelo, não tenho paciência para mimimi e não consigo calar as vozes de personagens que moram na minha cabeça.

Adorei sua descrição! Rs.

 

Poderia falar sobre alguns dos livros que já publicou? (Sei que são vários.)

Recentemente lancei meu décimo segundo livro. Não poderia estar mais feliz.

Olha, gata, eu amo escrever coisas divertidas. Então, se você pega um livro meu, vai se envolver em uma história engraçada, leve, com momentos mais sexy e sem drama. Eu detesto dramalhão (na vida, nos livros, nos filmes). Então, tento produzir algo bem tranquilo. Quero que a minha leitora, que chega cansada do trabalho, tome um banho, pegue o livro e se divirta por algumas horas.

 

Em sua opinião, o mercado editorial brasileiro atua e reage diferente com a publicação de livros físicos e digitais?

Ah, sim. Mas tudo é questão de público alvo. Leitores de Fantasia e Terror normalmente preferem impressos. Leitores de Eróticos optam por e-books. A questão é saber onde seu público alvo está.

Mesmo assim, ainda há aquela ideia de que, se não está impresso, não é livro (acredite, já ouvi essa frase várias vezes). Mas o mercado está mudando. Há alguns anos, ninguém imaginava que a Blockbuster seria substituída pela Netflix. Ou que os jornais impressos deixariam de ter tanta popularidade. Hoje em dia, as plataformas digitais estão ganhando muito espaço. É o rumo natural das coisas.

Pois é, grandes transformações estão em curso…

 

O que você acha que vai acontecer com o mercado, diante dessa crise enorme com livrarias fechando e grandes redes entrando com processo de recuperação judicial? Qual seria a melhor maneira de lidar com a transformação do mercado?

Adaptar para sobreviver. O bom e velho Darwin já dizia isso.

Mudanças acontecem o tempo todo. Basta estarmos dispostos a nos ajustar a elas. Por mais que livrarias estejam fechando, o público leitor está aumentando. Vamos ser sinceros? O comércio em geral mudou muito. As lojas online ganharam espaço, assim como as livrarias online.

Muitas livrarias sobrevivem (ainda bem), mas temos o monopólio das grandes cadeias sendo posto a baixo. Em contrapartida, os autores independentes estão ganhando espaço, assim como as editoras menores. Não vejo uma catástrofe iminente, só vejo a necessidade de livrarias se adaptarem.

 

Qual será o futuro dos escritores brasileiros?

Será lindo, maravilhoso! Ou, pelo menos, tenho esperança.

A meu ver, o público leitor tem crescido bastante, bem como o acesso à literatura. Os canais de divulgação também mudaram. Fico muito feliz ao ver milhares de blogs e instablogs literários. Isso faz com que o alcance seja muito maior.

Outro dia, uma amiga minha me disse que o meu livro foi o primeiro que ela leu espontaneamente (sem ser aqueles de escola). Hoje, ela lê livro atrás de livro. Não só meu, mas de outras autoras nacionais também. É isso. Estamos formando novos leitores. Logo, os escritores vão ganhar mais espaço (oremos!).

 

Você considera que ainda existe preconceito com o gênero literário que você publica? O que você diria aos leitores que têm preconceito?

Ah, mas é claro. Eu escrevo romances com humor e sexo. Minhas histórias são engraçadas e fazem você sentir coisinhas gostosas lá embaixo – e isso já faz com que muita gente não queira nem chegar perto.

O que eu fico mais pê da vida é que muito  preconceito vem dos próprios escritores.

Eu acho SUPER normal não gostar de um estilo. Mas o que incomoda é quando a pessoa nem se dá ao trabalho de conhecer antes de julgar. Teve um dia que um cara (desconhecido e que nunca tinha lido nada meu) comentou em um post no meu perfil pessoal, dizendo que meu livro era lixo literário. Puro preconceito! Só porque tem um gostosão na capa não quer dizer que eu não tenha criado uma história com conteúdo.

Minha dica é: leia! Dê uma chance àquilo que você não conhece. Se não gostar, vai deixar de ser preconceito e passar a ser preferência. Mas, por favor, não tente diminuir o trabalho de alguém só porque você não gosta.

Com certeza, cada um de nós é uma pessoa com gostos particulares, e essa vasta quantidade de opções é benéfica para que cada um vá descobrindo o que lhe agrada mais ou menos. E não poderia simplificar mais do que a sua dica de “leia”, é o que precisa ser feito. “Apenas” isso. E grandes surpresas poderão acontecer, porque muitas vezes você fica com receito de certo gênero, e depois de conhecer pode ser que sua opinião mude, ou talvez permaneça. Quem sabe? Mas, pelo menos você experimentou. 

 

Como será o leitor brasileiro do futuro?

Que pergunta impossível! Rs

Não sei como ele será, mas espero que eles sejam que nem minhas leitoras lindas, que falam sempre comigo, me pedem por mais livros e aceitam dicas de novas leituras.

 

Para você, existe literatura boa e ruim?

Extra, extra, extra. Tem polêmica chegando!

Ah, gata… Que difícil isso.

Talvez não, porque bom e ruim vai de acordo com o gosto de quem está lendo. Mas, ao mesmo tempo, precisamos pensar em diversos aspectos que compõem um livro.

Vou mudar a minha resposta. Do ponto de vista do leitor, não. É apenas questão de gosto. Do ponto de vista profissional/editorial, sim. Existem histórias com muitos furos, falta de pesquisa, falta de coerência… Fora o descaso com a Língua Portuguesa. Porque não é só ter uma ideia. Para escrever, o escritor precisa saber como desenvolver essa ideia em um livro.

Mas quem sou eu para dizer se a literatura é boa ou ruim? Eu apenas leio e produzo o que eu acho ser bom. Não estou aqui para julgar ninguém.

Muitas vezes falta um pouco de pesquisa mesmo e revisão. A série de vídeos que você está fazendo com a Sissi são muito interessantes, e para o bem dos leitores, espero que os novos escritores estejam assistindo. 

 

Agora, vamos comentar alguns gostos mais pessoais. Qual seu gênero literário preferido? E qual é o que menos gosta?

Ah, adoro o estilo que eu escrevo: Romances sexy e com humor. Mas também curto Clássicos, Fantasia, Distopia… Sou bem eclética. Eu não curto Terror (porque tenho medo) e Romance de Época (nunca encontrei um que me prendesse).

 

Qual é o seu autor favorito?

Amo Kendall Ryan, Meg Cabot, Cambria Hebert, Lauren Blakely, Jane Austen, Oscar Wilde… Das nacionais, curto muito a Janice Ghisleri, Andreia Evaristo, Camila Deus Dará, Luísa Aranha… São muitas. Juro que não tenho como escolher uma só. Depende do momento.

Compreendo o sentimento de não conseguir escolher apenas um. Rs. Isso também acontece comigo!

 

Qual é o seu maior hábito de escrita?

Eu converso com meus personagens em voz alta e faço as vozes deles quando me respondem (não me julguem).

 

Já está planejando seu próximo livro? Pode nos contar um pouco sobre o projeto?

Estou sempre planejando livros. Tenho uma meta de lançar um livro por mês em 2019, mas não sei se vou conseguir.

A (maldita) Mulher dos Meus Sonhos é um livro que tem estado na minha cabeça há um tempo. Ele conta a história de um casal que se divorciou, mas o nosso mocinho delícia está disposto a tudo para reconquistar o amor de sua vida.

Mas acho que meu próximo lançamento será O Preço da Fama, que conta a história de uma popstar que resolve largar tudo e ir para a faculdade.

São muitos livros na minha cabeça, com histórias diferentes e que não seguem uma lógica. Depende do meu momento.

 

Atualmente, qual é o seu sonho?

Profissional? Hmmm… Conseguir continuar escrevendo e viver apenas disso.

 

E para finalizar, indique-me um livro.

A trilogia Deuses de Dois Mundos, do PJ Pereira. Melhor livro nacional que eu já li.

 

Muito obrigada, Mari! Pela conversa, pela sinceridade e por querer mostrar como o preconceito é prejudicial para todos.

Espero que você tenha muito sucesso, que realize seu sonho e cumpra a meta de 2019! 

Torço para que o público leitor no Brasil seja cada vez maior e eclético, existem muitas histórias boas que merecem nossa atenção. E os escritores merecem todo respeito, pela coragem de mostrar suas ideias para o mundo e por tentar despertar emoções nas pessoas, sejam emoções alegres ou tristes, todas têm seu valor e lugar. 

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Trechos

 

“Ia caminhando e, ao mesmo tempo, cantava, pois quando me sinto feliz não tenho outro remédio senão cantar uma cantiga qualquer, como todo homem feliz que não tem amigos nem conhecidos, nem pessoa alguma com quem compartilhar os seus momentos de alegria.”

 

“Sou um sonhador, mal conheço a vida real, e um momento como este é tão difícil de acontecer comigo, que me seria absolutamente impossível não estar continuamente a evocá-lo nos meus sonhos.”

 

“Agora que estou sentado ao seu lado e que falo com você, infunde-me um extraordinário desalento pensar no que há de vir, pois, na vida que tenho ainda à minha frente… apenas vejo solidão, e de novo essa vida ociosa, inútil e aborrecida.”

 

“E em vão o sonhador remexe nos seus antigos sonhos, como se ainda procurasse no rescaldo uma centelha, uma só, por pequena que fosse, sobre a qual pudesse soprar, e com a nova chama assim ateada aquecer depois o coração enregelado e voltar a despertar nele o que dantes lhe era tão querido, o que comovia a nossa alma e nos arrebatava o sangue, aquilo que fazia subir as lágrimas aos nossos olhos e que era uma ilusão tão bela.”

 

“Parecemos todos mais frios e taciturnos do que somos na verdade; pode-se dizer que as pessoas têm medo de se comprometer expondo com franqueza os seus sentimentos.”

 

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Boa tarde, Guto!

 

Conte-nos um pouco sobre você.

 Sou formado em música e letras. Professor de música e violão clássico. Trabalho no projeto Guri em Lorena e Cachoeira Paulista. Tenho 41 anos, moro com minha esposa Olivia e minha filha Anna Luísa. Gosto de ler e ouvir música. Não tenho complexidades. Tento ser simples.

 

Poderia falar sobre os livros que já publicou?

São livros que falam de situações que gostaria que tivessem mais atenção das pessoas, da mídia. Sem pretensão alguma, não imagino que há vasta relevância no que escrevo, mas também acredito que não são assuntos que devemos relegar ao fantasioso, ao inverossímil.

 Já conheço alguns dos seus livros e posso garantir que possuem relevância sim! Mesmo com as características essencialmente ficcionais, a trama envolve o leitor numa reflexão sobre a importância das mídias e do pensamento crítico (que está faltando em muitas pessoas). Precisamos ler mais, ler bastante, e criticamente considerar todas as informações e notícias que recebemos. No mundo globalizado em que vivemos é relativamente fácil “criar” notícias falsas e distorcer informações. 

 

O que você pensa sobre o mercado editorial no Brasil?

Acho que tem muito o que crescer e aprender. Não falo em relação à novas mídias, como leitores eletrônicos ou celulares e tal, mas em relação ao pensamento do negócio em si. Como tenho uma experiência na indústria da música e, no fim, tudo é entretenimento. Acho que as grandes editoras, os grandes vendedores de livros nem sabem para quem estão vendendo (devem saber, mas não parece), erro cometido pelos empresários da música. Parece-me que as metas são sempre pensadas no “Efeito Manada”: Fantasia vende! Vamos publicar só livros de fantasia!! Esquece a fantasia! O que vende é hot! Hot já passou, a moda agora é New Adult! E atolam-se em milhares de títulos genéricos de histórias cheias de clichês e que cansam, provocando um tédio no leitor e transformando um monte de livros em um exército de capas que caem no esquecimento. Lembra quando sertanejo era moda e apareciam duzentas duplas caipiras? Ou a época do pagode e nos milhares de grupos parecidos? A gente se cansa da mesmice. O clichê nos conforta quando uma coisa se resolve e acalma nossa alma, mas a cada cinco páginas com uma princesa  salva ou duzentas mocinhas inocentes sendo seduzidas por empresários milionários com passado obscuro… Uma hora cansa. Aí, o empresário do ramo diz que brasileiro não lê.

 

Existem oportunidades para novos escritores ou é um grupo mais fechado?

Com as redes sociais acho que ficou mais fácil, não sei como era antes disso e nem como eu faria para desenvolver uma divulgação mais efetiva. Mas o olimpo, a grande mídia e tudo que poderia realmente impulsionar rapidamente a carreira de autores novos, ah… isso é para poucos; sortudos, talvez. Talentosos? Algumas vezes nem tanto.

 

Em sua opinião, o mercado editorial brasileiro atua e reage diferente com a publicação de livros físicos e digitais?

Acho que depende do leitor mais do que dos editores ou vendedores. Se todo mundo migrasse para o digital e desse lucro, livro físico seria obsoleto como o CD, o VHS, etc. E os empresários ficariam felizes, mas o livro ainda consegue ganhar do e-book. Os leitores nem chamam de “livro eletrônico”, se referem ao Livro-eletrônico (e-book) como PDF, como se fosse outra coisa, como se fosse menor, defeituoso: “Você tem o livro? Não, só o PDF.” Ué? Mas não é o mesmo conteúdo? A mesma história? “Só” o PDF? Aí o leitor responde: Ah… É diferente… Acho que isso que os empresários não entendem. Seria muito mais fácil trabalhar só com e-book. Mas há essa resistência romântica dos leitores. Resistência que acho ótima e concordo plenamente.

 

O que você acha que vai acontecer com o mercado, diante dessa crise enorme com livrarias fechando e grandes redes entrando com processo de recuperação judicial?

Vai reagir e se adaptar. Não vão perder dinheiro. Qualquer mercado passa por transformações e se regula. Não tenho medo de acabar. Tenho medo da Amazon. Acho que ela pode destruir a concorrência e depois, ao monopolizar o mercado, aumentar preços e acabar com essa alegria de leitores comprando dez livros por mês, gastando relativamente pouco. Um livreiro me disse que ela fez isso na Austrália: entrou no país, destruiu a concorrência e aumentou os preços.

 

Qual seria a melhor maneira de lidar com a transformação do mercado?

Estudar o perfil do consumidor de livros, entender o quanto ele está disposto a gastar com livros, aumentar o número de leitores com campanhas em escolas de nível fundamental, tentar diminuir custos, impostos, etc. E vender um produto que realmente você queira comprar. Acho que independente de qualquer estudo ou planejamento, as pessoas não devem ser tratadas como gado confinado que como o que cai no cocho. Sempre ouvi: “Não compro mais livros porque são caros.” Então vamos abaixar o preço! Então talvez o problema seja esse: o preço. Mudem o modelo na relação Editora x Loja (porque aí que está o problema) que leitores temos muitos e ávidos.           

 

Qual será o futuro dos escritores brasileiros?

Se depender da minha vontade será maravilhoso! Existem muitos, mas muitos mesmos. Todos em busca de uma oportunidade, de alguém que leia e ajude a divulgar.

 

Você aborda temas polêmicos, históricos e políticos nos seus livros. Diante disso, você considera que ainda existe preconceito com o gênero literário que você publica?

Um pouco, mas nada que não consiga mudar com cinco minutos de conversa.

 

O que você diria aos leitores que têm preconceito?

Que só podemos falar bem ou mal se lermos o livro em discussão. Claro que se o tema não lhe agrada, não entendo como preconceito, por se tratar de algo que já lhe causou estranheza em experiência anterior; mas não ler por simplesmente achar que talvez não seja do seu agrado, acho um argumento raso. Não tem como prever se vai gostar ou não. Tem que ler!

 

Como será o leitor brasileiro do futuro?

Vixe, se for pela maioria, só vai ler manchete de notícias e a sinopse ou resenha no Youtube ou Instagram. Mas tenho esperança que aprofundem mais, que saiam da zona de conforto, que entendam que a aventura literária é muito mais rica e diversa que imaginam. Ler traz informação, conforta, cura, dá ideias, melhora nossa imaginação, aprimora o pensar crítico, criativo.

 

Para você, existe literatura boa e ruim?

Não. Só separo em gostei e não gostei. Porque há a subjetividade de cada um. E assim, subjetivamente, relativiza o resultado literário. O contexto é fundamental nesse momento. O contexto vai dizer se eu gostei ou não. Mas não podemos classificar ou rotular. Isso só atrapalha a experiência. Há muitos aspectos nessa análise. Aspectos sociais, históricos, antropológicos. E se pensarmos na antropologia, a ramificação do estudo estético cria milhares de possibilidades. Mas no fim o afetivo é o que fala mais alto. Quem não lembra do primeiro livro que leu, ganhou, emprestou? Era bom? Era ruim? Para mim sempre será maravilhoso.

 

Agora, vamos comentar alguns gostos mais pessoais. Qual seu gênero literário preferido?

Olhando para minha estante deveria falar que gosto de espionagem, guerras e históricos. Mas a fantasia e a ficção científica são os gêneros preferidos.

 

E qual é o que menos gosta?

Terror. Só tenho Drácula, Frankenstein e Médico e o Monstro por que são clássicos.

 

Qual é o seu autor favorito?

Tolkien e Marcos Rey.

 Não dá pra escolher apenas um, não é mesmo? Rs.

 

Qual é o seu maior hábito de escrita?

Planejar toda a história e anotar em cadernos. Tudo escrito a mão. Após um estudo de possibilidades, sento em frente ao computador e escrevo até não encontrar saída. Isso sempre a noite e depois de pensar exaustivamente no que gostaria de ler.

 

Já está planejando seu próximo livro?

Sim. Tenho uma fantasia (Crônicas Bárbaras) em andamento. O terceiro volume da série Conspiração também em andamento e pensando ainda se o Cenas de Um Crime vai ou não ter continuação.

 

Pode nos contar um pouco sobre o projeto?

O terceiro volume da série Conspiração vai dar respostas ou não para todo o mundo de possibilidades que criei no segundo livro (A Ascensão do IV Reich), entretanto não tem como falar sem dar spoilers. Crônicas Bárbaras é minha homenagem a Tolkien, é um caminho natural. Tolkien é um modelo de autor para mim. É o que me motiva e faz escrever. O Cenas me criou um problema, porque são tantas histórias e possibilidades que não sei como vai cair no coração dos leitores. E acho que eles que vão decidir se continuo ou não.

 

Atualmente, qual é o seu sonho?

Antes, vinte e cinco anos atrás o sonho era viver de música e da música. Agora é viver da literatura. Poder dedicar tempo integral ao trabalho de escrever, criar, ler… Acho que está próximo.

 

E para finalizar, indique-me um livro.

Os meus, claro!

Todos do Tolkien, até rascunhos se encontrar. Todos de Philip K. Dick que também é um monstro, acho incrível. Mas isso só depois de você ler toda a série Vagalume e todos os clássicos brasileiros. Viva a literatura nacional! Impossível indicar um só!

Li muitos da série Vagalume na época da escola, e os do Tolkien já estão na minha lista, especialmente a trilogia Senhor dos Anéis (que está nas metas de 2019). Portanto, vou acrescentar Philip K. Dick na minha lista. 🙂

 

Guto, obrigada pela conversa, por mostrar as suas opiniões sobre assuntos tão importantes para a literatura nacional e também por falar sobre os seus livros. 

Espero que cada vez mais pessoas leiam e discutam os diversos temas abordados nos livros, especialmente nos seus sobre história, notícias e senso crítico.

Agora em fevereiro começarei a publicar no blog uma série de entrevistas que fiz com alguns escritores nacionais.

 

Onde pude conversar com eles sobre o mercado editorial brasileiro, as mudanças e novas tendências… Além de descobrir algumas informações sobre seus gostos literários e suas opiniões quanto aos leitores brasileiros.

 

Espero que vocês gostem, aproveitem a oportunidade para também conversar e debater todas essas transformações. Vamos juntos construir um Brasil que goste cada vez mais da literatura, e a reconheça como uma fonte inesgotável de conhecimento e reflexão, e não “apenas” entretenimento.

 

Literatura é vida!

 

Ah, espero trazer depois algumas conversas com meus amigos leitores também.

E se algum de vocês quiser participar, é só entrar em contato comigo por e-mail ou pelo Instagram.

🙂