Fala Werneck

noitesbrancas

Trechos

 

“Ia caminhando e, ao mesmo tempo, cantava, pois quando me sinto feliz não tenho outro remédio senão cantar uma cantiga qualquer, como todo homem feliz que não tem amigos nem conhecidos, nem pessoa alguma com quem compartilhar os seus momentos de alegria.”

 

“Sou um sonhador, mal conheço a vida real, e um momento como este é tão difícil de acontecer comigo, que me seria absolutamente impossível não estar continuamente a evocá-lo nos meus sonhos.”

 

“Agora que estou sentado ao seu lado e que falo com você, infunde-me um extraordinário desalento pensar no que há de vir, pois, na vida que tenho ainda à minha frente… apenas vejo solidão, e de novo essa vida ociosa, inútil e aborrecida.”

 

“E em vão o sonhador remexe nos seus antigos sonhos, como se ainda procurasse no rescaldo uma centelha, uma só, por pequena que fosse, sobre a qual pudesse soprar, e com a nova chama assim ateada aquecer depois o coração enregelado e voltar a despertar nele o que dantes lhe era tão querido, o que comovia a nossa alma e nos arrebatava o sangue, aquilo que fazia subir as lágrimas aos nossos olhos e que era uma ilusão tão bela.”

 

“Parecemos todos mais frios e taciturnos do que somos na verdade; pode-se dizer que as pessoas têm medo de se comprometer expondo com franqueza os seus sentimentos.”

 

entrevistacomescritor

Boa tarde, Guto!

 

Conte-nos um pouco sobre você.

 Sou formado em música e letras. Professor de música e violão clássico. Trabalho no projeto Guri em Lorena e Cachoeira Paulista. Tenho 41 anos, moro com minha esposa Olivia e minha filha Anna Luísa. Gosto de ler e ouvir música. Não tenho complexidades. Tento ser simples.

 

Poderia falar sobre os livros que já publicou?

São livros que falam de situações que gostaria que tivessem mais atenção das pessoas, da mídia. Sem pretensão alguma, não imagino que há vasta relevância no que escrevo, mas também acredito que não são assuntos que devemos relegar ao fantasioso, ao inverossímil.

 Já conheço alguns dos seus livros e posso garantir que possuem relevância sim! Mesmo com as características essencialmente ficcionais, a trama envolve o leitor numa reflexão sobre a importância das mídias e do pensamento crítico (que está faltando em muitas pessoas). Precisamos ler mais, ler bastante, e criticamente considerar todas as informações e notícias que recebemos. No mundo globalizado em que vivemos é relativamente fácil “criar” notícias falsas e distorcer informações. 

 

O que você pensa sobre o mercado editorial no Brasil?

Acho que tem muito o que crescer e aprender. Não falo em relação à novas mídias, como leitores eletrônicos ou celulares e tal, mas em relação ao pensamento do negócio em si. Como tenho uma experiência na indústria da música e, no fim, tudo é entretenimento. Acho que as grandes editoras, os grandes vendedores de livros nem sabem para quem estão vendendo (devem saber, mas não parece), erro cometido pelos empresários da música. Parece-me que as metas são sempre pensadas no “Efeito Manada”: Fantasia vende! Vamos publicar só livros de fantasia!! Esquece a fantasia! O que vende é hot! Hot já passou, a moda agora é New Adult! E atolam-se em milhares de títulos genéricos de histórias cheias de clichês e que cansam, provocando um tédio no leitor e transformando um monte de livros em um exército de capas que caem no esquecimento. Lembra quando sertanejo era moda e apareciam duzentas duplas caipiras? Ou a época do pagode e nos milhares de grupos parecidos? A gente se cansa da mesmice. O clichê nos conforta quando uma coisa se resolve e acalma nossa alma, mas a cada cinco páginas com uma princesa  salva ou duzentas mocinhas inocentes sendo seduzidas por empresários milionários com passado obscuro… Uma hora cansa. Aí, o empresário do ramo diz que brasileiro não lê.

 

Existem oportunidades para novos escritores ou é um grupo mais fechado?

Com as redes sociais acho que ficou mais fácil, não sei como era antes disso e nem como eu faria para desenvolver uma divulgação mais efetiva. Mas o olimpo, a grande mídia e tudo que poderia realmente impulsionar rapidamente a carreira de autores novos, ah… isso é para poucos; sortudos, talvez. Talentosos? Algumas vezes nem tanto.

 

Em sua opinião, o mercado editorial brasileiro atua e reage diferente com a publicação de livros físicos e digitais?

Acho que depende do leitor mais do que dos editores ou vendedores. Se todo mundo migrasse para o digital e desse lucro, livro físico seria obsoleto como o CD, o VHS, etc. E os empresários ficariam felizes, mas o livro ainda consegue ganhar do e-book. Os leitores nem chamam de “livro eletrônico”, se referem ao Livro-eletrônico (e-book) como PDF, como se fosse outra coisa, como se fosse menor, defeituoso: “Você tem o livro? Não, só o PDF.” Ué? Mas não é o mesmo conteúdo? A mesma história? “Só” o PDF? Aí o leitor responde: Ah… É diferente… Acho que isso que os empresários não entendem. Seria muito mais fácil trabalhar só com e-book. Mas há essa resistência romântica dos leitores. Resistência que acho ótima e concordo plenamente.

 

O que você acha que vai acontecer com o mercado, diante dessa crise enorme com livrarias fechando e grandes redes entrando com processo de recuperação judicial?

Vai reagir e se adaptar. Não vão perder dinheiro. Qualquer mercado passa por transformações e se regula. Não tenho medo de acabar. Tenho medo da Amazon. Acho que ela pode destruir a concorrência e depois, ao monopolizar o mercado, aumentar preços e acabar com essa alegria de leitores comprando dez livros por mês, gastando relativamente pouco. Um livreiro me disse que ela fez isso na Austrália: entrou no país, destruiu a concorrência e aumentou os preços.

 

Qual seria a melhor maneira de lidar com a transformação do mercado?

Estudar o perfil do consumidor de livros, entender o quanto ele está disposto a gastar com livros, aumentar o número de leitores com campanhas em escolas de nível fundamental, tentar diminuir custos, impostos, etc. E vender um produto que realmente você queira comprar. Acho que independente de qualquer estudo ou planejamento, as pessoas não devem ser tratadas como gado confinado que como o que cai no cocho. Sempre ouvi: “Não compro mais livros porque são caros.” Então vamos abaixar o preço! Então talvez o problema seja esse: o preço. Mudem o modelo na relação Editora x Loja (porque aí que está o problema) que leitores temos muitos e ávidos.           

 

Qual será o futuro dos escritores brasileiros?

Se depender da minha vontade será maravilhoso! Existem muitos, mas muitos mesmos. Todos em busca de uma oportunidade, de alguém que leia e ajude a divulgar.

 

Você aborda temas polêmicos, históricos e políticos nos seus livros. Diante disso, você considera que ainda existe preconceito com o gênero literário que você publica?

Um pouco, mas nada que não consiga mudar com cinco minutos de conversa.

 

O que você diria aos leitores que têm preconceito?

Que só podemos falar bem ou mal se lermos o livro em discussão. Claro que se o tema não lhe agrada, não entendo como preconceito, por se tratar de algo que já lhe causou estranheza em experiência anterior; mas não ler por simplesmente achar que talvez não seja do seu agrado, acho um argumento raso. Não tem como prever se vai gostar ou não. Tem que ler!

 

Como será o leitor brasileiro do futuro?

Vixe, se for pela maioria, só vai ler manchete de notícias e a sinopse ou resenha no Youtube ou Instagram. Mas tenho esperança que aprofundem mais, que saiam da zona de conforto, que entendam que a aventura literária é muito mais rica e diversa que imaginam. Ler traz informação, conforta, cura, dá ideias, melhora nossa imaginação, aprimora o pensar crítico, criativo.

 

Para você, existe literatura boa e ruim?

Não. Só separo em gostei e não gostei. Porque há a subjetividade de cada um. E assim, subjetivamente, relativiza o resultado literário. O contexto é fundamental nesse momento. O contexto vai dizer se eu gostei ou não. Mas não podemos classificar ou rotular. Isso só atrapalha a experiência. Há muitos aspectos nessa análise. Aspectos sociais, históricos, antropológicos. E se pensarmos na antropologia, a ramificação do estudo estético cria milhares de possibilidades. Mas no fim o afetivo é o que fala mais alto. Quem não lembra do primeiro livro que leu, ganhou, emprestou? Era bom? Era ruim? Para mim sempre será maravilhoso.

 

Agora, vamos comentar alguns gostos mais pessoais. Qual seu gênero literário preferido?

Olhando para minha estante deveria falar que gosto de espionagem, guerras e históricos. Mas a fantasia e a ficção científica são os gêneros preferidos.

 

E qual é o que menos gosta?

Terror. Só tenho Drácula, Frankenstein e Médico e o Monstro por que são clássicos.

 

Qual é o seu autor favorito?

Tolkien e Marcos Rey.

 Não dá pra escolher apenas um, não é mesmo? Rs.

 

Qual é o seu maior hábito de escrita?

Planejar toda a história e anotar em cadernos. Tudo escrito a mão. Após um estudo de possibilidades, sento em frente ao computador e escrevo até não encontrar saída. Isso sempre a noite e depois de pensar exaustivamente no que gostaria de ler.

 

Já está planejando seu próximo livro?

Sim. Tenho uma fantasia (Crônicas Bárbaras) em andamento. O terceiro volume da série Conspiração também em andamento e pensando ainda se o Cenas de Um Crime vai ou não ter continuação.

 

Pode nos contar um pouco sobre o projeto?

O terceiro volume da série Conspiração vai dar respostas ou não para todo o mundo de possibilidades que criei no segundo livro (A Ascensão do IV Reich), entretanto não tem como falar sem dar spoilers. Crônicas Bárbaras é minha homenagem a Tolkien, é um caminho natural. Tolkien é um modelo de autor para mim. É o que me motiva e faz escrever. O Cenas me criou um problema, porque são tantas histórias e possibilidades que não sei como vai cair no coração dos leitores. E acho que eles que vão decidir se continuo ou não.

 

Atualmente, qual é o seu sonho?

Antes, vinte e cinco anos atrás o sonho era viver de música e da música. Agora é viver da literatura. Poder dedicar tempo integral ao trabalho de escrever, criar, ler… Acho que está próximo.

 

E para finalizar, indique-me um livro.

Os meus, claro!

Todos do Tolkien, até rascunhos se encontrar. Todos de Philip K. Dick que também é um monstro, acho incrível. Mas isso só depois de você ler toda a série Vagalume e todos os clássicos brasileiros. Viva a literatura nacional! Impossível indicar um só!

Li muitos da série Vagalume na época da escola, e os do Tolkien já estão na minha lista, especialmente a trilogia Senhor dos Anéis (que está nas metas de 2019). Portanto, vou acrescentar Philip K. Dick na minha lista. 🙂

 

Guto, obrigada pela conversa, por mostrar as suas opiniões sobre assuntos tão importantes para a literatura nacional e também por falar sobre os seus livros. 

Espero que cada vez mais pessoas leiam e discutam os diversos temas abordados nos livros, especialmente nos seus sobre história, notícias e senso crítico.

Agora em fevereiro começarei a publicar no blog uma série de entrevistas que fiz com alguns escritores nacionais.

 

Onde pude conversar com eles sobre o mercado editorial brasileiro, as mudanças e novas tendências… Além de descobrir algumas informações sobre seus gostos literários e suas opiniões quanto aos leitores brasileiros.

 

Espero que vocês gostem, aproveitem a oportunidade para também conversar e debater todas essas transformações. Vamos juntos construir um Brasil que goste cada vez mais da literatura, e a reconheça como uma fonte inesgotável de conhecimento e reflexão, e não “apenas” entretenimento.

 

Literatura é vida!

 

Ah, espero trazer depois algumas conversas com meus amigos leitores também.

E se algum de vocês quiser participar, é só entrar em contato comigo por e-mail ou pelo Instagram.

🙂

leiturasdejaneiro

 

Aproveitei as férias para fazer várias leituras durante o mês de janeiro. Algumas foram marcantes, impactantes, elas me permitiram conhecer novos escritores, revisitar alguns que já adoro e também ser apresentada a um clássico.

Como de costume, irei comentar apenas algumas leituras do mês.

 

  • Tudo aquilo que eu não disse

Este livro conta a história de duas mulheres que sofrem por amor. Uma tem um relacionamento difícil com um homem complicado, e a outra tem um relacionamento que não é aceito pela família.

São mulheres que sofrem muito, mas continuam acreditando no amor.

E em meio a tudo isso, percebemos como as guerras causam mais vítimas do que os soldados que lutam, e é perturbador ler sobre o olhar que a religião tinha (e ainda tem) sobre algumas coisas, e as medidas tomadas para “purificar” essas almas perdidas. E enfim, notamos a importância das palavras, e de uma carta que não foi entregue no tempo certo…

 

  • Trabalho organizado

O livro da Thais Godinho é muito bom porque fala sobre organização, planejamento e foco; três coisas fundamentais para que você construa e estabeleça uma carreira que te satisfaça.

Ela traz no livro dicas simples e exercícios práticos para que você consiga organizar o seu trabalho e assim chegar onde sonha.

 

  • Noites Brancas

Este é o primeiro livro que li de Dostoiévski e não gostei muito.

O livro fala sobre um homem solitário, que conhece uma jovem por quem se apaixona. Mas as coisas não são simples…

É possível perceber a grande solidão e um conformismo com essa vida reservada, que busca pequenos instantes fugazes de alegria.

Não gostei muito da história, mas apreciei a escrita do autor, é muito bonita.

 

  • A filha do rei do pântano

A filha do rei do pântano é um livro complicado emocionalmente, porque uma jovem narra sua vida selvagem, que foi construída por um crime cruel.

E é difícil para ela entender a enormidade do ato de maldade que seu pai cometeu contra sua mãe.

Helena nasceu de um crime e construiu um sentimento de admiração pelo algoz da mãe, sem ter consciência das circunstâncias que envolveram seu nascimento e infância.

Este é um livro que irá te envolver, angustiar e tocar, porque você entende como a vida dessa criança foi diferente e, de certa maneira, limitada.

E não é simples julgar as atitudes das pessoas envolvidas nas diferentes épocas dessa trama dramática.

 

Bem, espero que vocês também leiam esses livros e depois comentem comigo o que acharam!

 

tbrfevereiro

 

A TBR de fevereiro será mais modesta… Muitos projetos a serem direcionados durante o mês.

Confira as resenhas para ver qual você também colocará na lista futura de leituras!

 

O próximo item da lista – Jill Smolinski

June Parker está tentando pôr em prática uma lista criada por uma mulher que morreu antes de realizar todos os seus itens. No entanto, alguém que nunca pensou nos próprios sonhos será capaz de realizar os de outra pessoa?

 

O amor acontece – Lúcia Bettencourt

Mariana é uma jovem escritora que se julga incapaz de se apaixonar. Ela recebe a encomenda de escrever um romance de amor ambientado em Veneza, Itália, mas tem dificuldade em deixar que suas personagens se encontrem e vivam uma grande paixão.

Fábio, professor universitário e responsável pela indicação de Mariana, acompanha o processo criativo da amiga falando com ela diariamente ao telefone.

Aos poucos, Fábio vai mostrar a Mariana que o amor ainda existe e pode acontecer até entre as páginas de um livro.

 

O azarão – Markus Zusak

Garotos são como cães: estão sempre prontos para atacar, latir e pedir uma chance de mostrar seu valor.

“Jurei que, se um dia eu tivesse uma namorada, eu a trataria direito e nunca seria mau nem safado com ela, nem a magoaria. Nunca. Jurei e tinha toda a confiança do mundo de que manteria a promessa.”

Cameron Wolfe é um garoto incorrigível.

Ele mesmo sabe disso. Seu irmão, Rube, também sabe, porque é outro. Eles são capazes de mudar, mas o que seria necessário para isso acontecer?

 

O bom filho – You -Jeong Jeong

Certa manhã, Yu-Jin acorda com um estranho cheiro metálico e uma ligação do irmão. Descendo as escadas no duplex onde vive com a mãe na Coréia do Sul, ele a encontra morta sobre uma poça de sangue no chão. Mas Yu-Jim só tem vagas lembranças da noite anterior. Durante três dias, em uma busca incessante para desvendar o crime, ele acaba descobrindo segredos sobre si.

tudoaquiloqueeunaodisse

Trechos

 

“Sua mãe e seu pai adotivos eram as pessoas mais gentis, honestas e tementes a Deus que qualquer um podia desejar conhecer, e o fato de nunca terem sido abençoados com um filho próprio fazia William questionar a existência do Deus que eles veneravam com tanta devoção.”

 

” – Por nos dar o presente mais precioso de todos. Um garoto do qual podemos nos orgulhar. Um garoto que tornou nossas vidas completas.”

 

“William estremeceu ao pensar neste regime tão cruel e se perguntou que tipo de religião permitia que esse tipo de coisa acontecesse.”

 

“Parece um clichê, mas eles realmente eram almas gêmeas.”

 

“Agora vejo que eu estava me iludindo, é claro, mas é a clareza de ver as coisas na retrospectiva. A visão só fica clara quando se está fora da situação.”

 

“Não sou muito bom nesse tipo de coisa, como você sabe, mas neste momento meu coração está partido, e isso me incentiva a seguir em frente.”

 

“A guerra pode nos separar fisicamente, mas nosso laço emocional será inquebrável.”

 

” – Nunca saberemos a resposta para isso, mas ele a escreveu, não foi? Pelo menos você sabe como ele se sentia. É tudo o que resta, e terá que ser o suficiente.”

 

“Tina pensou em todas as vidas destruídas por causa de um ato egoísta.”

 

“Ela não conseguia ouvir suas palavras do outro lado do jardim, mas não tinha dúvida do que ele dissera.”

 

 

umcasamentoamericano

 

Primeira frase da página 100: “Com amor, Celestial.”

 

Do que se trata o livro: O livro conta a história de um jovem casal negro, que numa viagem à casa dos pais dele, se encontra numa situação complicada. Eles estão num hotel e após uma discussão, ele sai do quarto e ajuda uma mulher. Durante a noite/madrugada ele é acusado, erroneamente, de um crime. Ele é preso e tanto ele (Roy) quanto Celestial estão tentando lidar com as dificuldades da situação.

 

O que está achando até agora?

O livro está muito bom! Ele aborda temas graves da sociedade americana de uma forma sutil, e o recurso de escolher a troca de cartas para narrar essa época depois que o Roy foi preso, está se mostrando muito assertivo; porque a gente vi conseguindo perceber a distância que está surgindo entre eles.

 

O que está achando da personagem principal?

Considero tanto o Roy quanto a Celestial personagens principais, e estou gostando. Apesar de terem personalidades bem diferentes, o Roy é um homem bom que por circunstâncias ruins se viu preso em uma situação impossível, e assim foi condenado por um crime que não cometeu. Mas mesmo sofrendo, ele tenta manter viva a parte boa e que faz sentido na sua vida: sua esposa e seus pais. Já Celestial é uma mulher que, de repente, vê sua vida virar do avesso, seu marido ser preso e ela ter como companheira em casa apenas a solidão. Ela, no entanto, não desanima, investe seu tempo e esforço na sua arte de fazer bonecas. É uma mulher talentosa, que parece estar encontrando uma forma de seguir a vida sem o marido.

 

Melhor quote até agora: “No Piney Woods discutimos por causa da história, e não há luta justa que possa ser travada sobre o passado.”

 

Vai continuar lendo?

Sem sombra de dúvida! Muitas coisas ainda acontecerão e esse casamento ainda terá maiores complicações. Afinal, relacionamentos nunca são simples, porque as pessoas são complicadas.

 

Última frase da página 100: “Mas não creio que você esteja falando da minha cintura.”

 

afilhadoreidopantano

Será que você reconheceria a maldade vivendo com ela?

 

Helena é uma mulher marcada por uma infância difícil e particularmente diferente.

 

Uma criança com uma vida selvagem e uma admiração absurda pelo algoz da sua própria mãe.

 

O livro irá envolver o leitor em uma trama confusa emocionalmente, onde você sente raiva dos atos de Jacob, pena da mãe e tristeza pela criança.

Será possível uma criança viver com a maldade e reconhecer sua personificação?

 

É absurdamente fácil reconhecer situações ruins e criticar, quando não se vive o problema. Mas a situação é completamente diferente quando você vive dia após dia, ano após ano, sofrendo violência física e psicológica.

Essa situação pode destruir muitas pessoas, enlouquecer outras e transformar ainda aquelas que perdem toda a fé na vida; essa última parece a mãe da Helena.

Além de tudo isso, existe uma criança que não entende a mãe, mas admira com todas as forças o pai.

 

A leitura será sensível, porque você poderá acompanhar a construção desse vínculo entre pai e filha através de flashbacks; e com os acontecimentos finais nota-se que a filha conseguiu enfim enxergar além dessa relação, conhecendo em essência o que esse homem cruel pode destruir sem um pingo de arrependimento.

Conheça essa história de rapto e cativeiro; e entenda que algumas coisas que se quebram, não podem ser recuperadas nunca.

 

A maldade existe em todas as pessoas que não conhecem o amor, ou não o valorizam; a crueldade pode surgir em diferentes formas, e também é possível notar como muitas pessoas são movidas por dinheiro, e não se importam nem um pouco com os sentimentos dos outros.

A esperança não está perdida, com amor, confiança e trabalho conjunto é possível lidar com passados sombrios e escândalos midiáticos.

 

Admire a força da Helena e torça para que ela consiga ir além.

balanco2018

 

2018 foi um ano recheado de leituras, li mais de 100 livros. Porém, menos da metade posso considerar memoráveis.

 

Mas, a vida é assim, nem todas as experiências pelas quais passarmos serão memoráveis, mesmo que todas ajudem a construir a nossa bagagem.

 

Por isso, hoje resolvi fazer um pequeno balanço das leituras do ano passado, e citar alguns pontos importantes.

 

Realizei a leitura de:

  • mais livros estrangeiros do que nacionais,
  • mais livros escritos por mulheres do que homens,
  • mais livros de ficção do que de não ficção,
  • mais livros únicos do que séries.

 

Agora, é aguardar pelas análises de 2019. Mas o que espero para o ano que está apenas começando é que muitas novas leituras venham.

 

E alguns objetivos são:

  • colocar “em dia” algumas séries que gosto muito,
  • ler mais livros em inglês,
  • ler mais livros de não ficção.

 

Desejo que vocês tenham muitas leituras também e que consigam aumentar sua bagagem diariamente!

 

 

todootempodomundo

Trechos

 

“Viveria em dobro os momentos de felicidade, e aceitaria que o fardo dos momentos de tristeza seria mil vezes mais pesado que o normal.”

 

” – Felicidade é… matemática pura: um nobre objetivo de vida, mais momentos memoráveis, mais saúde; multiplicamos o resultado por viajar o mundo e dividimos as conquistas com amigos de verdade. O resultado a gente eleva ao quadrado.”

 

“E um súbito desejo ressurgiu, o de que o destino não tivesse sido tão cruel e ela pudesse, naquele instante, estar viva e deitada em algum lugar do mundo, também pensando em mim.”

 

” – Querida, a felicidade só gruda na pele de quem aposta todas as fichas em algo que não pode ser nada menos que perfeito.”

 

“É por isso que sempre digo: o melhor lugar do mundo é aquele em que você está neste momento. O importante é o aqui e o agora.”

 

“Nesse momento, antes de conseguir ler o que você tinha escrito, fui invadido por uma felicidade tão absurda, tão inexplicável, que provocaria o big bang que mudaria de vez as regras do meu jogo e desencadearia a coisa mais fantástica, diferente, estranha e inacreditável que alguém já deve ter experimentado na vida.”

 

“A vida é apenas uma, e não há de ter coisa pior do que chegar ao fim dela, olhar pra trás e só então perceber que você deixou de fazer algo que poderia ter sido a sutil diferença entre uma vida normal e uma incrível.”

 

“Felicidade é viver a verdade que mora no fundo de seu peito, aquela que ninguém jamais vai conseguir arrancar de você.”

 

“Em pé, diante de mim, estava a única pessoa capaz de me salvar de cada reviravolta que a vida seguia insistindo em me impor, e finalmente revirar do avesso meu destino e direcioná-lo para algum tipo de final feliz.”

 

“Felicidade é a certeza de que nossa vida não está passando inutilmente.”

 

“A reconquista da paixão de uma vida, as emoções que nunca havia experimentado e o sorriso constante vinham sendo motivos recorrentes para regressos no tempo.”

 

“No entanto, as melhores coisas da vida são justamente aquelas que não fazem o menor sentido.”

 

“O sentimento que nos trouxe ao mundo e nos guiará até o fim é o amor. Amor pelo igual, pelo diferente, pelo desconhecido ou inesquecível. Amor por um momento, um sorriso, uma palavra que fez toda a diferença, pois dita na hora certa. Amor até pelo que doeu, porque você saiu dali uma pessoa melhor. Amar é, no fim das contas, uma missão.”

“Felicidade é uma sequência de segundos que a gente deseja que dure pela eternidade.”

 

“Adoraria que aquilo fosse apenas consequência do tanto que eu amava minha família, a vida, os amigos e o trabalho, mas a realidade nunca haveria de ser tão poética.”

 

“Espero que não, porque o que mais desejo é amar intensamente minhas felicidades apenas uma vez e sofrer minhas tristezas aqui e agora.”

 

“A felicidade é bemol. A tristeza, sustenido. Todo mundo tem um segredo…”